sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Bundesliga volta hoje


Leandro Silva

Começa hoje a Bundesliga, ou Campeonato Alemão, da temporada 2007/2008, com um grande jogo entre o atual campeão, Stuttgart, e o Schalke 04, também um dos fortes candidatos ao título.

O Schalke conta com os brasileiros Bordon, Kevin Kuranyii e Rafinha. Mas perdeu um de seus destaques, o meia (também brasileiro) Lincoln, que deixou o clube e foi para o turco Galatasaray.

Já o Stuttgart chega com moral depois do título da temporada passada. Dos titulares, apenas o goleiro Hildebrand foi embora, rumo ao Valencia, da Espanha. Um dos grandes destaques do time na conquista foi o atacante brasileiro Cacau, ao lado do alemão Mario Gomez, considerado por muitos uma das maiores revelações do futebol germânico nos últimos anos.

O atacante Ewerthon, revelado pelo Corinthians, que estava no Zaragoza, chega como uma das principais contratações, junto com o atacante romento Ciprian Marica e o meia turco Basturk.

FAVORITO – Apesar de ter reforçado a equipe campeã, o Stuttgart não pode ser considerado principal favorito ao troféu. Isso porque o Bayern de Munique, depois da péssima temporada passada, na qual não conseguiu nem a vaga para a Liga dos Campeões, resolveu se mexer e reforçou a equipe para valer. A estréia do clube, amanhã, contra o Hansa Rostock, está cercada de muita expectativa.

O meia brasileiro Zé Roberto, depois de uma grande Copa e de uma inesquecível passagem pelo Santos, retorna ao Bayern junto com outras contratações de impacto, como os atacantes Klose, da Alemanha, e Luca Toni, da Itália, e o meia-atacante francês Ribery, uma das sensações da Copa do Mundo de 2006, pretendido por várias outras equipes do mundo.

O brasileiro Lúcio continua comandando a defesa. Outras contratações foram os meias José Ernesto Sosa, do Estudiantes e da seleção argentina, e Hamit Altintop, do Schalke 04, e dois novos jogadores da seleção alemã: o atacante Jan Schlaudraff e o lateral-esquerdo Marcell Jansen.

Além disso, antigos destaques permanecem, como Kahn, Lahm, Schweinsteiger, Van Bommel e Podolski.

Figurantes – O Werder Bremen é outro que pode lutar pelo título. O time perdeu seu artilheiro Klose e contratou o meia Carlos Alberto, ex-Fluminense, para atuar ao lado de Diego, melhor jogador do último campeonato. Carlos Alberto e Diego já jogaram juntos no Porto, onde conquistaram o Mundial Interclubes contra o Once Caldas.

A briga pelo título deve ficar restrita a essas quatro equipes. Os outros clubes devem brigar por vagas nas competições européias.
O Bayer Leverkusen, que perdeu o zagueiro Juan, que foi para a Roma, e se desfez dos brasileiros Roque Júnior e Athirson, perdeu muita qualidade. A principal contratação do clube foi o grego Gekas.

O Borussia Dortmund, que já montou grandes times, parece se enfraquecer a cada temporada. Desta vez, perdeu o zagueiro da seleção alemã Metzelder para o Real Madrid.

O Hamburgo, com as contratações de Castelen e Zidan e a manutenção do holandês Van der Vaart pode fazer boa temporada, mas não deve ter pretensão de chegar ao caneco. Os outros clubes devem ser meros figurantes.


Matéria publicada originalmente na edição do dia 10/08/2007 do jornal A Tarde

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Vai começar o Francês 2007/2008

Leandro Silva

A julgar pela qualidade da seleção francesa, atual vice-campeã mundial, o Campeonato Francês, que começa amanhã, deveria ter um nível muito elevado. Mas assim como o Brasil, a França também se caracteriza como um país exportador de talentos para outros principais centros europeus.

Por exemplo, dos jogadores que entraram em campo na partida em que os Azuis eliminaram o Brasil na última Copa do Mundo, apenas Govou e Wiltord, que entraram somente no segundo tempo, ainda atuam na primeira divisão francesa, conhecida como Ligue 1. Os outros jogam na Espanha, Itália, Inglaterra e Alemanha, além do maestro Zidane que pendurou a batuta, ou melhor, as chuteiras.

Portanto, além do nível não ser dos melhores, a falta de equílibrio na luta pelo título nos últimos anos vem tirando a emoção do campeonato, desde que o Lyon, dos brasileiros Juninho Pernambucano, Fred, Cris e Fábio Santos passou a dominar, e chegar ao hexacampeonato. Por outro lado, o equílibrio da segunda até a última colocação costuma ser marcante.

O Lyon que estréia amanhã contra o Auxerre conta com técnico novo. Gérard Houllier deixou o clube e foi substituído por Alain Perrin. Além disso, perdeu Abidal e Malouda, mas trouxe os meias Bodmer e Kader Keita do Lille e para a lateral-esquerda trouxe Fábio Grosso, destaque da Itália na Copa e Belhadj.

O Olympique de Marselha depois do vice-campeonato da temporada passada, desponta como principal rival do Lyon na briga pelo título. Apesar de perder a sua principal estrela, Frank Ribery que foi para o Bayern, conseguiu manter o atacante Cissé e o meia Nasri, que foi o melhor jogador do time na temporada passada, e trouxe alguns reforços de brilho pouco intenso como Cheyrou, Faty, Givet e Ziani. O mais famoso é o holandês Zenden.

Lille, Toulouse, e os tradicionais Monaco e Paris Saint Germain têm que lutar muito para tentar surpreender.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Brasil agradece classificação à Costa Rica no Mundial sub-20

Leandro Silva

A Seleção Brasileira, considerada favorita ao título do Mundial sub-20, antes do início da competição, teve que contar com a ajuda da Costa Rica para continuar viva no torneio.

Depois de uma péssima primeira fase com duas derrotas, para Polônia e Estados Unidos e uma vitória dramática contra a Coréia do Sul, a seleção foi beneficiada pelo regulamento da competição que previa a classificação das quatro melhores terceiras colocadas.

Após a derrota para os Estados Unidos, o Brasil ainda não tinha vaga garantida. Essa confirmação só veio com a vitóriada Costa Rica por 2 a 1 sobre a Escócia.

Nas oitavas-de-finais, o técnico Nélson Rodrigues continuará sem poder contar com o ex-zagueiro rubro-negro David Luiz, que cumpriu apenas a primeira partida da sua suspensão de quatro jogos contra os Estados Unidos.O zagueiro, atualmente no Benfica, era um dos poucos destaques do time brasileiro até a cotovelada contra um coreano.

