terça-feira, 5 de maio de 2009

Minha Seleção do Baiano

  1. Marcelo (Bahia)
  2. Apodi (Vitória)
  3. Nen (Bahia)
  4. Anderson Martins (Vitória)
  5. Ávine (Bahia)
  6. Leandro Makelele (Bahia)
  7. Bida (Vitória)
  8. Garrinchinha (Atlético)
  9. Dudu (Fluminense)
  10. Neto Berola (Itabuna)
  11. Neto Baiano (Vitória)

Melhor jogador: Nen (Bahia)

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Bahia e Ipatinga: quem se deu bem?

Leandro Silva

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As torcidas do Bahia e do Ipatinga sonhavam com os gols, respectivamente, de Marcelo Ramos e Joãozinho, na Série B deste ano. Pois agora estão com as artilharias trocadas para o Brasileirão que já se inicia essa semana. Quem se deu bem com essa troca de planos?

Pelo profissionalismo e pelo faro de gols que permanece inabálavel, como a artilharia do pernambucano comprova, Marcelo tem tudo para dar muitas alegrias para a torcida do time mineiro. Joãozinho também tem um futebol incontestável, mas não consegue se firmar em nenhum time desde que deixou o Vitória no início do ano passado.

Na minha opinião, só o tempo dirá quais das duas torcidas terá mais motivos para comemorar. Acredito que os dois farão muitos gols, mas acho que, ainda assim, cada torcida ainda irá sentir falta do seu ídolo, pois, em forma, os dois se complementariam e formariam uma dupla de frente invejável.

Cinco ex-tricolores são artilheiros estaduais

Leandro Silva

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Reinaldo Alagoano não conseguiu a artilharia do Campeonato Baiano, mas cinco atacantes com passagem pelo Fazendão conseguiram ser os goleadores dos seus estaduais. Três deles não deixaram muita saudade para grande parte da torcida tricolor. O veterano Fabio Junior nem chegou a jogar. Chegou no ano passado, de Israel, mas por problemas burocráticos envolvendo a transferência internacional não pôde ser inscrito na Série B e foi embora. Esse ano, foi o artilheiro do Distrito Federal, pelo Brasiliense.

Marcelo Nicácio surgiu como promessa em 2003. Tricolor assumido, que fazia parte de torcida organizada do clube, Nicácio não correspondeu em campo e foi embora. Agora, foi artilheiro do cearense, e fez o gol do título, pelo Fortaleza. Bruno Cazarine, a quem meu irmão, Lucas, costuma se referir como "o atacante que só Leandro acha que joga bola", mostrou que eu tinha alguma razão quando defendia a permanência do mesmo para o grupo desse ano. Foi artilheiro do catarinense pela Chapecoense. Enquanto isso, o ex-atacante do clube catarinense, Cadu, não fez nenhum por aqui e ainda foi expulso na decisão.

Os outros dois são lembrados com carinho pela torcida. Edmundo, muito por causa de um gol, contra o Flamengo, na última rodada do Brasileiro de 1996, que salvou o tricolor do rebaixamento. Agora, foi artilheiro do paraibano, e campeão, pelo Sousa, com 18 gols, o dobro de Nonato, vice-artilheiro do estadual pelo Treze. Já Marcelo Ramos foi goleador do pernambucano. Ídolo incontestável do Bahia, grande parte da torcida sonhava com o seu regresso após o estadual, mas ele fechou com o Ipatinga.

O Vitória teve dois ex-atacantes como artilheiros de seus estaduais. Felipe, do goiano, pelo Goiás, e Rafael Moura, do paranaense, pelo Atlético.

Artilheiros dos estaduais

Leandro Silva

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Edmundo, Marcelo Ramos e Neto Baiano fizeram 18 gols em seus estaduais

Bahia

18 gols

Neto Baiano (Vitória)

Rio de Janeiro

12 gols

Maicosuel (Botafogo)

11 gols

Bruno Meneghel (Resende)

São Paulo

16 gols

Pedrão (Barueri)

Rio Grande do Sul

15 gols

Taison (Internacional)

Minas Gerais

16 gols

Diego Tardelli (Atlético-MG)

Paranaense

14 gols

Rafael Moura (Atlético-PR)

Santa Catarina

17 gols

Bruno Cazarine (Chapecoense)

Pernambuco

18 gols

Marcelo Ramos (Santa Cruz)

Ceará

13 gols

Marcelo Nicácio (Fortaleza)

Distrito Federal

8 gols

Fabio Junior (Brasiliense)

Goiás

16 gols

Felipe (Goiás)

Paraíba

18 gols

Edmundo (Sousa)

9 gols

Nonato (Treze)

Rio Grande do Norte

15 gols

Lúcio (América-RN)

Acre

10 gols

Josa (Atlético)

Araújo (Juventus)

Aílton (Vasco)

Despedida de craque

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Leandro Silva

O capitão do Flamengo Fábio Luciano colocou uma ponta de tristeza na comemoração do título carioca do rubro-negro, confirmando que a decisão contra o Botafogo foi a sua última partida como jogador de futebol, aos 34 anos.


