Mostrando postagens com marcador Série C. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Série C. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de novembro de 2007

Tristeza Coral

Leandro Silva

O Santa Cruz perdeu por 2 a 0 para o Criciúma, ontem. Apenas completou a queda do tricolor pernambucano. Enquanto Náutico e Sport se sustentam na Série A, a Coral irá conhecer no próximo ano o porão do futebol brasileiro: a Série C.

O Santa caiu em 2006 para segunda divisão e agora para terceira. Se serve como consolo para os pernambucanos, o Vitória também passou pela mesma situação mas conseguiu se reerguer nos dois anos seguintes e estará de volta à elite na próxima temporada.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Orkut serve como termômetro de torcidas adversárias do Bahia

Leandro Silva

Assim como o ambiente virtual serve para analisar as opiniões da torcida do Bahia, pode também ser usado para saber as expectativas dos torcedores dos sete adversários no caminho de volta à Série B do Brasileirão.

Se a torcida do Bahia se divide entre os eufóricos com a classificação e os insatisfeitos com o desempenho do time, a bronca da torcida do Atlético Goianiense é contra a escalação de três volantes, principalmente nos jogos em casa.

Na principal comunidade do clube no Orkut, os defensores do técnico Sérgio Alexandre lembram que a equipe está há nove jogos sem perder. Mas seus críticos se apegam aos cinco empates nas últimas seis partidas. O goleiro Márcio, revelado pelo Bahia, é quase unanimidade no Dragão.

Já no Bragantino o clima no ambiente virtual mistura apreensão e confiança. O clube também pode ser chamado de fênix, assim como o Bahia, por ter conseguido a classificação mesmo perdendo as três primeiras partidas da 3ª fase.

Na maior comunidade relacionada ao Braga, com mais de 3.000 pessoas, muitos torcedores acreditam que as classificações dramáticas nas últimas fases podem ser um combustível na etapa final. A apreensão se deve ao fato de estrear contra o ABC com portões fechados, por punição imposta pelo STJD.

O primeiro adversário do Bahia é o Crac. Na maior comunidade do Orkut relacionada ao clube de Catalão, com pouco mais de 1.700 pessoas, torcedores se mostram empolgados com a melhor campanha da 3ª fase. E, assim como nas comunidades de todos os outros times, há quem acredite que uma das vagas será do Bahia, pela tradição e suposta ajuda da CBF. Entre os jogadores, o goleiro Dênis é muito elogiado.

Túlio – Na comunidade do Vila Nova, com mais de 7.600 pessoas, chegam a se referir ao Bahia como "Bah-juiz-ia". Alguns torcedores mostram-se preocupados com a busca do atacante Túlio pelo gol de número 800 da carreira. Essa obsessão poderia prejudicar o clube na reta final da Série C. A exemplo de Nonato, seu rival na briga pela artilharia, Túlio, também divide a torcida goiana.

Outra preocupação de alguns torcedores do Vila é quanto à possibilidade do Crac continuar jogando em Catalão. Segundo os internautas, os jogos na cidade costumam ter muita violência.

A torcida do ABC, na maior comunidade do clube, com mais de 13.600 pessoas, está na bronca pela ajuda à classificação do Bahia. Mas estão todos eufóricos com o time potiguar.

A maior preocupação dos torcedores do Nacional é com a impossibilidade de jogar em Patos. O clube deve mandar seus jogos no estádio Amigão, em Campina Grande. Já na comunidade do Barras, do Piauí, o maior tema também é relacionado ao mando de campo. O time piauiense deve jogar na capital Teresina e alguns torcedores de River e Flamengo prometem apoio rumo à Série B.

