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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Privilegiando o talento



A convocação da Seleção para o amistoso contra a Argentina deixa a boa impressão de que Mano Menezes vai continuar valorizando o talento. A primeira convocação do meia Douglas, do Grêmio, e a volta de Ronaldinho Gaúcho são alguns dos exemplos. Até os volantes são leves e versáteis. Ótimo sinal.

Goleiros:
Victor (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Neto (Atlético-PR)

Laterais:
Daniel Alves (Barcelona)
Rafael (Manchester United)
Adriano Corrêa (Barcelona)
André Santos (Fenerbahçe)

Zagueiros:
Thiago Silva (Milan)
David Luiz (Benfica)
Alex Costa (Chelsea)
Réver (Atlético-MG)

Volantes:
Lucas (Liverpool)
Ramires (Chelsea)
Sandro (Tottenham)
Jucilei (Corinthians)

Meias:
Douglas (Grêmio)
Philippe Coutinho (Inter de Milão)
Ronaldinho Gaúcho (Milan)
Elias (Corinthians)

Atacantes:
Robinho (Milan)
Alexandre Pato (Milan)
André (Dínamo de Kiev)
Neymar (Santos)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Craque sempre faz falta

Ronaldinho Gaúcho ficou fora da convocação para o amistoso contra a Irlanda. A esperança é que não esteja ausente na lista final para a Copa do Mundo. A lógica poderia ser a seguinte. Nada que ele fizer (ou não) contra a Irlanda deveria influenciar em sua convocação para o Mundial. Portanto, seria desnecessário chamar. Seria melhor deixá-lo de fora e testar a sua recepção. Tanto nas declarações quanto nas atuações futuras pelo Milan. E a depender disso, confirmar a sua presença.

Defendo isso porque craque sempre faz falta. Como Romário fez nos Mundiais de 1998, quando foi cortado por Zagallo, e em 2002, quando foi ignorado por Felipão. Mas como fez falta em 2002 se o Brasil foi campeão? Diriam alguns. Para mim, fez. O Brasil também seria campeão com ele em campo, arrisco a dizer, mas de maneira ainda mais bonita, mais alegre. Porque o craque dá brilho ao futebol.

E em 1998? Aí a falta foi para o título mesmo. Ele estava em muito melhor forma do que Bebeto, que foi titular e na hora da decisão, com Ronaldo baqueado, os outros jogadores teriam um outro craque em quem confiar, que pudesse desequilibrar, como Zidane fez naquela partida.

Por isso, por mais que eu ache que o Brasil tem toda condição de ser campeão com ou sem Ronaldinho, acho que haverá mais brilho se ele estiver em campo. E há também uma temeridade. Kaká não tem conseguido manter a mesma frequência de atuações de outras épocas. Isso faz com que a Seleção corra o risco de ser comandada no seu setor de criação pelo forte Júlio Baptista. Já que Dunga continua deixando Ronaldinho, Diego, Alex, do Fenerbahçe, ou Alex, do Spartak, de fora.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Copa pra ele


Pode parecer oportunismo colocar um post como esse depois de uma atuação mágica como a de Ronaldinho contra o Siena, mas sou um defensor ferrenho dele mesmo nos períodos de vacas magras. Se eu já defendia que ele estivesse entre os convocados para a Copa de 2010 na época em que estava bem abaixo do seu nível (mas acima da maioria dos concorrentes, na minha opinião) posso dizer que agora não deve haver mais contestação. É Ronaldinho e mais 22.

Segue a minha lista atual:

Júlio Cesar - Internazionale - ITA
Daniel Alves - Barcelona - ESP
Lúcio - Internazionale - ITA
Juan - Roma - ITA
André Santos - Fenerbahçe - TUR
Cristhian - Fenerbahçe - TUR
Gilberto Silva - Panathinaikos - GRE
Kaká - Real Madrid - ESP
Ronaldinho Gaúcho - Milan - ITA
Adriano - Flamengo
Luis Fabiano - Sevilla - ESP
Bruno - Flamengo
Marcos - Palmeiras
Maicon - Internazionale - ITA
Thiago Silva - Milan - ITA
Alex - Chelsea - ING
Marcelo - Real Madrid - ESP
Willians - Flamengo
Elano - Galatasaray - TUR
Diego - Juventus - ITA
Robinho - Manchester City - ING
Nilmar - Villarreal - ESP
Alexandre Pato - Milan - ITA

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Vai começar o Italiano e o Espanhol



Leandro Silva

Dois dos campeonatos nacionais mais tradicionais da Europa começam no próximo sábado. Com a manutenção de algumas estrelas e a chegada de reforços, a temporada 2007/2008 promete empolgar na Espanha e na Itália, que viveram momentos distintos na temporada 2006/2007.

Espanha – A temporada passada na Espanha foi emocionante do início ao fim. Nenhuma equipe conseguiu abrir grande vantagem e o título ficou aberto até os jogos finais. Real Madrid, Barcelona e Sevilla chegaram vivos à última rodada e o Real acabou com o título.

Um dos heróis do Real na partida final contra o Mallorca foi Reyes. O meia fez dois gols e agora mudou de lado. Foi contratado pelo rival Atlético de Madrid. Já enfrenta seu ex-time, sábado, no clássico que abre o Nacional.