Guardando as devidas proporções, a despedida do camisa 3 lembrou a de um grande craque do futebol mundial, Zidane, que também foi expulso em sua última partida como profissional, que também era uma final e também foi decidida nos pênaltis. As diferenças ficam no detalhe de que o francês estava em uma final de Copa do Mundo e que saiu de campo derrotado.

Fabio Luciano foi um exemplo de jogador e profissional em todo otempo em que esteve no Flamengo, desde 2007, quando chegou para consertar um ambiente sempre tumultuado como o da Gávea.

Foram apenas 13 anos de carreira, desde 1996, quando surgiu na Ponte Preta, mas o beque conseguiu escrever seu nome na história dos dois clubes de maior torcida do País. Primeiro o Corinthians, por onde foi campeão mundial em 2000. E agora no Flamengo, muito mais por seus exemplos e atitudes do que por troféus, que srestringiram a dois cariocas.

Também fez sucesso no Internacional, onde foi campeão gaúcho e no Fenerbahçe, da Turquia, quando foi bicampeão nacional. Infelizmente, inexplicavelmente, fez apenas duas partidas pela Seleção Brasileira, onde tinha condições de ter brilhado. No período da Copa de 2002, por exemplo, ele jogava muito mais do que o campeão Anderson Polga.

Parabéns, capitão!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Estaduais

Leandro Silva

São Paulo

O troféu ficou com o melhor time do Estado neste momento, o Corinthians. E de forma invicta. A presença de Ronaldo desviou um pouco o foco da organização e da qualidade técnica do time, mas só veio a acrescentar dentro das quatro linhas. Ontem, após a final, cheguei a ouvir em um programa que o Fenômeno teria sido, indiscutivelmente, o melhor da competição. Exagero desnecessário. Pela situação em que estava, Ronaldo fez muito mais do que se podia cobrar dele, inclusive marcando contra os três grandes rivais. Mas nem mesmo do Corinthians ele foi o melhor. Na minha opinião, Elias, Cristhian, André Santos e Chicão brigariam por essa honraria. Nos outros times, acho que Madson, Cleiton Xavier e Edno também foram superiores.

Rio de Janeiro

O Flamengo poderia ter ganho os dois turnos, não fosse o vexame das semifinais da Taça Guanabara, quando perdeu para o Resende. Pelo menos, serviu para que o time crescesse no segundo turno. O equilíbrio com o Botafogo ficou refletido pela competição ter sido decidida nos pênaltis. Difícil destacar o melhor jogador do campeonato. Mas, para mim, ficaria entre Carlos Alberto, Elton, Maicossuel, Kleberson e Leonardo Moura.

Minas Gerais

Também invicto, o Cruzeiro deixou para trás os seus adversários, inclusive o Atlético Mineiro, com uma goleada de 5 a 0, no primeiro jogo da final. Título merecido e esperado. Os melhores do campeonato, para mim, são duas crias do São Paulo: Kléber, do Cruzeiro, e Diego Tardelli, do Atlético.

Rio Grande do Sul

Invicto, o Internacional atropelou todos os adversários. D´alessandro, Taison e Nilmar foram os destaques.

domingo, 3 de maio de 2009

Ele evitou o octacampeonato

Leandro Silva

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A torcida do Bahia até hoje se orgulha do feito conquistado pelo clube na década de 1970, com o heptacampeonato, entre 1973 e 1979. Pois, exatamente, hoje, o seu maior rival, o Vitória poderia ter superado essa sequência, com um octacampeonato, de 2002 a 2009. Poderia, se não fosse ele: Ednei.

O atacante, em 2006, quando atuava pelo Colo-Colo foi carrasco do rubro-negro em jogos decisivos dos dois turnos e ajudou o Tigre de Ilhéus a conquistar seu único título baiano. Por isso, por mais que Ednei não tenha conseguido repetir suas boas atuações no Bahia por causa das seguidas lesões, alguns torcedores do Bahia podem considerá-lo ídolo.

Vitória tricampeão baiano

Leandro Silva

O empate por 2 a 2 no Barradão, contra o Bahia deu o título ao Vitória, o tricampeonato e o sétimo em 8 anos. Neste milênio apenas duas vezes o rubro-negro não foi campeão, com a honra ficando a cargo de Bahia e Colo-Colo. O troféu ficou com a equipe que fez a melhor campanha e que já havia vencido o primeiro clássico da final, na semana passada por 2 a 1, em Pituaçu.

O Bahia precisava vencer por dois gols de diferença para acabar com o incômodo jejum de títulos, que já chegou a oito edições. Gallo fez algumas alterações no time com relação àquele que foi derrotado no jogo de ida. Com a suspensão de Patrício, Marcone foi improvisado na lateral-direita, abrindo espaço para a volta de Rogério na cabeça-de-área. Léo Medeiros pegou a camisa 10 de Ananias. Ávine assumiu a vaga de Rubens Cardoso, na lateral-esquerda, e o atacante Paulo Roberto ganhou a posição de Beto.