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 10/10/2007

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Conheça os adversários do Bahia no Octogonal Final da Série C

Leandro Silva

ABC FUTEBOL CLUBE

Fundação: 29 de junho de 1915
Estádio: "Frasqueirão" - 16 mil espectadores
Apelido: O Mais Querido
Títulos: 49 Estaduais, o último neste ano
Site: www.abcfc.com.br
Ranking da CBF: 57º
Origem: O primeiro clube de futebol do Rio Grande do Norte nasceu numa reunião entre jovens da alta sociedade potiguar. As três letras representam as iniciais dos países sul-americanos Argentina, Brasil e Chile, que assinaram naquela época um tratado de amizade fraternal.
Velhos conhecidos: Bruno Lourenço (ex-Bahia), Juninho Petrolina (ex-Vitória)
Curiosidade: O ABC gaba-se de ter o recorde mundial de maior excursão de uma equipe ao exterior. Foram 102 dias de peregrinação por Europa e África, em 1973.
É também do ABC o recorde nacional de títulos estaduais.

Time base: Raniere, Bruno Lourenço, Alan, Ben-Hur; Nêgo, Adelmo, Jean, Juninho Petrolina e Rogerinho; Fábio Silva e Wallyson.
Técnico: Ferdinando Teixeira.

CAMPANHA 38 pontos (12 vitórias, 2 empates e 4 derrotas)
1ª fase
Atlético/PB 1x0 ABC
ABC 4x0 Vera Cruz/PE
ABC 2x1 Central/PE
Central 4x4 ABC
Vera Cruz/PE 0x1 ABC
ABC 2x0 Atlético/PB
2ª fase
Confiança/SE 2x1 ABC
ABC 2x1 Porto/PE
ABC 2x0 Coruripe
Coruripe/AL 4x1 ABC
Porto/PE 0x1 ABC
ABC 1x0 Confiança/SE
3ª fase
ABC 2x0 Rio Branco/AC
Bahia 2x0 ABC
Fast 2x3 ABC
ABC 1x0 Fast
ABC 2x1 Bahia
Rio Branco/AC 0x0 ABC

Crac – Clube Recreativo e Atlético Catalão

Fundação: 13 de julho de 1931
Estádio: Genervino da Fonseca (talvez não possa ser utilizado)
Apelido: Leão do Sul
Títulos: Bicampeão goiano (1967 e 2004) campeão da 2ª Divisão estadual 4 vezes: 1965, 1986, 2001, 2003
Site: www.portalcatalao.com.br/sites/cracnet/home
Ranking da CBF: 219º
Origem: É o clube mais antigo de Goiás. Foi fundado em 13 de julho de 1931 para representar Catalão nas competições regionais. Disputava, principalmente, torneios com equipes das cidades de Araguari, Uberlândia e Uberaba.
Velhos Conhecidos: Laerte (ex-Bahia)
Curiosidade: No começo da história do clube, para se manter, a diretoria contava com a ajuda da torcida. Depois da criação de uma loteria que continha 5 jogos, quem acertasse mais resultados passava na “Construtora” do diretor Osires Pimentel Ulhôa e pegava um prêmio.

Time base: Dênis; Dedé, Renato, Laerte, e Luiz Cláudio; Beto, Jackson, Marcinho Mossoró e Ronildo; Tico Mineiro e Danilo Santos.
Técnico: Vladimir Araújo.

CAMPANHA: 34 pontos ( 10 vitórias, 4 empates e 4 derrotas)
1ª fase
Crac/GO 2x0 Cacerense/MT
Atlético/GO 2x0 Crac/GO
Crac/GO 2x0 Ceilândia/DF
Ceilândia/DF 3x2 CRAC/GO
CRAC/GO 1x0 Atlético/GO
Cacerense/MT 2x0 Crac
2ª fase
Crac/GO 3x0 Rio Claro/SP
Vila Nova/GO 1x3 Crac/GO
Crac/GO 0x0 Guarani
Guarani 0x0 Crac/GO
Crac/GO 1x0 Vila Nova/GO
Rio Claro/SP 2x0 Crac/GO
3ª fase
Bragantino 1x2 Crac/GO
Crac/GO 1x1 América/RJ
ULBRA 0x1 Crac/GO
Crac/GO 3x2 ULBRA
América/RJ 0x5 Crac/GO
Crac/GO 0x0 Bragantino