Essa matéria foi publicada originalmente no jornal A Tarde do dia 09/07/2007

Transpiração exaltada

Leandro Silva

O técnico Dunga exaltou o futebol coletivo da Seleção. Essa coletividade pode ser representada pelos autores dos gols da partida. Representantes dos três setores: Juan, da defesa, Josué e Julio Baptista do meio e Robinho e Vagner Love, do ataque.

Apesar da inegável superioridade técnica do lateral Daniel Alves, Maicon deve continuar como titular, graças a sua luta para poder substituir o baiano, suspenso.
Aliás, superioridade técnica definitivamente não garante titularidade. O que mais vale é vontade.
O Brasil mais uma vez venceu o Chile com facilidade. Resta saber se a evolução será mantida contra outros adversários mais fortes. Nas semifinais, o Brasil enfrenta o tradicional Uruguai, amanhã.

Vagner Love – Na derrota vergonhosa da estréia da Copa América contra o México, o atacante Vagner Love foi colocado entre aqueles que não teriam condições de vestir a camisa da Seleção Brasileira, do atual grupo convocado pelo técnico Dunga.

Mas o atacante do CSKA, de Moscou, foi crescendo nos dois jogos seguintes, mesmo sem fazer gol e no primeiro jogo do mata-mata, contra o Chile, depois de mais uma grande atuação foi presenteado com o seu primeiro gol na competição, o sexto do Brasil na goleada de 6 a 1.

Vale lembrar que ao contrário do que aconteceu com o meio de campo, desfalcado de Ronaldinho e Kaká, ou a defesa, sem Lúcio, o ataque tinha todos os principais jogadores à disposição de Dunga. E ele preferiu confiar em Love.

Apesar dos bons passes, Vagner deve saber que eles não serão suficientes para agradar aos torcedores brasileiros, acostumados com os gols de seus antecessores Ronaldo e Romário, por exemplo.

Os atacantes da Seleção parecem ter sofrido algum tipo de troca de personalidade futebolística. Vagner Love trocou os gols pelas assistências, na Copa América, enquanto Robinho fez o inverso.

O atacante marcou 6 gols na Copa e tem boas chances de conquistar a primeira artilharia da sua carreira profissional.

Essa matéria foi publicada originalmente no jornal A Tarde do dia 09/07/2007

sábado, 7 de julho de 2007

O time do Bahia para Série C

Leandro Silva

Goleiros:
A irregularidade de Paulo Musse assustava a torcida no primeiro semestre. Ainda no Campeonato Baiano, o goleiro Marcio Angonese chegou, mas teve poucas oportunidades de mostrar que poderia ser O goleiro titular. Para a Série C, chegou o experiente goleiro Sérgio, com muitos anos de Palmeiras. Sérgio pode ser muito importante nessa Série C.

Zagueiros:
O grande problema do Bahia no primeiro semestre foi a sua defesa, ou a falta dela. Apenas um zagueiro se destacou: Rogério, e na verdade ele atuou improvisado durante todo o primeiro semestre, pois a sua posição real é a cabeça da área. O veterano Emerson, com passagens por Vitória e Grêmio, foi bem na Série C do ano passado, mas ainda não conseguiu se destacar neste ano. Mas foi mantido no elenco.

O Bahia contratou dois zagueiros para a disputa da Série C, para tentar resolver esse problema. Alisson e Cleber Carioca. Alisson parece ser o novo dono da posição e vem agradando nos primeiros amistosos. Cleber Carioca chegou cercado de muita expectativa mas já perdeu a posição de titular nos amistosos por não agradar.
Quem pode ser titular, enfim, é o garoto Eduardo, que se destacou na Taça São Paulo deste ano. Na competição, o garoto jogou como volante e foi um dos grandes destaques do time na competição. Esteve envolvido numa possível negociação para a Holanda e talvez por isso não tenha sido aproveitado no time principal.

Lateral-direita:
O lateral Carlos Alberto, ex-Atlético-PR, foi uma das melhores peças do Bahia no primeiro semestre. Mas acabou se envolvendo em casos de indisciplina e foi afastado do grupo principal, duas vezes. O segundo afastamento parecia definitivo, por isso o Bahia trouxe de volta Luciano Baiano que fez uma ótima Série C pelo clube em 2006. Depois, o lateral pediu desculpas e voltou à titularidade

Lateral-esquerda:
O lateral Ávine era tido como uma das principais promessas do clube. Mas o excesso de dribles e uma certa falta de compromisso fizeram com que perdesse a posição de titular e a paciência da torcida na última Série C. No Campeonato Baiano foi reserva de Victor Boleta, mas atuou bem quando teve chances. Nos amistosos de preparação para a Série C jogou na meia esquerda e teve atuações elogiadas.
Para brigar pela posição, chegou Adilson, ex-Marília. Também teve boas atuações nos amistosos

Volantes:
Na maior parte do primeiro semestre dois volantes foram titulares: Humberto e Fausto. O primeiro teve uma queda de nível no final do Campeonato Baiano e pode começar a Série C sem a posição de titular. Fausto chama pouca atenção mas teve grandes atuações no ano. Emerson Cris parece ser o homem de confiança do técnico Arturzinho e deve ser o dono de uma das duas, ou três, posições de volantes.

Marcone está disputando o Mundial sub-20 pela seleção brasileira e é um jogador que Arturzinho parece confiar. É o coringa do elenco. Já jogou de lateral-direito e zagueiro mas a sua praia mesmo é a cabeça de área onde teve a melhor atuação do ano, no Maracanã, contra o Fluminense. Foi um dos principais destaques do Bahia no Brasileiro sub-20 do ano passado, em que o Bahia foi eliminado nas semifinais pelo Grêmio.

Dudu, também, sempre é utilizado durante as partidas, também já atuou como lateral-direito. Se a zaga conseguir se acertar sem Rogério, um dos melhores jogadores do elenco tricolor, ele pode ganhar a titularidade na sua posição de origem.

Meias:
Alguns destaques do time jogam nessa posição. Principalmente os dois Danilos. Danilo Rios, de 19 anos, é o xodó da torcida tricolor. Sua habilidade com a perna esquerda chama atenção e ele deve, enfim, se firmar com a camisa 10. Na direita, Danilo Gomes deve ser o dono da posição.

Quando subiu para o time profissional, em 2003, tudo indicava que Danilo seria um dos grandes nomes do futebol brasileiro. Por causa de excesso de individualismo, e alguns casos de indisciplina, se queimou no clube, mas acabou se transferindo para o Internacional. Foi bem, no início por lá e acabou indo para o Japão, logo depois foi para o México, onde se tornou ídolo do Atlas. Depois foi para o Cruz Azul e neste ano retornou ao Bahia. Desde que voltou, não repetiu os casos de disciplina. A torcida espera que tenha colocado a cabeça no lugar. Deve ter uma seqüência maior como titular depois da saída de Rafael Bastos.

