sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Atletas brilharam na festa dos Melhores do Esporte da Bahia


Os atletas e para-atletas, que são os verdadeiros protagonistas dos esportes, estiveram no devido lugar na noite desta quarta-feira, no centro das atenções do prêmio Melhores do Esporte da Bahia 2009, no teatro da Uneb, quando os destaques de cada modalidade no ano passado indicados por suas federações receberam os troféus e fizeram a festa com seus familiares, amigos e incentivadores.

A crônica esportiva baiana também marcou presença, abraçando o evento, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Sudesb, e entendendo a importância deste momento de coroação daqueles que lutam o ano inteiro para elevarem o nome do Estado em competições nacionais e internacionais. Foram 135 troféus entregues aos atletas e para-atletas que mais se destacaram em 2009. Todos foram indicados pelas suas federações. Allan do Carmo, Marcelo Collet, Luana Barbosa e Maiane Fagundes ainda subiram ao palco no encerramento para receber os prêmios de destaques gerais no desporto e no paradesporto.

Allan do Carmo, atual vice-campeão mundial de maratonas aquáticas, era o atleta mais requisitado pela imprensa e ainda fez parte da mesa do evento, juntamente com autoridades como o secretário Nilton Vasconcelos, da Setre, e o diretor-geral da Sudesb, Raimundo Nonato Tavares da Silva, Bobô. "Esse é o reconhecimento que o atleta tem por ter treinado o tempo todo e representado bem a cidade, o Estado, e o País, com todas as conquistas", disse o sorridente Allan do Carmo.

Se Allan já está fazendo coleção dos prêmios do Melhores do Esporte, pois já havia vencido em 2008, outros ainda estavam debutando na premiação. "Esse é o primeiro ano que eu ganho um troféu da Sudesb e é mais um título no meu currículo. Praticar esporte fica ainda mais prazeroso quando a gente vê que a nossa luta está sendo reconhecida", disse o judoca Geraldo Silva, vencedor de sua categoria, que ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2009.

A ginasta Gabriela Brentan, que também levou o troféu em 2008, chegou mais experiente para receber a nova premiação depois de ter chegado à seleção brasileira. "Esse ano eu me esforcei muito. Não só para voltar a ganhar, mas também para que eu evoluísse para poder, um dia, chegar à Olimpíada. A gente se dedica muito e é sempre importante quando se sabe que isto está sendo visto e valorizado", disse.

"Eu lembro que na primeira vez que eu fui ganhar um prêmio, não consegui dormir. Então imagino como eles (os atletas vencedores) devem estar. Esse prêmio significa muito para a auto-estima do atleta e é um reconhecimento do talento e do esforço deles pelo Governo do Estado. E a gente procura sempre reforçar esse tipo de ação", disse o diretor-geral da Sudesb, Bobô.

Os dirigentes de federações presentes também valorizam a premiação, como disse Hércules Pimenta, presidente da entidade responsável pelo vôlei na Bahia. "A importância desse evento é muito grande. O atleta se sente mais valorizado quando tem o seu esforço reconhecido. As federações, assim como a de vôlei, já fazem as suas premiações individuais, mas essa é geral e tem grande visibilidade".

Leandro Silva e Márcia Simas
Ascom/Sudesb
24/02/2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Final alvinegra na Guanabara

Depois de uma pausa durante o carnaval estou de volta. E o que aconteceu de mais importante durante esse período foi a definição dos finalistas da Taça Guanabara: a dupla alvinegra Vasco e Botafogo. O Vasco, que é a equipe mais organizada do momento no Rio de Janeiro, passou nos pênaltis pelo Fluminense, enquanto o Botafogo surpreendeu o Flamengo vencendo, de virada, por 2 a 1.

Na decisão, o Vasco que deu 6 a 0 no Botafogo na primeira fase é favorito contra o Botafogo, mas não me surpreenderei se o Fogão de Joel Santana ficar com o título.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Craque sempre faz falta

Ronaldinho Gaúcho ficou fora da convocação para o amistoso contra a Irlanda. A esperança é que não esteja ausente na lista final para a Copa do Mundo. A lógica poderia ser a seguinte. Nada que ele fizer (ou não) contra a Irlanda deveria influenciar em sua convocação para o Mundial. Portanto, seria desnecessário chamar. Seria melhor deixá-lo de fora e testar a sua recepção. Tanto nas declarações quanto nas atuações futuras pelo Milan. E a depender disso, confirmar a sua presença.

Defendo isso porque craque sempre faz falta. Como Romário fez nos Mundiais de 1998, quando foi cortado por Zagallo, e em 2002, quando foi ignorado por Felipão. Mas como fez falta em 2002 se o Brasil foi campeão? Diriam alguns. Para mim, fez. O Brasil também seria campeão com ele em campo, arrisco a dizer, mas de maneira ainda mais bonita, mais alegre. Porque o craque dá brilho ao futebol.