Clube Atlético Bragantino

Fundação:
08 Janeiro 1928
Estádio: Marcelo Stéfani. Capacidade de 16.119 pessoas
Apelido: Braga ou Massa Bruta
Títulos: Campeão Brasileiro da Segunda Divisão 1989, Campeão Paulista 1989
Campeão Paulista da Segunda Divisão 1965 e 1988
Site: www.urbo.com.br/bragantino (não oficial)
Ranking da CBF: 41º
Origem: Foi criado por formadores de um outro clube: o Bragança Futebol Clube
Velhos conhecidos: Valdir Papel (ex-Vitória)
Curiosidade: Disputou as quartas-de-finais do Campeonato Brasileiro da primeira divisão de 1990 contra o Bahia e foi eliminado pelo Tricolor.

Time base: Gléguer; Somália, Cris, Tiago Vieira, Wanderley e Paulinho;
Mário, César Gaúcho e André Gaspar; Valdir Papel e Davi
Técnico: Marcelo Veiga.

CAMPANHA: 29 pontos ( 9 vitórias, 2 empates e 7 derrotas)
1ª fase
CENE 1x0 Bragantino
Bragantino 4x1 Sertãozinho
Águia Negra 0x0 Bragantino
Bragantino 2x0 Águia Negra
Sertãozinho 1x2 Bragantino
Bragantino 2x0 CENE
2ª fase
Esportivo 1x0 Bragantino
Bragantino 1x0 Democrata
Roma 1x2 Bragantino
Bragantino 0x1 Roma
Democrata 5x3 Bragantino
Bragantino 2x1 Esportivo
3ª fase
Bragantino 1x2 Crac
Ulbra 1x0 Bragantino
América/RJ 2x1 Bragantino
Bragantino 3x2 América/RJ
Bragantino 2x0 Ulbra
Crac 0x0 Bragantino


Vila Nova/GO

Fundação: 29 de julho de 1943
Estádio: Serra Dourada
Apelido: Tigrão
Títulos: Campeão Brasileiro da Série C de 1996. Campeão goiano 15 vezes
Site: www.vilanova.esp.br/home/
Ranking da CBF: 45º
Origem: O Vila Nova foi fundado pelo coronel Francisco Ferraz de Lima, com a água benta do padre José Balestière e recebeu o nome por causa do bairro de Vila Nova. Ainda em 1943, foi inscrito na Federação Goiana.
Velhos conhecidos: Possatto (ex-Bahia), Alex Oliveira (ex-Bahia), Juninho Cearense (ex-Bahia), Túlio Maravilha (ex-Vitória), Xavier (ex-Vitória), Élvis (ex-Vitória)
Curiosidade: Já mudou de nome 4 vezes. Começou como Vila Nova, passou a se chamar Operário, depois Araguaia e posteriormente Fênix Futebol Clube. Por fim, voltou a se chamar Vila Nova

Time base: Fabiano Borges; Michel, Henrique, Vitor e Xavier; Álisson, Heleno, Élvis e Alex Oliveira; Juninho Cearense e Túlio Maravilha.
Técnico: Artur Neto

CAMPANHA: 34 pontos (10 vitórias, 4 empates e 4 derrotas)
1ª fase
Jaciara 0x1 Vila Nova
Vila Nova 2x0 Itumbiara
Esportivo/DF 1x2 Vila Nova
Vila Nova 4x0 Esportivo/DF
Itumbiara 2x1 Vila Nova
Vila Nova 2x2 Jaciara
2ª fase
Guarani 2x1 Vila Nova
Vila Nova 1x3 Crac
Rio Claro 0x2 Vila Nova
Vila Nova 4x3 Rio Claro
Crac 1x0 Vila Nova
Vila Nova 1x0 Guarani
3ª fase
Vila Nova 2x1 Esportivo
Atlético/GO 0x0 Vila Nova
Vila Nova 4x2 Villa Nova/MG
Villa Nova/MG 0x1 Vila Nova
Vila Nova 2x2 Atlético/GO
Esportivo 2x2 Vila Nova


Atlético Goianiense

Fundação: 02 de Abril de 1937
Estádio: Antônio Accioly
Apelido: Dragão
Títulos: Campeão Brasileiro da Terceira Divisão 1990
Campeão Goiano 1944, 1947, 1949, 1955, 1957, 1964, 1970, 1985, 1988 e 2007
Site: www.atleticogoianiense.com.br
Ranking da CBF: 58º
Velhos Conhecidos: Márcio (ex-Bahia), Jair (ex-Bahia), Capixaba (ex-Bahia e Vitória), Rivaldo (ex-Bahia)
Curiosidades: O estádio do clube foi demolido para a construção de um shopping, mas alguns torcedores conseguiram paralisar a obra e reconstruíram o estádio.