O meia canhoto Cléber chegou com moral ao Vitória, mas não conseguiu repetir as boas atuações dos tempos de Portuguesa. Confiando no seu passado, o Bahia resolveu contratá-lo. Terá que lutar pela posição com o xodó da torcida, Danilo Rios.

Para completar, ainda tem pela direita, Inho Baiano, revelação do Campeonato Baiano deste ano pelo Poções, e Ananias, que teve destaque na Copa São Paulo deste ano. Pela esquerda, ainda tem Tiago Neiva, de 19 anos, com passagem pelo Benfica, que teve boas atuações no Campeonato Baiano de profissionais e de juniores, além de Elias, que não renovou o empréstimo ao Vasco.

Atacantes:
O paraense Nonato é o maior artilheiro do século XXI pelo Bahia, com mais de 100 gols. Depois do Bahia teve destaque na Coréia do Sul, uma passagem um pouco apagada pelo Goiás e uma conturbada e rápida passagem pelo Fortaleza. Ele é o típico jogador que divide a torcida. Boa parte o adorava pelos seus gols. Outra parte reclamava dos seus gols perdidos ou da sua indisciplina. Nessa sua volta, uma nova preocupação: o seu peso. Mas seu faro de gol permaneceu afiado nos amistosos e na final da Taça Estado da Bahia.

Neto Potiguar é outro revelado pelo Bahia que correu o mundo e volta para tentar subir o Bahia. Jogou no Japão, São Caetano, Marília e Gama. Teve destaque no Gama e muito se espera dele nessa volta. Se repetir as suas grandes atuações da primeira fase da Série B de 2004, o Bahia terá feito um grande negócio em apostar na sua volta.

Moré foi o principal jogador do Bahia em boa parte do primeiro semestre. Depois de um suposto interesse de Goiás e Santos no seu futebol, não conseguiu repetir mais as grandes atuações. Está machucado. Se voltar à boa fase dará dor de cabeça para Arturzinho escalar o time titular.

Ednei virou ídolo do Bahia pelo que fez com outra camisa: do Colo Colo, de Ilhéus, no Campeonato Baiano do ano passado, em que virou carrasco do Vitória. No Bahia, sofre com seguidas lesões desde a primeira fase da Série C do ano passado. Mas a torcida demonstra continuar torcendo e confiando no seu futebol.

Harley foi contratado pelo Bahia depois de duas grandes atuações pelo Itabaiana contra o clube na Copa do Brasil. Já teve boas atuações com a camisa tricolor no Campeonato Baiano e é uma importante peça no elenco.

Amauri é o velocista do time. Arma importante para os segundos tempos, Amauri já conseguiu mudar algumas partidas com seu futebol voluntarioso. Técnica não é o seu forte. Tenta compensar com entrega total. Deve ser presença constante no banco. Charles não deve ter tantas chances por conta da forte concorrência.

Hoje começa a Série C

Leandro Silva

Neste sábado, começa mais um capítulo da tortuosa tentativa do Bahia de retornar à elite nacional. Desde os 7 a 0 contra o Cruzeiro em 2003 que tiraram o Bahia da Série A, já se passaram 3 campeonatos em divisões inferiores. Dois na segunda, e iniciará o segundo campeonato da terceirona.

O Bahia estréia fora de casa contra um adversário de nome sugestivo: Confiança. Uma vitória pode devolver a confiança da torcida no time. A estréia será fora de casa, o que costuma complicar para o Bahia. Mas na atual temporada, o Bahia só perdeu uma partida fora de casa. Foi no primeiro jogo do ano, contra o Vitória da Conquista.

Os outros dois integrantes do Grupo 7 são ASA de Arapiraca, ASA negra do Palmeiras, e o América de Propriá, de Sergipe, atual campeão estadual. Tudo indica que o Tricolor de Aço não deverá ter maiores problemas para ficar com uma das duas vagas do grupo.

Primeiro semestre
Não se pode dizer que o primeiro semestre do Bahia tenha sido de todo ruim. Ao contrário do ano passado, quando ficou de fora das finais de turno do Campeonato Baiano, conquistado pelo Colo Colo. Neste ano, o clube conseguiu terminar a primeira fase empatado em pontos com o Vitória e no quadrangular final acabou ficando para trás, com 5 pontos a menos.

Poucas derrotas
O time perdeu apenas 4 partidas no primeiro semestre. Duas para o rival Vitória, uma contra o Itabaiana, na Fonte Nova, e o primeiro jogo do ano contra o Vitória da Conquista.

Nível
É bem verdade que o nível do Campeonato Baiano não dá uma boa base para analisar a qualidade da equipe, mas o Bahia também não fez feio na Copa do Brasil, ficando entre os 16 melhores. Enfrentou duas equipes da Série A e não perdeu (também não venceu). Eliminou o Goiás por causa do maior número de gols fora e foi eliminado pelo Fluminense pelo mesmo motivo.

Manutenção da base:
Da equipe que jogou o primeiro semestre poucos titulares deixaram o clube. Suas saídas não parecem preocupar. O goleiro Paulo Musse foi para o Gama, sua titularidade já parecia estar com os dias contados por conta de sua irregularidade.

O zagueiro Hebert não conseguiu agradar, mas pela falta de opções foi titular em boa parte do Campeonato Baiano. O lateral-esquerdo Victor Boleta também não caiu nas graças da torcida, apesar do belo gol de falta no primeiro Ba-Vi do ano. Além do artilheiro Fábio Saci que deixou o clube rumo ao Náutico, pelo número, e qualidade, de atacantes no elenco o jogador que chamou a atenção do país por conta da sua comemoração não deve fazer falta. Por último, a saída do meia Rafael Bastos para o Belenenses. Esse sim pode ser um grande desfalque. Mas desde que foi negociado com o Cruzeiro, o jogador alternava grandes partidas, como o jogo no Serra Dourada que marcou dois gols, com outras apagadas.

Reforços:
Depois do Baiano, chegaram: Sérgio (goleiro ex-Palmeiras), Luciano Baiano (lateral-direito, ex-Flamengo e Ponte Preta). Cleber Carioca (zagueiro, ex-Gama), Alisson (zagueiro, ex-Treze-PB), Adilson (lateral-esquerdo, ex-Marília), Cleber (meia, ex-Vitória e Portuguesa), Neto Potiguar (atacante, ex-Gama e São Caetano), Nonato (atacante, ex-Goiás)

A Invencível Armada

Leandro Silva

A imensa frota de 130 navios que os espanhóis formaram para tentar invadir a Inglaterra em 1588 ficou conhecida como Invencível Armada. A Espanha se julgava imbatível mas as tempestades e os ingleses derrotaram os espanhóis e contribuíram para decadência do império marítimo ibérico.