Já Carpegiani manteve a formação vencedora no primeiro Ba-Vi e no jogo do meio de semana contra o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil. Quando a bola rolou, debaixo de muita chuva, o que se via era um Bahia mais organizado e mais empenhado, mas o jogo era equilibrado, até que Paulo Roberto deu um ótimo passe para Reinaldo Alagoano, que chutou forte, com precisão, abrindo o placar, aos 10 minutos de jogo.

A superioridade tricolor permanecia. O Vitória não conseguia jogar como no jogo anterior. Apodi, por exemplo, que tinha sido decisivo no jogo anterior, tinha conseguido apenas chutar uma bola na trave, depois que Ávine recuou uma bola errada. No mais, o camisa 6 do Bahia levava a melhor nas disputas com o camisa 2 rubro-negro. E foi coroado no final da primeira etapa, com um gol depois de grande jogada tricolor.

Em apenas 45 minutos, o Bahia já tinha feito tudo o que precisava para ficar com o troféu. Nem tudo. Faltava resistir à pressão rubro-negra. E o tricolor não conseguiu repetir a atuação do primeiro tempo. O Vitória começou a se encontrar e foi beneficiado por erros de Gallo e do juiz Leandro Vuaden.

Primeiro, Gallo chamou o atacante Cadu, para substituir Reinaldo. O problema é que Alagoano fazia a sua melhor partida no tricolor e Cadu jogou mal em todas as suas chances anteriores. Antes mesmo de ele entrar, Neto Baiano fez falta em Evaldo na área, Vuaden ignorou, e fez o gol do Vitória.

Cadu entrou e, no seu primeiro lance, chutou um jogador do Vitória e foi expulso. Com um a menos, o Bahia ainda tentou, mas parecia muito mais longe do troféu. No final, Vuaden errou novamente. Deu um pênalti inexistente a favor do rubro-negro. O experiente Ramon, que não tinha nada a ver com isso, cobrou bem e garantiu o tri. No final, começou uma pancadaria generalizada no gramado , protagonizada por jogadores e funcionários dos dois clubes.

Time titular X Elenco

Leandro Silva

Uma discussão recorrente no futebol é o que é mais importante: ter um time ou um elenco melhor do que o de um adversário? Na Bahia, é notório que o Vitória tem um elenco mais qualificado e equilibrado do que o do Bahia. Mas titulares por titulares, há um equilíbrio maior. E talvez o tricolor leve até vantagem.

Vejamos: Entre Marcelo, ou Fernando, e Viáfara não há muita disparidade. Quase um empate técnico. Já Apodi, pelo que representa pelo Vitória, e pela capacidade de desestabilizar o rival, leva vantagem sobre Patrício. Na zaga, na minha opinião, Evaldo leva vantagem sobre Wallace e Nen sobra no duelo com Anderson Martins. No entanto, este rubro-negro poderia duelar com Evaldo. Na esquerda, hoje Rubens Cardoso e Luciano Almeida estão se equivalendo, mas acho que, no momento, Ávine levaria a melhor contra os dois.

Na cabeça de área, Leandro é superior a Vanderson, apesar da importância do camisa 5 rubro-negro para a sua torcida. Elton e Carlos Alberto também são parelhos. Se recuperar o seu início de temporada, o tricolor leva vantagem. O duelo de ex-ipitanguenses Bida e Rogério é desequilibrado pela maior qualidade técnica do jogador do Leão. Mas precisa saber qual a função a ser analisada. Na marcação e na vontade, Rogério é superior. Com a camisa 10, Ramon leva vantagem hoje, principalmente, depois do último Ba-Vi, mas se Léo Medeiros recuperar o seu bom futebol, pela idade, leva vantagem.

Entre Beto e Jackson também há uma diferença de função. Mas são dois jogadores fundamentais para os seus clubes. Por isso, um equilíbrio. E com a camisa 9 um duelo esquisito. Eles não encantam suas torcidas mas seguem vestindo um dos números mais importantes para seus clubes. Neto Baiano tem méritos. É o artilheiro do Brasil no ano - ao lado de Tardelli -, mas a falta de qualidade técnica e a seca nos clássicos não o fazem muito superior a Reinaldo Alagoano, que fez menos gols, mas já balançou a rede do rival no ano.

Há algum desequilíbrio entre os times? Na minha opinião, não há. E, para mim, elenco é mais importante em competições de pontos corridos. E o time titular é mais decisivo em campeonatos com mata-mata. Por isso, o tricolor está vivo na disputa.

O Campeonato está aberto. E ele tem culpa

Leandro Silva

Ele nunca foi unanimidade no Bahia. Nem em 2006, nem em 2008. Muito longe disso. Na verdade, poucos torcedores diziam gostar dele. Mesmo assim, é inegável a sua aptidão para os clássicos. E, mesmo depois de já ter saído do clube, o arqueiro Darci tem a sua importância sentida hoje. Inclusive sendo um dos responsáveis pela confiança da torcida do Bahia, que diz acreditar na reversão da vantagem rubro-negra na final de hoje.

Tudo por causa do clássico disputado no dia 21 de maio de 2006, há quase três anos. Quando o tricolor venceu por 1 a 0, acabando com um incômodo jejum de oito anos, no Barradão. Naquele período, bastava ver na tabela um clássico no estádio do rival para a torcida do Esquadrão se preocupar, mesmo com o último título do clube - o Campeonato do Nordeste de 2002 - tendo sido conquistado lá.