Time-base: Márcio; Dida, Jairo, Rafael e Maicon; Pituca, Robston, Claudinho Baiano e Anailson; Rivaldo e Marquinhos.
Técnico: Sérgio Alexandre

CAMPANHA: 33 pontos ( 9 vitórias, 6 empates e 3 derrotas)
1ª fase
Ceilândia/DF 0x1 Atlético/GO
Atlético/GO 2x0 Crac/GO
Cacerense/MT 2x1 Atlético/GO
Atlético/GO 2x1 Cacerense/MT
CRAC/GO 1x0 Atlético/GO
Atlético/GO 2x0 Ceilândia
2ª fase
Volta Redonda 1x1 Atlético/GO
Atlético/GO 2x0 Itumbiara
América/RJ 3x0 Atlético/GO
Atlético/GO 2x0 América/RJ
Itumbiara 0x1 Atlético/GO
Atlético/GO 2x1 Volta Redonda
3ª fase
Villa Nova/MG 0x0 Atlético/GO
Atlético/GO 0x0 Vila Nova/GO
Esportivo/RS 2x2 Atlético/GO
Atlético/GO 5x0 Esportivo/RS
Vila Nova/GO 2x2 Atlético/GO
Atlético/GO 1x1 Villa Nova/MG


Nacional/PB

Fundação: 23 de dezembro de 1961
Estádio: José Cavalcanti, mas deverá mandar os jogos no Ernani Sátiro, em Campina Grande
Apelido: Canarinho do Sertão
Títulos: Campeão paraibano 2007
Site: Não tem
Ranking da CBF: 250º
Origem: Foi fundado por funcionários federais.Principalmente, dos Correios e Telégrafos.
Velhos Conhecidos: Não tem
Curiosidades: As cores do clube eram o verde e amarelo. Hoje, o amarelo já foi substituído pelo branco.

Time Base: Dida; Dinho, Nunes, Wescley e Buik; Rogerinho, Tazinho, Raminho e Marquinhos; Paulinho Guerreiro e Junior Ferrim.
Técnico: Maurício Simões

CAMPANHA: 32 pontos ( 10 vitórias, 2 empates e 6 derrotas)
1ª fase
Potiguar 1x1 Nacional/PB
Nacional/PB 1x0 Porto
Icasa 0x1 Nacional/PB
Nacional/PB 1x2 Icasa
Porto 0x1 Nacional/PB
Nacional/PB 3x3 Potiguar
2ª fase
Linhares 0x2 Nacional/PB
Nacional/PB 2x1 Atlético/PB
Bahia 2x0 Nacional/PB
Nacional/PB 2x1 Bahia
Atlético/PB 3x0 Nacional/PB
Nacional/PB 2x1 Linhares
3ª fase
Nacional/PB 2x3 Barras
Coruripe 1x2 Nacional/PB
Tuna Luso 3x0 Nacional/PB
Nacional/PB 3x1 Tuna Luso
Nacional/PB 2x1 Coruripe
Barras 3x2 Nacional/PB


Barras/PI
Fundação:
13 de setembro de 2004
Estádio: Juca Fortes, mas deverá mandar os jogos no Alberto Silva, em Teresina
Apelido: Leão de Maratoan
Títulos: Campeão da 2ª divisão piauiense em 2005
Site: www.barrasfutebolclube.com.br
Ranking da CBF: Não está presente
Origem: Foi fundado pelos desportistas os desportistas Francisco das Chagas Rêgo Damasceno, Paulo Afonso Silva, Robert Brow Carcará e Luiz Gongaza e Silva.
Velhos Conhecidos: Pantico (ex-Vitória)
Curiosidades: Tem as mesmas cores do Bahia. Elas são as cores da bandeira da cidade de Barras, também conhecida como Terra dos Governadores.