No Campeonato Brasileiro, o Botafogo segue invencível. Lidera a competição sob as ordens do comandante Cuca, mas tem pela frente, hoje, às 18h10, o Atlético Paranaense, um adversário com apelido de um temido fenômeno da natureza, Furacão.

O Botafogo é o último invicto do Brasileirão e esteve próximo de perder essa condição na última rodada, quando foi buscar o empate contra o Goiás, graças a uma de suas maiores armas na atual temporada, o canhão das cobranças de falta do zagueiro Juninho. Jorge Henrique é dúvida. Asprilla entra na zaga no lugar de Alex.

O jogo acontece em Brasília no estádio que tem o nome do maior ídolo da história do clube da Estrela Solitária: Mané Garrincha.

Para complicar a missão de tentar acabar com a invencibilidade do clube alvinegro, o Furacão tem os desfalques do artilheiro Alex Mineiro, expulso contra o Náutico, do lateral-direito Jancarlos e do volante colombiano Valencia, contundidos. Além disso, o atacante Dênis Marques deixou o clube durante essa semana.

Outros jogos- No mesmo horário, o São Paulo, 4 pontos atrás do líder, recebe o Flamengo, na busca por diminuir a vantagem carioca ou pelo menos mantê-la. Nas últimas quatro partidas, o tricolor paulista venceu três e empatou a outra. Além dos desfalques de jogadores que estão em suas seleções, o volante Hernanes está suspenso e Fernando Gomes, irmão de Carlos Alberto, pode estrear. No Flamengo, Egídio deve entrar no lugar de Juan, suspenso e Souza deve voltar ao ataque.

Outro jogo entre cariocas e paulistas, acontece mais cedo, às 16h. O Corinthians, vindo de duas derrotas, recebe o Fluminense. O atacante Finazzi retorna ao time. Carlos Alberto e Bruno Octávio disputam a vaga de Marcelo Mattos, que está indo para o Panathinaikos.

Enquanto o irmão pode estrear pelo São Paulo, o meia Carlos Alberto se despediu do Fluminense na última quinta-feira.

O Palmeiras visita o Náutico, às 18h10, tentando a terceira vitória consecutiva. O volante Pierre está suspenso e desfalca o Verdão.

Essa matéria foi originalmente publicada no jornal A Tarde de 7/7/2007

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Baianos do interior tentam chegar mais longe na Série C

Leandro Silva

Desde a Série C de 2003, quando o Juazeiro conseguiu chegar à segunda fase, nenhum outro clube do interior baiano conseguiu a classificação na primeira fase da competição nacional. Em 2001, o Juazeiro conseguiu terminar em oitavo.

Este ano, Atlético de Alagoinhas e Poções, que conseguiram a vaga, por méritos, depois da boa campanha no Estadual, se preparam para tentar quebrar esta escrita. As duas equipes fazem parte do Grupo 8, junto com Coruripe e Linhares.

Atlético – Além de manter a base do time que terminou em terceiro no Baiano, o Carcará se reforçou com ex-jogadores de Bahia, Ipitanga e, principalmente, do Vitória, graças à parceria firmada com o rubro-negro.

O atacante Diogo e o lateral-esquerdo Célio iniciaram o ano no Bahia e, agora, se juntaram aos destaques do time: Márcio Carioca e Renna. Do Bahia, também chegou o lateral-direito Henrique. Vieram, do parceiro Vitória, os zagueiros Murilo Tuchê e Vitor Ramos, o lateral-direito Ademir, os volantes Neto e Elton, os meias Narcízio e Carlos Magno e Willians.

A base do Carcará na Série C deve ser formada por: Alan, Ademir, Murilo Tuchê, Ricardo e Célio; Neto, Elton, Narcízio e Márcio Carioca; Renna e Diogo. Célio e Narcízio não foram regularizados e ficam de fora da estréia. Em seus lugares, jogam Gustavo e Ueider.

Poções – A Raposa terminou o Estadual acreditando que contaria com importantes reforços cedidos pelo parceiro Atlético Mineiro para a disputa da Série C. Mas ficou apenas na ilusão. Por isso, o clube teve que garimpar jogadores de outras equipes do Campeonato Baiano, predominantemente do Vitória da Conquista, além de segurar alguns atletas importantes do time no Estadual, como o goleiro Ewerton.

Chegaram, do Colo-Colo, o lateral-esquerdo Wescley e o atacante Kena, revelado pelo Bahia. Artur, Sílvio, Éder, Rafael e Diego são provenientes do Vitória da Conquista. A Raposa perdeu seu principal jogador no Estadual, o meia Inho, que foi para o Bahia. Segundo o técnico Davi Chaves, o time da estréia é Ewerton, Marlon, Silvinho, Marivaldo e Wescley; Eder, Edimar, Rafael e Luizinho; Diogo e Cafu.

Essa matéria foi originalmente publicada no Jornal A Tarde do dia 6/7/2007

sábado, 30 de junho de 2007

Pela segunda vitória

Leandro Silva

No principal jogo de hoje, Peru e Venezuela se enfrentam, às 19h20, em San Cristóbal, com um objetivo parecido: a segunda vitória. Mas, enquanto a seleção peruana busca o segundo resultado positivo na atual edição da Copa América, a Venezuela tenta conseguir vencer o segundo adversário em toda a história do torneio.

A seleção peruana joga para evitar fortes emoções na rodada final em que enfrentará a Bolívia. Os três pontos classificam matematicamente o Peru para as quartas-de-finais.

A equipe chegou sem muita badalação e surpreendeu na estréia impondo uma goleada de 3 a 0 sobre os uruguaios.

Para tentar a classificação antecipada, a seleção conta com atacantes de clubes europeus como José Paolo Guerrero, do Bayern de Munique, seu ex-companheiro Pizarro, agora no Chelsea e Farfán do PSV Eindhoven. Na primeira rodada, apenas Guerrero deixou a sua marca com o segundo gol. O meia Mariño, que marcou um golaço, pode substituir Pedro Díaz.

Momento histórico- Por outro lado, a Venezuela pode alcançar sua segunda vitória na história da competição, 40 anos depois da primeira. Se conseguir o resultado positivo, a equipe alcançará os 4 pontos e ficará muito próxima de passar, pela primeira vez, de fase.

A Copa América começou a ser disputada no formato atual, em 1995, com 12 equipes divididas em três grupos, a vitória valendo três pontos, e a classificação dos dois melhores de cada grupo e os dois melhores terceiros colocados.

Nas cinco edições que tiveram essa fórmula de disputa, as seleções que chegaram aos 4 pontos conseguiram a classificação para as quartas-de-finais.

O lateral-esquerdo Jorge Rojas está fora da partida de hoje por causa de uma contratura muscular na perna direita. Em seu lugar, deve entrar Andrés Rouga. Essa é a única modificação confirmada na seleção venezuelana.