Naquele dia, o Bahia foi eliminado na semifinal do segundo turno do Baiano, mas devolveu a confiança de atuar, e vencer, no Manoel Barradas. De lá para cá, só deu Bahia, ou empates, nesta praça esportiva. “Não sei se é coincidência ou não, mas foi no meu primeiro Ba-Vi que o Bahia quebrou esse tabu”, me disse o goleiro, quando o entrevistei no ano passado.

Quando o jogo estava empatado, ele defendeu um pênalti que garantiu a igualdade no marcador até que no final, o zagueiro Laerte decretou a vitória tricolor. Nas quatro vezes em que atuou no estádio, Darci saiu vencedor. E ainda pegou um outro pênalti, na Série C de 2009.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Por onde anda - Bahia

Goleiros:

Jean

Madre de Deus

1993 a 1996 e 1998

Márcio

Atlético-GO

2002 a 2006

Darci

Macaé-RJ

2006 e 2008

França

Atlético-GO

2006

Sérgio

Itumbiara-GO

2007

Marcio Angonese

Criciúma

2007

Paulo Musse

Botafogo-SP

2007

Fabiano Borges

Joinville

2008

Gessé

Vitória da Conquista

2007

Marcelo Cruz

Mogi-Mirim

2000

Zagueiros:

Fabão

Santos

1996 a 1998

Leonardo Silva

Cruzeiro

2004 e 2005

Nenê

Coritiba

1998

Jean Witte

F.C.Tokyo – Japão

2000 e 2001

Valdomiro

Trofense - Portugal

99 a 2004

Pereira

Brasil de Pelotas

2005 e 2006

Carlinhos Paulista

Marília

2002 e 2003

Cléber Carioca

Itumbiara-GO

2007 e 2008

Laterais-Direitos:

Daniel Alves

Barcelona Espanha

2001 e 2002

Paulinho

Portugal

2003 a 2005

Etto

Dínamo Zagreb - Croácia

2002

Arlindo Maracanã

Ceará

2003

Marcus Vinicius

Icasa

2003 e 2004

Laterais-esquerdos:

Calisto

Botafogo-SP

2002

Bruno

São Caetano

2004

Chiquinho

Atlético-GO

2001 a 2003

Adilson

Santa Cruz

2007 e 2008

Marcão

Palmeiras

2002

Volantes:

Luis Alberto

Nacional de Portugal

2002 a 2006

Fausto


2007 e 2008

Jair

Atlético-Go

2002 a 2005

Guilherme

Vila Nova

2006

Ramalho

Paulista de Jundiaí

2001 a 2002

Emerson Cris

Chapecoense

2007 e 2008

Eduardo

Botafogo

2007

Neto Apolônio

Treze-PB

2002 a 2005

Cícero

Hertha Berlim-ALE

2002 a 2005

Luciano Totó

Atlético-GO

2008

Meias:

Danilo Gomes


2003 a 2004 e 2007

Pretto


2001 a 2002 e 2003 e 2007

Jorge Wagner

São Paulo

1999 a 2000

Elias

Atlético-GO

2003 a 2008

Rafael Bastos

Vitória

2006 a 2007

Geraldo

Ceará

2002

Danilo Rios

Guarani

2006 e 2007

Capixaba


1999 a 2002

Guaru


2005

Inho Baiano

Salgueiro-PE

2007 e 2008

Rodriguinho

Mirassol

2004

Igor


2004

Juninho

Kawasaki Frontale – Japão

1996 a 1998

Robson Luís

Volta Redonda

1996 a 1999

Alessandro Azevedo

Vitória da Conquista

2006

Ernane


2004 e 2005

Caio

Avaí

2008

Ramon

Vitória

1993 e 1994

Iranildo

Brasiliense

2000

Possato


2003

Alex Oliveira


2000

Fábio Costa

Madre de Deus

2000

Rafael

Mesquita

2008

Atacantes:

Nonato

Treze-PB

1999 a 2003

Uéslei

Oita Trinita – Japão

1993 a 1996, 1998

2000 e 2005

Marcelo Ramos

Ipatinga

1990 a 1994 e 2008

Sérgio Alves

Ceará

2002

Anselmo Ramon

Cabofriense

2007

Moré

Icasa

2007

Paulo Cezar Spírito


2006

Sorato

Tigres-RJ

2006

Pantico

Crac-GO

2008

Dill


2005

Marcelinho Piano


2005

Fábio Saci

Bangu

2007

Dimba


1999

Neto Potiguar

Anápolis

2004 e 2005

Bruno Cazarine

Chapecoense

2008

Bruno Meneghel

Resende-RJ

2008

Galvão

Vila Nova

2008

Charles

Joinville

2006 a 2008

Diogo

Vitória da Conquista

2007

William

Farul-Romênia

2003 a 2005

Jajá

Yamagata - Japão

2005

Alex Alves

Mirassol

2001

Alex Mineiro

Grêmio

1999

Nicácio

2001

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Vantagem ampliada

Leandro Silva

O Vitória já tinha a vantagem de poder empatar duas vezes e agora pode até perder por 1 a 0 no próximo Ba-Vi, no Barradão para ficar com o seu 25º título estadual, graças ao triunfo por 2 a 1 ontem em Pituaçu. No entanto, o campeonato ainda não está decidido.