Time Base: Isaías; Niel, Serginho, Laércio e Leandro; Montanha, Luciano, Didi Potiguar e Antônio Carlos; Joniel e Pantico.
Técnico: Flávio Araújo

CAMPANHA: 35 pontos ( 10 vitórias, 5 empates e 3 derrotas)
1ª fase
Barras 2x0 Sampaio Corrêa
Ríver 0x0 Barras
Barras 0x3 Itapipoca
Itapipoca 1x2 Barras
Barras 4x0 Ríver
Sampaio Corrêa 1x1 Barras
2ª fase
Fast Club 1x1 Barras
Barras 3x0 Ananindeua
Barras 2x1 Nacional/AM
Nacional/AM 1x2 Barras
Ananindeua 2x1 Barras
Barras 0x0 Fast Club
3ª fase
Nacional/PB 2x3 Barras
Coruripe 2x0 Barras
Barras 4x0 Tuna Luso
Barras 2x1 Coruripe
Tuna Luso 2x2 Barras
Barras 3x2 Nacional/PB

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Charles, o Anjo 50, e a explosão de felicidade tricolor


Leandro Silva

Depois de uma semana sufocante, o êxtase. Depois da derrota para o ABC, em Natal, na última quarta-feira, muita gente "jogou a toalha" e já não acreditava na classificação do Bahia para o octogonal final da Série C. A revolta da torcida com a desclassificação que batia à porta do Esquadrão de Aço fazia com que a bela campanha do clube na competição, até ali, fosse esquecida.

O público de 8 mil pessoas presentes à Fonte Nova, para ver Bahia e Fast Club, foi pouco para a torcida tricolor, mas parece que houve uma seleção. Só foi ao estádio quem parecia acreditar que a Estrela do Bahia voltaria a brilhar. A torcida deu um show. Apoiou do início ao fim e, inteligentemente, deixaria para protestar depois da partida, caso acontecesse a eliminação.

O nervosismo da situação acabava com as unhas e o ar dos torcedores e parecia pesar 10 quilos nas pernas dos jogadores do Bahia. A primeira explosão dos torcedores aconteceu com a perda de um pênalti do Rio Branco, bem longe, lá no Acre. Quem estava em campo e viu a reação da torcida, com certeza, deve ter imaginado um gol do ABC.

No primeiro tempo, Danilo Gomes era quem conseguia criar algumas situações perigosas. A lentidão de Cléber parecia atrapalhar os planos dos fanáticos tricolores. No segundo tempo, as esperanças se renovaram com a entrada de Inho Baiano em lugar do camisa 10.

Em compensação, Danilo cansou e não conseguiu mais repetir a atuação do primeiro tempo. Deu lugar a Charles. O Bahia tentava de todo jeito furar o bloqueio do Fast e aumentava a tensão. As rádios já anunciavam o final de Rio Branco e ABC em 0 a 0. Bastava um gol ao Bahia.

Foi aí que o destino quis que Charles, que ficou marcado pelas lágrimas flagradas após a derrota para o ABC, fosse o responsável por devolver a alegria aos torcedores do Bahia. E que alegria. Carlos Alberto foi ao fundo e cruzou na medida, sem goleiro, para Charles, aos 50 minutos, empurrar para o fundo das redes. Aí foi só comemorar, e muito, a vaga entre os oito melhores da Série C. Os torcedores abraçavam uns aos outros como se agradecessem a cumplicidade na crença da salvação tricolor.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Melhor nos confrontos diretos pode ser eliminado na Série C

Leandro Silva

Caso o Bahia vença o Fast Club, na Fonte Nova, no próximo domingo, e não consiga a classificação, um fato no mínimo curioso irá acontecer. Melhor no confronto direto contra os três adversários do grupo, o Tricolor dará adeus à Série C.