Pela reabilitação- Na preliminar da rodada dupla, no mesmo estádio Pueblo Nuevo, às 17h05, o Uruguai enfrenta a Bolívia. Os uruguaios ainda devem estar atônitos com a goleada sofrida na estréia para os peruanos por 3 a 0.

O meia-atacante Recoba, da Internazionale de Milão, ficou de fora do vexame da estréia, por causa de uma lesão na coxa esquerda. Ele é uma das esperanças do técnico Oscar Tabárez e da torcida uruguaia para uma recuperação na competição.
Sua volta ao time ainda é incerta e depende de novos exames médicos. Se continuar sem condições de jogo, Vicente Sanchez deve ficar novamente com a vaga. Apesar da vergonhosa derrota, o técnico não promete mudanças na equipe que estreou terça-feira.

Pé-de-coelho- A Bolívia conseguiu buscar o placar duas vezes e evitar a derrota para Venezuela, na estréia. A dupla de ataque escalada pelo técnico Erwin Sanchez funcionou bem e os atacantes Juan Carlos Arce e Jaime Moreno não passaram em branco.

Coelho é o apelido do atacante Arce do Corinthians, e ele deu sorte aos bolivianos. Foi do seu pé que saiu o segundo gol da Bolívia.

Apesar das pancadas que levou na estréia, Arce joga hoje. O atacante declarou, antes do início da Copa América, que esperava que uma boa participação na Copa América pudesse aumentar o seu espaço no clube brasileiro. Uma vitória hoje aproxima a Bolívia da classificação.

Essa matéria foi originalmente publicada no jornal A Tarde do dia 30/6/2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Aflitos na Ilha do Retiro

Leandro Silva

O mandante do clássico nordestino de hoje à noite é o Sport. Por isso, a partida será realizada na Ilha do Retiro. Mas devido à situação que os dois clubes estão passando na Série A do Campeonato Brasileiro, o melhor palco para o jogo de hoje seria mesmo o estádio do visitante Náutico, os Aflitos.

Os rivais Sport e Náutico subiram juntos para a primeira divisão, como segundo e terceiro, respectivamente, da última Segundona. O primeiro clássico pernambucano na volta à Série A tinha tudo para ser uma grande festa. Mas os rivais estão na zona de rebaixamento. Atrás deles, apenas outro nordestino, o América de Natal. Os clubes pernambucanos não estão bem. Têm apenas 5 pontos. Estão empatados em quase tudo. A única diferença é que o Sport levou 13 gols, enquanto o Náutico sofreu 15.

Problemas – Para piorar a situação do Leão, Geninho não deverá contar com o meia Rosembrik e o atacante Weldon, contundidos. A dupla de ataque deverá ser formada por Carlinhos Bala e Washington. Evanilson deve ganhar vaga na lateral-direita, pois o volante Diogo não agradou como improvisado na posição.
Para tentar acalmar a torcida, o Sport acenou, esta semana, com a possibilidade de contratar o pentacampeão mundial Juninho Paulista, e mais quatro jogadores. Até agora, o único que chegou foi Bilica. Não é o zagueiro revelado pelo Vitória, e sim o volante do catarinense Chapecoense.

Apesar da má campanha do Náutico, o técnico Paulo César Gusmão permanece no cargo. O atacante Kuki ainda não deixou a sua marca na Série A. O meia Marcel e o zagueiro Cris estão à disposição para voltar ao time.

1992 foi o ano do último clássico entre Sport e Náutico válido pela Série A do Campeonato Brasileiro. O jogo aconteceu no dia 26 de janeiro e terminou em 0 a 0 .

Matéria originalmente publicada no Jornal A Tarde de 28/6/2007

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Ídolo rubro-negro já chegou perto

Leandro Silva

O atacante nigeriano Ricky, ídolo do Vitória na década de 80 chegou muito perto de conquistar a Chuteira de Ouro da Europa, na temporada 1991/92. Ricky ficou com a Chuteira de Prata, com seus 30 gols marcados. Naquele ano, ainda não existiam pesos diferentes para os gols, e apenas o escocês Ally McCoist, do Glasgow Rangers, marcou mais gols do que Ricky no continente. “Ele marcou quatro gols a mais, só que jogou 8 partidas a mais também”, justifica o atacante.


A Chuteira de Prata também foi motivo de orgulho para o nigeriano. “Aquilo representou muita coisa. Lá, onde estão os melhores, ser vice-artilheiro não acontece toda hora”,diz. Ele foi artilheiro do Campeonato Português desta mesma temporada com a camisa do Boavista, da cidade do Porto. Foi a única vez que um jogador do clube conseguiu ser artilheiro do Nacional, o que aumenta a importância da sua façanha. Ele conta ainda que foi artilheiro também no Oriente Médio.


Seleção- Na Copa de 94, a Nigéria encantou o mundo com um futebol alegre e perigoso. Ricky foi um dos responsáveis pela classificação do país para aquela Copa, sendo fundamental nas eliminatórias, mas não foi convocado para o Mundial.“O técnico alemão estava cobrando, queria que nós jogadores pagássemos para sermos convocados, eu não aceitei e fiquei de fora.

Matéria originalmente publicada no Jornal A Tarde de 20/6/2007

Totti e a Chuteira de Ouro

Leandro Silva

A sua posição originalmente não teria como função primordial balançar as redes, e sim proporcionar passes para que os seus companheiros marcarem. Mas na atual temporada, o meia italiano, da Roma, Totti inverteu os papéis e balançou as redes 26 vezes. Conquistou a Chuteira de Ouro da Europa, superando os especialistas da função de matador. Nas duas últimas rodadas, precisava marcar 4 gols contra Cagliari e Messina para passar Afonso, e conseguiu. Foram dois gols em cada um dos jogos.

O capitano é um verdadeiro símbolo do clube da capital, único que já defendeu na carreira, desde a sua primeira chance na equipe principal com apenas 16 anos. Virou capitão em 99, quando Aldair lhe passou a braçadeira.

O Prêmio- Desde a temporada 1968/1969, a Chuteira é dada ao maior goleador da temporada no continente europeu. Mas a partir de 1996/1997, a ESM (European Sports Magazines) passou a organizar a premiação e mudou o regulamento. Passou a atribuir valores diferentes para os gols marcados em cada uma das ligas nacionais.

A diferença de peso dos gols varia de acordo com o ranking da Uefa. O mesmo utilizado para definir quantas vagas cada liga terá nas competições européias.
Valem dois pontos, apenas os gols marcados na Espanha, Itália, Alemanha, França e Inglaterra, os cinco primeiros do Ranking.

Mais gols- Na temporada 1999/2000, o atacante Jardel, com a camisa do Porto, marcou 8 gols a mais que Kevin Phillips do Sunderland. Porém, em decorrência do maior peso para os gols marcados na Liga Inglesa, o brasileiro ficou descalço da Chuteira.