E em 1998? Aí a falta foi para o título mesmo. Ele estava em muito melhor forma do que Bebeto, que foi titular e na hora da decisão, com Ronaldo baqueado, os outros jogadores teriam um outro craque em quem confiar, que pudesse desequilibrar, como Zidane fez naquela partida.

Por isso, por mais que eu ache que o Brasil tem toda condição de ser campeão com ou sem Ronaldinho, acho que haverá mais brilho se ele estiver em campo. E há também uma temeridade. Kaká não tem conseguido manter a mesma frequência de atuações de outras épocas. Isso faz com que a Seleção corra o risco de ser comandada no seu setor de criação pelo forte Júlio Baptista. Já que Dunga continua deixando Ronaldinho, Diego, Alex, do Fenerbahçe, ou Alex, do Spartak, de fora.


Volta ao Brasil surtindo efeito


Na convocação de ontem da Seleção Brasileira para o amistoso contra a Irlanda, a derradeira antes da chamada para a Copa do Mundo, quatro dos 22 jogadores atuam no futebol brasileiro. O detalhe é que todos eles retornaram ao Brasil depois de passagens pelo exterior. Um dos exemplos de que a tática dá certo é a presença de Gilberto, meio-campista do Cruzeiro, para atuar como lateral. Além dele, foram chamados Kleberson e Adriano, do Flamengo, além de Robinho, do Santos. Na Copa de 2006, eram três representantes dos clubes nacionais: Rogério Ceni e Mineiro, do São Paulo, e Ricardinho, do Corinthians.

Reserva de Roberto Carlos no último mundial, Gilberto herdou a camisa 6 em vários momentos do início da Era Dunga, mas, sem empolgar em campo no selecionado, e fora dos planos do Tottenham, atuando na liga dos reservas, foi esquecido. Voltando ao Cruzeiro no ano passado, Gilberto recuperou os bons momentos no meio de campo e voltou a ser lembrado.

Kleberson, fundamental para o título mundial em 2002, não conseguiu se manter no grupo durante todo esse tempo, depois de passagens tumultuadas por Manchester United e Besiktas. Voltando ao País, no Flamengo, recuperou o bom futebol e a visibilidade e convenceu Dunga a chamá-lo ainda em 2009, mas uma lesão o afastou dos gramados e das convocações. Agora, reaparece em um momento importante, às vésperas do Mundial.

Robinho voltou ao Santos tendo a Copa como alvo, mas não parece que ficaria de fora, mesmo que permanecesse atuando sem tanta frequência no Manchester City. Já Adriano tinha voltado à Seleção quando ainda estava na Internazionale, mas foi depois da volta ao Flamengo que os questionamentos quanto às suas convocações fossem extintos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

E depois da Copa?





O futebol brasileiro está eufórico com a presença de grandes jogadores que até bem pouco tempo mostravam seu futebol em outros continentes. Tem muito tempo que o País não conseguia reunir tantos jogadores consagrados (alguns mais que os outros), como os das fotos que ilustram esse texto.

Mas o grande teste para ver se essa é uma tendência real ou apenas um reflexo da Copa do Mundo, que será disputada neste ano é ver se eles permanecerão em seus clubes ao final do Mundial.

Pior para eles é que poucas vagas deverão sobrar para aqueles que atuam no futebol brasileiro. Adriano, Robinho, Vagner Love, Fred e Kléber parecem brigar, junto com Nilmar, do Villarreal, pelas três vagas restantes no ataque junto com Luis Fabiano, do Sevilla.

Roberto Carlos e Gilberto, laterais da Copa passada, além de Kléber, devem lutar por vagas mais abertas já que André Santos, Marcelo, Michel Bastos e Fabio Aurélio não se garantiram ainda. No meio, Ricardinho e Diego Souza não devem estar aqui apenas por futebol.

Se o êxodo não acontecer, após o Mundial, o Campeonato Brasileiro deste ano será muto abrilhantado por estas presenças ilustres.

Não deu para o Homem gol ontem

Não deu para Marcelo ontem. O Madureira levou 4 a 1 do Botafogo e o veterano atacante não conseguiu balançar as redes. Ainda assim, mostrou sua visão de jogo privilegiada, com o passe para o tento marcado pelo lateral Valdir.


Agora, Marcelo Ramos segue com seis gols, um a menos que Dodô, que fez um contra o Resende. Vagner Love agora tem seis também.


Robinho pode ter dado um tiro no pé



Não acredito que Dunga deixe de levar Robinho para a Copa do Mundo, principalmente, depois da demonstração pública de que quer muito ir para o Mundial por voltar ao Brasil para isso. Mesmo assim, o antigo queridinho da torcida pode ir para a África do SUl com uma rejeição forte por causa de uma comparação natural e muito próxima: com Neymar.