Se disputasse vaga com seus adversários do grupo no estilo mata-mata seguindo o regulamento da Copa do Brasil, o Bahia eliminaria o Fast, por ter empatado em Itacoatiara e vencido em Salvador. Da mesma forma, eliminaria o ABC, por ter vencido por 2 a 0 na Fonte Nova e ter perdido por 2 a 1 no Frasqueirão.

O confronto mais equilibrado, foi contra o Rio Branco do Acre, o Tricolor garantiria a vaga por ter marcado mais gols fora de casa. Venceu em casa por 2 a 1 e perdeu fora por 3 a 2. Foram dois tentos marcados no Acre.

O chamado "fiel da balança" que desequilibrou o grupo foi o Fast que apenas roubou pontos do Bahia. Vale lembrar que na época do confronto do Fast contra o Bahia, existia um clima de grande jogo da história do clube.

Depois de perder dois preciosos pontos em casa, o clima já não era o mesmo para o duelo contra o ABC, em casa, em que foi derrotado.

Bahia teve cinco expulsões em cinco rodadas da 3ª fase

Leandro Silva

Já virou rotina, ontem foi a vez de Fausto ser expulso contra o ABC, em Natal. Esse foi o quinto cartão vermelho recebido por jogadores do Bahia durante a terceira fase da Série C.

Nessa fase, apenas na vitória por 2 a 1 sobre o Rio Branco na Fonte Nova o Tricolor conseguiu completar os 90 minutos com 11 jogadores em campo, em compensação, para fechar a média da fase em 1 expulso por jogo, na estréia contra o Fast Club, o Bahia terminou com 9 jogadores. Humberto e Eduardo foram expulsos.

Ao todo, na Série C, foram 8 cartões vermelhos. Dois para Fausto, Nonato e Eduardo. Inho Baiano e Humberto completaram a lista dos que foram mais cedo para o chuveiro. É inegável que o aumento no número de expulsões prejudicou o desempenho do time na terceira fase.

sábado, 7 de julho de 2007

Hoje começa a Série C

Leandro Silva

Neste sábado, começa mais um capítulo da tortuosa tentativa do Bahia de retornar à elite nacional. Desde os 7 a 0 contra o Cruzeiro em 2003 que tiraram o Bahia da Série A, já se passaram 3 campeonatos em divisões inferiores. Dois na segunda, e iniciará o segundo campeonato da terceirona.

O Bahia estréia fora de casa contra um adversário de nome sugestivo: Confiança. Uma vitória pode devolver a confiança da torcida no time. A estréia será fora de casa, o que costuma complicar para o Bahia. Mas na atual temporada, o Bahia só perdeu uma partida fora de casa. Foi no primeiro jogo do ano, contra o Vitória da Conquista.

Os outros dois integrantes do Grupo 7 são ASA de Arapiraca, ASA negra do Palmeiras, e o América de Propriá, de Sergipe, atual campeão estadual. Tudo indica que o Tricolor de Aço não deverá ter maiores problemas para ficar com uma das duas vagas do grupo.

Primeiro semestre
Não se pode dizer que o primeiro semestre do Bahia tenha sido de todo ruim. Ao contrário do ano passado, quando ficou de fora das finais de turno do Campeonato Baiano, conquistado pelo Colo Colo. Neste ano, o clube conseguiu terminar a primeira fase empatado em pontos com o Vitória e no quadrangular final acabou ficando para trás, com 5 pontos a menos.

Poucas derrotas
O time perdeu apenas 4 partidas no primeiro semestre. Duas para o rival Vitória, uma contra o Itabaiana, na Fonte Nova, e o primeiro jogo do ano contra o Vitória da Conquista.

Nível
É bem verdade que o nível do Campeonato Baiano não dá uma boa base para analisar a qualidade da equipe, mas o Bahia também não fez feio na Copa do Brasil, ficando entre os 16 melhores. Enfrentou duas equipes da Série A e não perdeu (também não venceu). Eliminou o Goiás por causa do maior número de gols fora e foi eliminado pelo Fluminense pelo mesmo motivo.