Dois brasileiros passaram pela mesma situação na atual temporada. Afonso Alves, do Heerenveen da Holanda, chegou à seleção brasileira graças ao fato de estar liderando a Chuteira de Ouro, mas acabou sendo ultrapassado por Totti, na última rodada do Italiano, e acabou ficando com a Chuteira de Prata, mesmo tendo marcado, assim como Jardel, 8 gols a mais. Os gols na Liga Holandesa valem 1,5 pontos. Pior ainda, para o atacante Eduardo da Silva, brasileiro do Dínamo Zagreb que defende a seleção da Croácia. Ele marcou o mesmo número de gols de Afonso, mas os gols na Liga Croata valem ainda menos, apenas 1 ponto. Com isso, ele figura apenas na 16ª colocação do prêmio.

Quase– O holandês Nistelrooy era tido como acabado para o futebol após perder a posição de titular no Manchester United e na seleção holandesa. Mas o atacante se encaixou bem no Real Madrid e esteve muito próximo de superar Totti na liderança da Chuteira.

Chegou à ultima partida precisando de um gol para empatar com o italiano, ou dois para superá-lo, mas aos 30 minutos do jogo contra o Mallorca teve que deixar o campo, e o sonho, por causa de uma contusão. Por causa disso, terminou com a Chuteira de Bronze. O site da Liga Espanhola, dá 26 gols para o holandês, mas a Uefa reconheceu apenas 25.

Outros brasileiros- Ronaldinho Gaúcho surpreendeu na atual temporada, apesar das críticas ao seu futebol, jamais o craque fez tantos gols em uma temporada. Foram 21, que valeram a quinta colocação da Chuteira de Ouro. Kaká foi artilheiro da Liga dos Campeões, mas no Campeonato Italiano conseguiu marcar apenas 8 gols, e não aparece nem entre os 45 primeiros.

Matéria originalmente publicada no Jornal A Tarde de 20/6/2007

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Los Reyes de España

Leandro Silva

Os torcedores do Real Madrid são os Reis da Espanha, já que o seu clube tem o maior número de títulos no país. Mas desde a última conquista, na temporada 2002/2003, os merengues viram o Valencia campeão e seu maior rival, Barcelona, conquistar o bi.

A reconquista do trono aconteceu ontem. O time terminou com os mesmos 76 pontos do Barça, mas levou vantagem no confronto direto. Se o primeiro critério de desempate fosse o maior número de vitórias, os merengues também levariam vantagem, por uma vitória a mais. Caso fosse o saldo de gols, os torcedores do Barcelona estariam comemorando, pois tiveram 19 gols a mais de saldo. Fruto do melhor ataque e melhor defesa da Liga Espanhola.

Emoção – A rodada foi eletrizante. No início da partida, Varela, do Mallorca, abriu o marcador contra o Real, e logo em seguida, o capitão do Barça, Puyol, fez o gol contra o Gimnàstic.
As coisas complicaram demais para os galácticos aos 30 minutos, quando perderam o seu artilheiro Nistelrooy por contusão. Para piorar, o argentino Messi ampliou para o Barcelona, e Ronaldinho, de falta, marcou seu 21° gol na Liga. O Barcelona continuou esbanjando bom futebol e Messi fez o quarto. No Bernabéu, sobrava drama.

Herói – Aos 20 minutos, o inglês David Beckham se despediu do Real, ao ser substituído por Reyes, e o jogador mostrou ter estrela. Em sua primeira participação, empatou a partida.
A partir daí, o Real sobrou no jogo. Robinho disparou um chute perigoso que parou na linda defesa de Moyá, o goleiro com nome de tenista, que teve atuação destacada. Mas no escanteio, não houve jeito. O malinês Diarra, que assim como Robinho, não se apresentou à sua seleção, marcou de cabeça, aos 34 minutos. E aos 38, foi a vez de Reyes marcar um golaço.

Rebaixamento – O Athletic Bilbao manteve a escrita de ser o único clube, além de Real Madrid e Barcelona, que jamais amargou uma queda para a segundona.
A disputa para não fazer companhia ao Gimnàstic na próxima temporada foi acirrada.
A Real Sociedad empatou com o Valencia e caiu. O Celta venceu o Getafe por 2 a 1 e estava escapando. Mas o brasileiro Edu, ex-jogador do clube, marcou os dois gols do Betis, contra o Racing, que livraram o clube do rebaixamento.
Matéria originalmente publicada no jornal A Tarde de 18/06/2007

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Duelo de líderes esquenta Brasileirão

Leandro Silva

Não adianta. O gol mil já passou, mas Romário continua sendo o centro das atenções no clássico de hoje entre Vasco e Botafogo, que reúne as duas equipes cariocas que lideram o Brasileiro.

Na rodada passada, ele deixou a sua marca duas vezes na vitória do Vasco sobre o Grêmio, por 4 a 0, e chegou ao 15º gol no ano, em igual número de partidas. E todo mundo sabe que o baixinho sempre teve um gosto especial por marcar contra o Fogão, foram 31 dos 1.002 gols da sua carreira.

Mas neste ano, em sua incansável busca pelo milésimo gol, Romário passou em branco duas vezes contra o goleiro Júlio César. Mas o time da Estrela Solitária não confia apenas em seu goleiro, irmão do ex-tricolor Darci, para tentar superar o Vasco.
O principal destaque da equipe é o veterano atacante Dodô. Ele foi considerado por Romário, novamente, nesta semana, o melhor atacante em atividade no futebol brasileiro.

Ele conta com Lúcio Flávio, Zé Roberto e Jorge Henrique para servi-lo. Enquanto isso, Romário não deve contar com os passes de Morais e Leandro Amaral, que são dúvidas e não devem começar a partida. Além da liderança, o confronto pode derrubar mais um invicto no campeonato. Além dos dois, só resta o Corinthians.

Matéria originalmente publicada no jornal A Tarde de 14/06/2007

Cabo de Guerra

Leandro Silva

Ontem pela manhã, enquanto os jogadores da Seleção Brasileira realizavam exames médicos na Granja Comary, o atacante Robinho treinava pelo seu clube, o Real Madrid. Pode até parecer notícia velha, mas a verdade é que o assunto do dia de ontem na Seleção continuou o mesmo do dia anterior: o cabo-de-guerra entre CBF e Real.

Algum tempo atrás, ninguém imaginaria que o Real fosse comprar uma briga com a CBF por um jogador que freqüentava mais o banco de reservas do que os gramados espanhóis.

Mas o atacante cresceu de produção na segunda metade da temporada, junto com o time, e tornou-se peça fundamental na equipe de Capello, que antes não confiava no seu futebol.