Apesar de o fato de jogar fora de casa a próxima partida sugerir uma dificuldade ainda maior para o Bahia é justamente lá que o clube tem feito suas melhores apresentações nos clássicos. Nos três últimos embates, por exemplo, o tricolor fez placares que, se forem repetidos domingo, serão suficientes para a 44ª conquista estadual do Esquadrão. Foi 2 a 0 pela primeira fase do campeonato passado, 4 a 1, pela fase final, e mais 2 a 0 pela fase inicial desse ano.

Fora isso, as provocações exageradas de alguns jogadores do Leão, como Vanderson e Apodi após o resultado e Neto Baiano, imitando choro ainda no primeiro gol, podem servir de combustível para uma reação tricolor. Nunca é demais lembrar que em 2008 a competição já parecia finalizada após a goleada de 4 a 1 do tricolor mas, após uma semana de muita gozação, o rubro-negro venceu por 3 a 0, em Feira e acabou com o troféu.

O JOGO

O Vitória teve os seus méritos ontem, por saber explorar algumas falhas tricolores, mas deve muito do seu resultado a dois jogadores: Ramon e Apodi. O camisa 10 fez os dois gols e, com a sua experiência, ajudou a desestabilizar o rival, já o camisa 2 teria feito uma partida irrepreensível, não fossem atitudes desleais, como a voadora que aplicou no centroavante Reinaldo, do Bahia ainda no primeiro tempo, quando contou com a conivência da arbitragem para permanecer em campo e decidir o jogo ao sofrer o pênalti do segundo gol, após já ter sido o autor do cruzamento para o primeiro.

Já o Bahia errou demais. Nos dois primeiros Ba-Vis, o tricolor conseguiu anular completamente o lateral Apodi. No primeiro, o meia Ananias foi o responsável pela marcação. No segundo, foi o lateral-esquerdo Ávine. Apodi não fez rigorosamente nada de perigoso nesses dois clássicos. A escalação de ontem parecia indicar que o camisa 10 Ananias seria novamente o responsável pelo serviço, mas Gallo deve ter imaginado que o ala foi nulo por não possuir qualidades e não pelos méritos de terem bloqueado suas jogadas. Com liberdade, ele fez o que quis, deitando e rolando em cima de Rubens Cardoso.

Além disso, o meio-de-campo foi mal. A torcida já reclamou desde a escalação. Principalmente com a presença de Marcone, no lugar de Rogério, suspenso, e de Ananias, no lugar de Léo Medeiros, que ficou o jogo todo no banco. No entanto, Marcone foi o melhor do setor (volto a dizer que a torcida implica com o volante por ele ter atuado mal em algumas partidas sempre improvisado). Ananias, também, não estava mal até falhar no lance do segundo gol. Quem esteve muito abaixo do seu nível foi Elton. Como ele estava mal e Ananias não tem corpo para levar vantagem contra os volantes e zagueiros fortes do Vitória, o meio tricolor ficou entregue.

sábado, 25 de abril de 2009

A União de uma Nação - pontos de venda e agradecimentos



Leandro Silva

Agradecimentos

Muito obrigado, de coração, a todos que prestigiaram à noite de autógrafos.
Foi maravilhosa!!!E foi muito bom bater papo e conhecer pessoas como José, Matheus, Victor Menezes, seu pai Nelson, Paulo, Geraldo e tantos e tantos outros. Agradeço muito, mesmo

Dois pontos

Para quem está perguntando como adquirir o livro, já está sendo vendido na Banca 365 dias, que fica no Imbuí.
Situada na Rua Alberto Fiúza, SN (Imbuí) em frente ao edificio Ibiporã,
ao lado da Barraca Boteco da Zurca.
Horário de funcionamento das 07 as 20h de domingo a domingo.

E na Casa do Tricolor, no Capemi.

A 30 reais.

Comentários

Estou adicionando alguns comentários sobre a obra que já foram feitos por e-mail ou orkut. Muito obrigado pelos elogios.

Leandro,
Parabéns pelo livro! Muito legal mesmo! Reiterando o que te falei na página de recados do seu Orkut, 'devorei' o livro em menos de um dia por não consegui parar de ler, ávido a saber mais histórias fantásticas sobre uma conquista fantástica. Como disse lá na Bienal, esse livro tem uma importância considerável pelo fato de ser um registro documental dos fatos ocorridos em 1988/89. Há muito material solto de reportagens, imagens, mas faltava algo que vissemos bem organizado e feito com tanto afinco quanto é o 'A união de uma nação'.
Um grande abraço e sucesso! Tenho certeza ser o primeiro de muitos livros que virão.

José Eliomar Filho

Quem vos escreve é um admirador do "sobrinho" e agora do escritor. Comecei a ler o seu rebento e confesso que estou adorando, pela leveza da narrativa e cuidado em ser fiel com os fatos (...)