Barcelona – O Barcelona, que estréia domingo, fora de casa, contra o Racing Santander, chegou ao auge na temporada 2005/2006 com o título da Liga dos Campeões, mas não conseguiu manter o ritmo na temporada passada. Especulou-se uma mudança radical no elenco, mas no final das contas as saídas foram poucas.

Os torcedores nâo devem sentir falta de Giuly, Bronckhorst e Saviola. Em compensação, a chegada de Thierry Henry renovou a esperança da volta dos bons resultados e do futebol vistoso.

A expectativa é grande em torno da utilização do chamado “Quarteto Fantástico” com Ronaldinho, Messi, Eto´o e Henry. O time se reforçou com o lateral Abidal, o zagueiro Milito e o volante Touré.

Real Madrid – Na defesa do título, o Real tem técnico novo. O troféu não bastou para manter o emprego de Fábio Capello. Para seu lugar, chegou Schuster.
O perfil de contratações do clube segue em franca mudança. Para a defesa, já chegaram o goleiro Dudek, os zagueiros Pepe, Heinze e Metzelder, além do ala-esquerda Drenthe, destaque da Holanda sub-21. O meia Sneidjer e os atacantes Robben e Saviola são as contratações mais ofensivas. Robinho e Nistelrooy são os destaque do time.
Beckham, Roberto Carlos, Emerson, Cassano e Helguera são alguns que deixaram o clube.

Ameaças – Para tentar tirar o título das mãos da dupla Barcelona e Real, o Atlético de Madrid se reforçou em quantidade. O principal jogador do clube, Fernando Torres, partiu para o Liverpool. Mas quem imagina que o Atlético está enfraquecido se engana.

Além de Reyes, chegaram Luis Garcia, Raul Garcia, Cléber Santana, Simão Sabrosa e Forlan.

Os torcedores do Sevilla torcem pelo final da janela de transferências para que o ídolo do clube Daniel Alves, assediado por vários clubes, permaneça. O artilheiro Kanouté ficou. Boulahrouz, Mosquera e De Sanctis chegam.

O Valencia contratou Zigic, de 2,02 m. Sávio, ex-Flamengo abandonou o rebaixado Real Sociedad e foi para o Levante. No Zaragoza, as novidades ficam por conta de Ricardo Oliveira, Ayala e Matuzalém, ex-Vitória.

Itália – Enquanto a temporada na Espanha foi emocionante, na Itália, a Inter passeou e conquistou o título sem dificuldades.

A nova temporada não deve repetir tal desequílibrio. A Internazionale continua forte. Ainda chegaram o atacante Suazo e o zagueiro Chivu. Figo, Crespo, Ibrahimovic e até o Imperador Adriano permanecem.

Milan – O Milan aumentou o número de brasileiros e a sua força. Para fazer companhia a Dida, Cafu, Serginho, Kaká e Ronaldo, chegaram, Emerson, Alexandre Pato e Digão, irmão de Kaká.

Pato foi contratado, mas só deverá poder atuar pelo Milan em janeiro, pois ele completa 18 anos em setembro, após o final do prazo de inscrições. Só podem ser inscritos atletas acima de 18 anos.

Outros – As principais contratações da Roma para a temporada foram o meia Giuly e o zagueiro brasileiro Juan. Doni, Mancini, De Rossi, Taddei, Perrotta e Totti permanecem. Chivu foi embora.

Acostumada a entrar no Italiano sempre como favorita, a Juventus chega mais humilde para a nova temporada.

Depois de ser obrigada a disputar a Série B, por causa do escândalo do Calcio Caos, A Juve perdeu vários dos seus destaques como Thuram, Vieira, Cannavaro e Ibrahimovic. Mas Del Piero, Nedved e Buffon tornaram-se mais ídolos por toparem continuar.

Eles estão firmes na nova temporada. Para reforçar a campeã da Série B, chegaram Salihamidzic, Grygera, Criscito, Iaquinta, Almirón, Tiago e Jorge Andrade.
Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde de 23/08/2007

sexta-feira, 2 de março de 2007

Por que não entrou?

Leandro Silva

Tem certos lances no futebol que a gente fica por muito tempo se lamentando. Por que não entrou? As vezes é algum lance que poderia resultar em um importante título para o nosso time. Mas muitas vezes esse sentimento é coletivo, de todos os apreciadores da mágica do futebol bonito.

E no último final de semana, o brasileiro Ronaldinho Gaúcho protagonizou um desses lances mágicos que foram barrados pela trave. A torcida para que o lance resultasse em gol estava relacionada à eternização do lance que seria repetido por muitos e muitos anos. Pois geralmente, lances como esse acabam caindo no esquecimento - com exceção dos famosos "gols que Pelé não conseguiu fazer" - com o passar dos tempos.

O esquecimento desse lance poderia ser comparado a esconder alguma obra de arte belíssima em algum porão, longe dos olhos do público, deixando de ser contemplada, e perdendo assim o status de obra de arte, segundo a definição que aprendi estudante Estética e Comunicação, na faculdade.

Acompanhe o lance mágico: http://www.youtube.com/watch?v=8euf2--JQBA