Por isso mesmo, o Real Madrid não pretende abrir mão de seu destaque justamente na partida mais importante da temporada para o clube. Vencendo, o Real garante o título. O clube garante que terá o aval da Fifa e poderá utilizar o atacante domingo.

A CBF se sustenta na norma da Fifa que obriga os clubes a liberarem seus jogadores para competições oficiais de seleções com pelo menos 14 dias de antecedência e ameaça denunciar o clube à Fifa. Mas se esquece que o jogo é importante não só para o clube, mas também para o atacante.

Primeira vez – O baiano Daniel Alves já se apresentou à Seleção e não poderá ajudar seu Sevilla a tentar tirar o título do Real. A Copa América será a primeira competição oficial disputada pelo lateral-direito com a camisa da seleção principal.

Em 2003, quando ainda defendia o Bahia, Daniel foi campeão mundial sub-20 com a seleção brasileira da categoria.

Enquanto seu ex-parceiro de Santos não sabe quando chega, o meia Diego já está treinando em Teresópolis e pode aproveitar as ausências de Kaká e Ronaldinho para tentar se firmar na Seleção.

O atacante Vagner Love também busca aafirmação. Na última Copa América, o atacante chegou cheio de moral, mas acabou sendo ofuscado por Adriano e Luís Fabiano e não conseguiu uma vaga como titular.

Matéria publicada originalmente no jornal A Tarde de 14/06/2007

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Os craques da dupla Ba-vi no controle

Leandro Silva

O Winning Eleven faz sucesso também entre os jogadores de futebol profissional. No Bahia, as concentrações são animadas pelo jogo eletrônico. Os craques do joystick no clube são Rafael Bastos e Danilo Rios. Rafael não gosta de outros games. Começou a jogar com 12 anos, ainda no antigo Super Star Soccer, o embrião do Winning Eleven. “É bom para passar o tempo e é muito bem feito”, elogia.

Rafael luta para jogar com o Manchester United. “Por causa do Cristiano Ronaldo”, explica. O atacante português faz sucesso no Fazendão. Danilo e Ávine também têm preferência pelo Manchester. “Cristiano Ronaldo é o cara”, conta, em tietagem explícita, o lateral.

Coincidência ou não, essa foi a mesma frase utilizada pelo rubro-negro Apodi, para justificar a sua preferência pelo Manchester, quando enfrenta seus companheiros. Mas na verdade, o lateral-direito conta que joga mais sozinho porque o joguinho não faz tanto sucesso, na Toca. O lateral Alysson, por exemplo, não se interessa. “Não sei nem pra onde vai o vídeogame”.

Master Liga – O jeito, para Apodi, é jogar a Master Liga. Nesse campeonato, ele joga com a Juventus, da Itália. “Eu sou um bom negociador. Só tem fera no meu clube”, gaba-se Apodi. No seu time, que conta com Henry, Adriano, Nedved, Vieira, Roberto Carlos e Ferdinand, ele fica no banco de reservas. O titular da lateral é o, hoje, meia-atacante da Roma, Mancine. “Quando eu entro em campo, é lá na ponta direita, pra não marcar ninguém”, conta.

Márcio, campeão goiano deste ano pelo Atlético Goianiense, é outro fã da Master Liga. A sua Internazionale é escalada com Toldo, Zanetti, Thuram, Puyol, Serginho, Makelele, Vieira, Totti, Ronaldinho, Ibrahimovic e Adriano. Nos seus tempos de Bahia, o goleiro conta que Cícero era o seu maior rival. “Ele dava testa mesmo. O cara é bom”.

Representação – Apodi reclama que suas qualidades vieram muito fracas no jogo. Mas fisicamente estava bem parecido. “Eu só dei uma subida no meião para cima do joelho e coloquei uma chuteira vermelha, ficou igualzinho”.

No Fazendão, os jogadores também já se viram dentro do jogo, na equipe do Bahia. “É uma sensação muito legal poder jogar comigo mesmo”, diz Danilo. “Rola muita gozação com os colegas por causa de algumas características que vêm no jogo”, conta Rafael, que diz também que, assim como Apodi, os jogadores ficaram na bronca com as suas qualidades representadas. “Fizeram a gente muito fraquinho. Mas as características físicas ficaram legais”. Danilo Rios também encontrou defeitos em sua cópia. “O problema foi que me colocaram destro”.

A disputa é forte no Fazendão. “A rivalidade é grande porque o nível é muito bom”, afirma Rafael. Danilo faz uma ressalva. “Ávine é o mais fraquinho”. Mas o lateral se defende. “O mais fraco não sou eu, não. Pra ganhar de mim, dá trabalho”.

Brincadeira de gente grande


Leandro Silva

Em seus sonhos, você já deve ter imaginado comandar um timaço com Buffon no gol, Cristiano Ronaldo, Ronaldinho, Robinho e Drogba no ataque. Poderia até colocar Henry e Ronaldo no banco que eles não fariam cara feia.

Pois é, esse é um privilégio que nem mesmo Mourinho, técnico do milionário Chelsea, e muito menos Dunga, da Seleção Brasileira, têm. Mas se você costuma se divertir com algum dos jogos de futebol digital, já deve ter montado um time com algumas dessas feras.

Para os torcedores tricolores é possível formar um time com Daniel Alves, Fabão, Jorge Wagner e Uéslei, por exemplo. Já os rubro-negros podem recrutar antigos destaques que hoje brilham em outros clubes pelo mundo, como Dida, Adailton, David Luiz, Dudu Cearense e Obina para jogar ao lado de Índio e Apodi.

Prática antiga – As pessoas que jogam futebol de mesa já formavam seus times com os jogadores preferidos há muitas décadas. Mas o exercício era totalmente de imaginação, já que quase todos os botões são iguais, sem recursos para diferenciar um Pelé de algum jogador sem qualidade. A saída, para muitos, era colar a foto dos seus ídolos nos botões.

No futebol digital, essas alternativas não são necessárias, os jogadores possuem características físicas e, até mesmo, o estilo de jogo semelhantes ao jogador representado. Inclusive, as comemorações de gol são simuladas.

No Winning Eleven, jogo de futebol digital mais popular no Brasil, existe a Master Liga, uma opção que permite que você faça a função de presidente do clube, contratando e dispensando jogadores, e, até mesmo, negociando salários.

Mesmo que a fabricante Konami não tivesse disponibilizado essa opção, os amantes do jogo dariam um jeito. Como Lucas Sampaio, 26 anos, e seus sete amigos, que criaram a Liga Lomanto para praticar Winning Eleven todas as segundas-feiras à noite. “Teve uma época em que o vício estava tão grande que a gente marcava outro dia da semana também”, diz.

Na Liga, cada um é dono de um clube e a troca de jogadores entre os times é freqüente, o que anima, ainda mais, o campeonato que é fechado. “Só entra se tiver intimidade com todos”, explica Lucas.