Li seu livro em um dia (21/04) e como havia comentado é ótimo. Você me fez viajar no tunel do tempo e reviver emoções de 20 anos atrás. Não sabia de detalhes interessantes como o "Dunga II" e como também da homenagem que seu pai fez ao grande jogador Leandro ... Sucesso garoto! e bola pra frente.

Abraços

Antônio José Silva

Já estou quase na metade do livro e digo que é muito bom.

Arilde Júnior

Goianão 2009

Leandro Silva

Confesso que jamais acompanhei tanto o Campeonato Goiano como o fiz em 2009. Não assisti a nenhuma partida, mas busquei os resultados sempre e procurei ver os gols a cada rodada. Muito por causa da presença de dois amigos. Um, o zagueiro-revelação do atual campeão Itumbiara, Felipe Albiéri. E o outro, o meia Elias, ex-tricolor baiano, no Atlético Goianiense.

Mas também por causa dos outros ex-jogadores do futebol baiano, no Atlético, como o goleiro Márcio, os laterais Chiquinho e Alysson, os volantes Jair e Luciano Totó, o atacante Marcão. Os atacantes Pantico, do Crac, e Neto Potiguar, dispensado pelo Anápolis.

Elias e Felipe, ou melhor, Atlético e Itumbiara se cruzaram nas semi, e o time da capital e do ex-camisa 10 do Bahia, hoje número 11 e atacante em Goiânia, levou a melhor vencendo os dois jogos. Na outra semi, deu Goiás, o time da primeira divisão, contra o Crac, de Alex Dias.

A partir de domingo, então, começa a decisão. Atlético Goianiense contra o Goiás, que busca recuperar o domínio, já que nos últimos dois anos os campeões foram o próprio Atlético e o Itumbiara. Estarei torcendo pelo Atlético que perdeu o único confronto que teve na temporada contra o time esmeraldino na primeira fase da competição.

O Atlético poderá ter a volta de jogadores como os laterais Rafael Cruz e Chiquinho, o meia Francismar e o atacante Marcão, mas terá o desfalque do volante Jair, ex-seleção brasileira sub-23.

Olheiro musical

Leandro Silva

Sei que o blog é sobre futebol e, por vezes, outros esportes. Mas hoje me senti como um olheiro, mas não de futebol e sim, musical. Estava no aeroporto e pensei que estava tocando o CD de Vanderlee, ouvi a música Esperando Aviões, que o grupo Doce Encontro também gravou, e parecia idêntica.

Até aí tudo bem porque não gosto tanto deste cantor, mas chegando à praça de alimentação, o repertório começou a mudar. Começaram as músicas de Belo, Sorriso Maroto, Os Travessos (do tempo de Rodriguinho), Sampa Crew. E depois até Ana Carolina e Seu Jorge. Além da voz, o repertório me agradou em cheio.

No final, fui perguntar onde ele estava tocando, para presenciar mais outras performances. Mas ele disse que atualmente está fazendo mais festas de aniversário, formaturas e outros eventos particulares. Arley Carvalho é o seu nome. Por coincidência, ele tem o cabelo pintado como o atacante Harley do Fluminense de Feira, que já atuou na dupla Ba-Vi (eu tinha que falar mais uma vez de futebol, não é?). Para quem gosta do estilo musical que eu falei, é uma boa pedida.

Os telefones de contato dele: 3403-6958 e 9122-0601

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Deu a lógica: Ba-Vi na final

Leandro Silva

Depois de dois anos com quadrangulares finais decidindo o campeonato e mais um em que a final foi entre Vitória e Colo-Colo, volta a ter Ba-Vi decidindo o Estadual. Tricolores e rubro-negros passaram por Fluminense de Feira e Atlético com placares idênticos: 2 a 1, no interior, e 3 a 1 na capital.

Por ter feito melhor campanha na primeira fase, o Vitória tem a vantagem dos dois empates nas decisões. A primeira já acontece domingo, em Pituaçu e a segunda, no outro domingo, no Barradão. Apesar de o Leão ter a melhor campanha, não há um favoritismo para os confrontos. Não só pela máxima de que em clássicos não existem favoritos, mas também porque os dois times têm um nível muito parecido - melhores do que do Baiano de 2008.

O que pode desequilibrar a balança a favor do Bahia é o fato de que o tricolor foi melhor nos dois clássicos da temporada. Venceu por 2 a 0, no Barradão, e empatou em 0 a 0, em Pituaçu, com um a menos desde o início do jogo por causa da expulsão do goleiro Marcelo.

O Bahia começou a temporada de maneira empolgante com grandes atuações e goleadas, mas depois irritou a torcida com alguns resultados ruins atuando com a equipe reserva. O time principal perdeu apenas uma vez na temporada, para o Feirense, em Feira. Desde que o time principal voltou a jogar, contra o Coritiba, no empate, no Paraná, que eliminou o time na Copa do Brasil, e nas duas semifinais foram três boas atuações, que devolveram a confiança.