Manutenção da base:
Da equipe que jogou o primeiro semestre poucos titulares deixaram o clube. Suas saídas não parecem preocupar. O goleiro Paulo Musse foi para o Gama, sua titularidade já parecia estar com os dias contados por conta de sua irregularidade.

O zagueiro Hebert não conseguiu agradar, mas pela falta de opções foi titular em boa parte do Campeonato Baiano. O lateral-esquerdo Victor Boleta também não caiu nas graças da torcida, apesar do belo gol de falta no primeiro Ba-Vi do ano. Além do artilheiro Fábio Saci que deixou o clube rumo ao Náutico, pelo número, e qualidade, de atacantes no elenco o jogador que chamou a atenção do país por conta da sua comemoração não deve fazer falta. Por último, a saída do meia Rafael Bastos para o Belenenses. Esse sim pode ser um grande desfalque. Mas desde que foi negociado com o Cruzeiro, o jogador alternava grandes partidas, como o jogo no Serra Dourada que marcou dois gols, com outras apagadas.

Reforços:
Depois do Baiano, chegaram: Sérgio (goleiro ex-Palmeiras), Luciano Baiano (lateral-direito, ex-Flamengo e Ponte Preta). Cleber Carioca (zagueiro, ex-Gama), Alisson (zagueiro, ex-Treze-PB), Adilson (lateral-esquerdo, ex-Marília), Cleber (meia, ex-Vitória e Portuguesa), Neto Potiguar (atacante, ex-Gama e São Caetano), Nonato (atacante, ex-Goiás)

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Baianos do interior tentam chegar mais longe na Série C

Leandro Silva

Desde a Série C de 2003, quando o Juazeiro conseguiu chegar à segunda fase, nenhum outro clube do interior baiano conseguiu a classificação na primeira fase da competição nacional. Em 2001, o Juazeiro conseguiu terminar em oitavo.

Este ano, Atlético de Alagoinhas e Poções, que conseguiram a vaga, por méritos, depois da boa campanha no Estadual, se preparam para tentar quebrar esta escrita. As duas equipes fazem parte do Grupo 8, junto com Coruripe e Linhares.

Atlético – Além de manter a base do time que terminou em terceiro no Baiano, o Carcará se reforçou com ex-jogadores de Bahia, Ipitanga e, principalmente, do Vitória, graças à parceria firmada com o rubro-negro.

O atacante Diogo e o lateral-esquerdo Célio iniciaram o ano no Bahia e, agora, se juntaram aos destaques do time: Márcio Carioca e Renna. Do Bahia, também chegou o lateral-direito Henrique. Vieram, do parceiro Vitória, os zagueiros Murilo Tuchê e Vitor Ramos, o lateral-direito Ademir, os volantes Neto e Elton, os meias Narcízio e Carlos Magno e Willians.

A base do Carcará na Série C deve ser formada por: Alan, Ademir, Murilo Tuchê, Ricardo e Célio; Neto, Elton, Narcízio e Márcio Carioca; Renna e Diogo. Célio e Narcízio não foram regularizados e ficam de fora da estréia. Em seus lugares, jogam Gustavo e Ueider.

Poções – A Raposa terminou o Estadual acreditando que contaria com importantes reforços cedidos pelo parceiro Atlético Mineiro para a disputa da Série C. Mas ficou apenas na ilusão. Por isso, o clube teve que garimpar jogadores de outras equipes do Campeonato Baiano, predominantemente do Vitória da Conquista, além de segurar alguns atletas importantes do time no Estadual, como o goleiro Ewerton.

Chegaram, do Colo-Colo, o lateral-esquerdo Wescley e o atacante Kena, revelado pelo Bahia. Artur, Sílvio, Éder, Rafael e Diego são provenientes do Vitória da Conquista. A Raposa perdeu seu principal jogador no Estadual, o meia Inho, que foi para o Bahia. Segundo o técnico Davi Chaves, o time da estréia é Ewerton, Marlon, Silvinho, Marivaldo e Wescley; Eder, Edimar, Rafael e Luizinho; Diogo e Cafu.

Essa matéria foi originalmente publicada no Jornal A Tarde do dia 6/7/2007