Campeonatos – Existem também campeonatos oficiais e abertos ao público. O goleiro Márcio, revelado pelo Bahia, é sergipano, mas representou a Bahia no Nacional do ano passado, em Brasília. “Eu tinha acabado de sair do Bahia, aí fui convidado pra participar e fui com muito orgulho”, conta Márcio, que ficou em 20º de um total de 160 competidores de todo o país.

A CBFDV foi registrada oficialmente em janeiro de 2006 pelo atual presidente, Edivaldo dos Santos Júnior, para poder organizar o primeiro Nacional. Abrange os jogos de Winning Eleven e Fifa Soccer. “Estamos dando muito mais ênfase ao WE por causa do número muito maior de adeptos no Brasil”, explica Edivaldo.

Ele já era presidente da Federação do Distrito Federal, e conta que, em outros estados, as federações estão mais adiantadas do que na Bahia. “Aí está apenas começando”.

O estado vizinho Sergipe já possui uma federação mais atuante. É de lá o campeão brasileiro de Winning Eleven deste ano, Gustavo Moura. Ele é conhecido no meio como “Kabeça” e pretende chegar ao mundial. “A expectativa é de chegar mais longe do que qualquer brasileiro já chegou”, revela.

Título esteve na mão

Leandro Silva

A penúltima rodada do Campeonato Espanhol foi encerrada ontem, com dois jogos. Mas todos os fatos mais importantes aconteceram no sábado. O título que já pulou de mão em mão durante toda a Liga teve mais uma oportunidade de mudar de mãos. Barcelona e Sevilla não aproveitaram o tropeço do Real Madrid, que empatou com o Zaragoza em 2 a 2. O Sevilla deu mais uma amarelada e empatou com o Mallorca.

O título esteve literalmente na mão do Barcelona, depois de dois gols do argentino Lionel Messi no clássico local contra o Espanyol. O Real perdia seu jogo, e o Barcelona vencia. Se a situação se mantivesse assim, um empate na última rodada, contra o rebaixado Gimnastic, bastaria ao Barça para conquistar o título, mas, em um intervalo de apenas 18 segundos, tudo mudou. O Real conseguiu empatar com o Zaragoza com um gol de Nistelrooy no finalzinho da partida, e o Barcelona cedeu o empate.

Herdeiro – O meia Diego Maradona é o maior ídolo da história do futebol argentino e desde a sua aposentadoria, os torcedores argentinos, carentes, passaram a eleger vários possíveis herdeiros de Maradona: Riquelme, Aimar, Gallardo, Ortega, todos estes meias já tiveram seus momentos de ´Novo Maradona´.

Mas tal qual um jovem pintor que se espelha em um grande mestre consagrado, Lionel Messi já conseguiu, só esse ano, copiar duas das mais famosas obras de Maradona. O jovem aprendiz ainda não era nascido quando o mestre marcou os dois gols contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986. Nasceu no ano seguinte.

No dia 18 de abril, Messi realizou a sua primeira cópia. Na partida de ida da semifinal da Copa do Rei, contra o Getafe, ele driblou cinco adversários incluindo o goleiro e marcou um golaço.

O outro gol inesquecível de Maradona naquela partida foi marcado, segundo ele, com a mão de Deus. Messi também teve o seu momento de jogador de vôlei contra o Espanyol, no último sábado e marcou o primeiro gol do Barcelona com a mão.

E não pára por aí. A comparação entre os dois é cada vez mais inevitável. Os dois conquistaram o Mundial sub-20 e trocaram a Argentina pelo Barcelona.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Rodada explosiva do Espanhol

Leandro Silva

O Campeonato Espanhol chega à sua penúltima rodada ainda emocionante. Os três postulantes ao título entram em campo amanhã. O líder Real Madrid visita o Zaragoza, 5° colocado. O adversário ainda tem motivação pois luta por uma vaga na Copa da Uefa. Essa é a esperança de Barça e Sevilla que torcem por tropeço do Real.

O Barcelona tem os mesmos 72 pontos do Real, mas perdeu um jogo para o rival e empatou o outro. Como o primeiro critério de desempate é o confronto direto, o Barça só poderá ser campeão se o Real perder ou empatar algum dos dois jogos finais.

O time catalão joga em casa contra Espanyol, no clássico local. O time é apenas o 11° colocado, apesar de ter sido finalista da Copa da Uefa.
O algoz do Espanyol na final foi o Sevilla, que ainda briga por mais dois títulos na temporada. A Copa do Rei cuja final será disputada no dia 23, contra o Getafe. E o Campeonato Espanhol.

O time visita hoje o Mallorca, 12° colocado, e tenta vencer para chegar vivo à última rodada. Se Barcelona e Real Madrid perderem seus jogos e o time andaluz conseguir a vitória, chegará à última rodada como líder.

O que aumenta a emoção da rodada é o chamado ‘Vírus Fifa’, em referência aos desfalques causados pelas seleções nacionais.

Um dos principais responsáveis pela recuperação do Real no campeonato, o inglês David Beckham se contundiu a serviço da seleção e pode não jogar hoje.

No Barcelona, a única certeza é que Ronaldinho não poderá jogar, por ter sido expulso contra o Getafe. No Sevilla, o português Duda e o sérvio Dragutinovic retornaram contundidos de suas seleções.

domingo, 13 de maio de 2007

A Magia da camisa 11 pode estar de volta

Leandro Silva

A camisa 11 do Bahia, na maior parte da atual temporada, foi vestida por Fábio Saci, que conseguiu projeção nacional com seus gols e sua comemoração folclórica e partiu para o Náutico rumo a Série A.

Mas o número não deverá ficar orfão, muito pelo contrário. Os dois jogadores que mais se destacaram com esse número nas costas da camisa tricolor, neste século, estão de volta ao Fazendão. Nonato e Neto Potiguar.

A dupla não chegou a jogar junta no Bahia. Nonato se destacou em 2001 e 2002 com a camisa 11. Em 2003 continuou usando mas a fase não era mais a mesma. Em 2004, Neto Potiguar herdou o número do artilheiro do novo milênio. Suas grandes atuações na primeira fase da Série B não deixaram o torcedor sentir saudades do artilheiro.

Mas sua queda de produção na reta final frustrou a torcida tricolor. Depois dele, Uéslei, um dos jogadores que melhor vestiu essa camisa no século passado, voltou mas sua nova passagem não traz boas lembranças. No ano passado, Leandro Leite, um volante sem brilho, foi o dono do número 11 na maior parte da temporada.

Resta agora a dúvida. Quem será o novo camisa 11 tricolor? O paraense ou o Potiguar? Ou quem sabe os baianos Harley e Danilo Gomes podem levar a melhor na disputa?