Para as finais, os destaques são o zagueiro Nen, sempre seguro, seu companheiro Evaldo, que vem subindo de produção, o cabeça de área Leandro, também. E o atacante Beto. Mas o time depende muito da volta à boa fase de dois meio-campistas: Elton e Léo Medeiros. Se jogarem o que já jogaram poderão ser muito importantes para um triunfo. No último jogo, as entradas de Alex Maranhão, Ávine e Alex Terra deram outras opções para Gallo.

No Vitória, a campanha foi boa, o time eliminou o Juventude na Copa do Brasil, masa torcida parece sempre com um pé atrás com o time, talvez pelas más atuações justamente nos confrontos contra o maior rival. Fato é que, depois de uma queda de rendimento no tempo de Mauro Fernandes, o time cresceu sob o comando do interino Ricardo Silva e vem se mantendo com Paulo César Carpegiani.

Apesar de a torcida rubro-negra continuar pegando no pé, uma das principais armas do time é o atacante Neto Baiano, artilheiro do estadual. O lateral-direito Apodi sempre representa muito perigo e costuma atuar bem contra o rival. Na zaga, a entrada de Marcos Aurélio pode representar um aumento na segurança. No meio, a volta de Vanderson também é importante e os veteranos Jackson e Ramon podem ser fundamentais para tentarem manter a vantagem nos jogos finais.

Com muita rivalidade e equilíbrio, os Ba-vis prometem!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Unificação dos títulos brasileiros

Leandro Silva

A polêmica quanto à unificação dos títulos brasileiros conquistados antes e depois de 1971 é muito complexa. Existem argumentos para quem quer defender ou atacar a unificação dos títulos. Por exemplo, PVC tem alguns argumentos para que não se unifique pois, para ele, seria até desnecessário já que reconhece como competições de importâncias semelhantes. O problema é que justamente por não serem unificados muita gente tenta desvalorizar as conquistas anteriores a 1971. E os próprios rankings valorizam menos ou até desvalorizam a história anterior a essa data.

Para o torcedor do Santos (ou do Bahia) os títulos valem a mesma coisa. Afinal, para os tricolores a Taça Brasil de 1959 vale o mesmo que a Copa União de 1988 e são representadas com a mesma importância pelas estrelas acima do distintivo do clube.

Mas a CBF não equipara e isso serve para torcedores rivais tentarem menosprezar os títulos. O que, para mim, importa e caracteriza as conquistas anteriores a 1971 exatamente iguais às posteriores é que eram as disputas mais importantes do País, assim como os atuais brasileiros e os vencedores eram chamados e reverenciados por imprensa e por torcida como campeões brasileiros.

Por exemplo, na Europa, a atual Liga dos Campeões antes era chamada de Copa dos Campeões. A forma de disputa e de classificação para a competição mudou. Nem por isso, os campeões anteriores são separados dos atuais. São os campeões europeus porque se tratava e continua sendo a competição mais importante do continente. Seria o mesmo se, de uma hora para outra, a Libertadores mudasse de nome para Liga da América do Sul. Os atuais campeões teriam importância menor do que os que venham a ganhar?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A União de uma Nação


É hoje!!!

A partir das 19 horas, no Centro de Convenções, fazendo parte da programação da EGBA (Empresa Gráfica da Bahia), na Bienal do livro 2009, a noite de autógrafos do meu livro sobre a história título de 1988 do Bahia. A União de uma Nação.

É a realização de um grande sonho!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

As finais do Baiano 2009

Leandro Silva

Terminada a interminável primeira fase do Campeonato Baiano, enfim começarão as finais, no próximo final de semana. Com dois confrontos que prometem muito - entre Vitória e Atlético de Alagoinhas e Bahia e Fluminense de Feira. No entanto, os embates já desenham, mais uma vez, que a decisão pode se dar nos Ba-Vis. O que pode voltar a acontecer depois de quatro anos, já que nos últimos dois a fórmula de disputa previa um quadrangular decisivo, sem final. E, em 2006 o Colo-Colo foi campeão, derrotando o Vitória. Coincidentemente, em 2005, os confrontos que valem hoje pelas semifinais foram válidos pelas quartas, e os clubes da capital levaram a melhor.

O Bahia não deverá ter facilidade alguma nos embates contra o Touro do Sertão. Na primeira fase, conseguiu um importante triunfo, por 1 a 0, em Feira e apenas empatou, em 0 a 0, em Salvador. Para ilustrar a força do Flu, foi o único adversário que conseguiu vencer o líder Vitória duas vezes na competição. Para piorar, o primeiro confronto acontece no Jóia da Princesa, lar do Bahia na Série B do ano passado e onde o Esquadrão definitivamente não se sente em casa. Menos mal que o desempenho do tricolor de Feira esse ano não está tão bom em seus próprios domínios. Em 10 jogos como mandante no Alberto Oliveira, foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas.

Já o Bahia é visto com desconfiança por causa da queda de rendimento no segundo turno depois de encantar a torcida no primeiro. O tricolor perdeu muitos pontos (9) por atuar em três partidas com o time reserva. Com esses 9 pontos, o Esquadrão poderia ter sido o primeiro colocado, com 55 pontos. O time principal perdeu apenas uma vez em 2009, contra o Feirense, no mesmo Jóia da Princesa que sediará a primeira partida das semifinais. Outro ponto preocupante é que a defesa não é mais a mesma desde a lesão de Alison. O ex-palmeirense Nen segue sendo um dos principais jogadores do elenco, atuando em altíssimo nível, mas Evaldo alterna grandes atuações, como contra o Coritiba pela Copa do Brasil, com outras muito ruins. A queda de produção do goleiro Marcelo e do meio-campista Léo Medeiros, depois de lesões também diminuem a confiança da torcida. O confronto marca o encontro entre os dois únicos treinadores que estão nas mesma equipes desde o início da competição: Alexandre Gallo e Nazareno Silva.

Do outro lado, a estabilidade no comando técnico não chega nem perto. O técnico Ferreira assumiu o Atlético na rodada final da primeira fase, depois da saída do ex-zagueiro Moisés Alves. E Paulo César Carpergiani estrearáno Baiano apenas nas semifinais, sendo o quarto treinador do ano. Primeiro, estiveram Vagner Mancini, Mauro Fernandes e Ricardo Silva. Mesmo sem ainda encantar a torcida, principalmente por causa do desempenho nos Ba-Vis, já que perdeu um em casa e empatou o outro atuando com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o Leão usou or egulamento e conquistou a primeira colocação, terminando com 50 pontos. Mesmo tendo vencido apenas um confronto contra os três outros classificados para as finais - o Atlético. Empatou um Ba-Vi e perdeu os outros quatro confrontos.

O Atlético levou duas goleadas dos grandes no primeiro turno, mas no segundo, empatou com o Bahia e derrotou o Vitória. Dando claras mostras da evolução. Na partida contra o Bahia, Gallo chegou a dizer que o Carcará foi a equipe que mais deu trabalho ao tricolor. O atacante Robert, revelado pelo São Paulo, é o grande destaque do time.

CAIU

A briga contra o rebaixamento esse ano foi muito grande. No final, quem se deu mal foi o Poções, que jogou a competição fora de casa, em Jequié, e não teve forças para chegar à frente dos oponentes. No ano passado, a equipe que já decidiu um turno do Campeonato em 1994, com o Bahia, já correu risco de cair, mas conseguiu uma reação e empurrou o Juazeiro para a segundona. Dessa vez, não deu. Mesmo com as punições a Feirense e Madre de Deus por utilizarem jogadores irregulares e perderem 6 pontos. Essas duas equipes, além do Camaçari, do Colo-Colo e do Ipitanga precisam aprender com os erros desse ano para não correrem os mesmos riscos no próximo.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O cara tem estrela!!!

Leandro Silva

Esse meu texto deve soar repetitivo. Até porque tenho certeza que não fui o único a ter essa sensação hoje. Mas sabe aquele tipo de filme em que o enredo parece muito forçado para justificar uma grande redenção para o personagem principal e você perde até o interesse porque não tem nada de verossímil? Pois é. Esse foi o enredo do clássico de hoje entre Corinthians e Palmeiras. Mas ao contrário dos filmes. O que encanta no caso é que a história do protagonista Ronaldo é real.

Veja bem, há muito tempo ele já dizia que iria jogar contra o Palmeiras, como se já estivesse lido o script. Como todo bom filme, teve uma pré-estréia cercada de expectativa contra o Itumbiara. Gostaria de ver o clássico de hoje, meu irmão Renato, palmeirense, ficou em casa só para isso, mas fui para o estádio ver o Bahia, contra o Vitória da Conquista, pelo Campeonato Baiano. Enquanto o tricolor ganhava, fiquei sabendo que o Palmeiras fez 1 a 0. Depois, Renato ligou para meu outro irmão, Lucas, corintiano, para avisar que Ronaldo tinha entrado em campo.

Foi aí que comentei, como em um daqueles diálogos forçados de filme: já pensou se Ronaldo faz o gol do empate. Depois, Renato voltou a ligar para avisar que ele já tinha acertado uma bola na trave. Assistia ao Bahia, vencendo o Bode, e imaginava os lances do Fenômeno. Até que, no intervalo do jogo, ouvi um incrédulo torcedor à minha frente, perguntando: foi gol do Gordo, mesmo? Deu para ver que o apelido foi utilizado de maneira carinhosa porque o cara estava radiante. Logo depois, Renato voltou a ligar, para informar que seu Palmeiras tinha acabado de sofrer o gol do empate, aos 47 minutos. Pensa que ele estava arrasado, como seria previsível? Nada disso. A admiração pelo Fenômeno serviu como anestésico para o gol corintiano. Vou perguntar amanhã ao meu amigo Eraldo Rodrigues, palmeirense fanático. Este, eu acho que não deve ter gostado nem um pouco da redenção do camisa 9 das últimas Copas.

Confesso que não era muito fã dele nos seus melhores momentos de Barcelona, na década de 1990. Mas hoje o admiro por suas tantas histórias de superação. E entendo toda a admiração que o meu amigo Herbem Gramacho tem por ele. Plagiando o grande Milton Leite: Senhoras e senhores, o Fenômeno voltou!!!