A nova Joia da Vila está comendo a bola neste início de Paulista e Robinho terá que jogar acima disso (o que é lógico que ele tem todas as condições para tal) para mostrar que o lugar é seu. Pois se ele não for o melhor jogador nem do seu time será difícil convencer à torcida brasileira de que não estará indo para o Mundial apoiado apenas no nome. Ele será mais visto. Por isso, precisa jogar sempre muito.

Enquanto isso, Neymar ainda deve guardar alguma esperança de ser o Ronaldo de 1994 ou o Kaká de 2002, pronto para viver o ambiente de uma Seleção em plena Copa do Mundo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O Homem gol

Poucos jogadores combinam tanto com a expressão Homem Gol quanto o atacante baiano Marcelo Ramos. Se eu não me engano, em atividade hoje no País apenas Túlio, do Botafogo-DF, tem mais gols que ele. E a fonte, para sorte da sua legião de fãs, na qual eu me incluo entre os primeiros, não seca.

Enquanto o Bahia só marcou dois gols de atacante (Wilson Júnior e Rodrigo Gral) nos cinco primeiros jogos do ano, Marcelo já balançou as redes seis vezes nas cinco primeiras rodadas do Campeonato Carioca e divide a artilharia com o também veterano Dodô, do Vasco.

Agora terá o desafio pois enfrentará, consecutivamente, Botafogo e Vasco. Se ajudar o seu time a passar pelo Botafogo, praticamente, ficará muito próximo da semifinal da Taça Guanabara. E ainda pode ser o primeiro time pequeno a tirar ponto dos grandes neste estadual.

Espero que ele mantenha a impressionante média de gols e a diretoria do Bahia entenda, de uma vez por todas, que o lugar do ídolo é no tricolor, enquanto ele ainda quiser se alimentar de gols.


Novo Valdívia na Bahia?


A imprensa baiana está noticiando que o Vitória está muito próximo de acertar com o meia chileno Mathias Vidangossy. Talvez para aumentar a expectativa da torcida, os meios de comunicação baiana vêm repetindo que o meio-campista é chamado de Novo Valdívia em sua terra natal, em referência ao compatriota que mais fez sucesso no futebol brasileiro nos últimos tempos.
Pois bem, Vidangossy já mostrou bom futebol em outras oportunidades. Deve ser um ótimo reforço para o Vitória. Isto não se discute. O problema é que por lá pelo Chile, eles dizem que somos nós baianos que esperamos que ele seja um "Novo Valdívia". Como mostra o trecho transcrito do site redgol.cl
El volante comenzó su carrera de Unión y destacó entre los terceros del Mundial de Canadá, pero se tomó un receso luego que fuera despedido de Ñublense por problemas personales el año pasado. En Brasil creen que se encontrarán con un nuevo Jorge Valdivia, esperemos repita el éxito del “Maginho”.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Clássico eletrizante


Um jogaço. Assim foi o clássico de volta da semifinal da Copa da Liga Inglesa entre Manchester United e Manchester City hoje. A partida era cercada de polêmica depois da vitória do City por 2 a 1 no primeiro jogo, como mandante, com dois gols de Tevez, ex-United.

O argentino foi o grande destaque dos confrontos e voltou a marcar hoje, mas o United levou a melhor no último minuto, com um gol de cabeça de Rooney, logo depois de uma defesaça do goleiro Given, fechando o placar da volta em 3 a 1. Tevez é empolgante. O United passou, mas o City mostra que está cada vez mais forte.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Troca favorável aos gaúchos

Não foi uma troca direta. Douglas precisou passar pelo Oriente Médio para chegar ao Grêmio, mas os camisas 10 de Corinthians e Grêmio no primeiro semestre do ano passado mudaram de lado e acredito que o tricolor gaúcho levou a melhor na troca. Se Douglas repetir o bom futebol de Criciúma, São Caetano e Corinthians, a balança da troca pesou para o lado gaúcho.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

E a experiência pesou

No duelo da experiência contra a juventude no primeiro Ba-Vi de 2010, a experiência levou a vantagem e o Vitória venceu por 2 a 0, em Pituaçu. Principalmente, por causa da qualidade técnica e da liderança de Ramon, que cruzou para o gol de Wallace e ainda fez o segundo, ainda orientou a sua equipe o tempo inteiro e não deixou de desestabilizar os garotos tricolores com a sua já conhecida catimba.

O time do Bahia foi jovem e Renato Gaúcho abriu mão apenas de dois jogadores experientes que estavam à disposição: o meia Juninho e o atacante Edilson. Rogerinho, Nen e Alison ainda não poderiam atuar. Já o Vitória optou pela estreia de Schwenck, além de contar com Viáfara, Vanderson, Bida, Ramon e Índio. Por isso, pareceu menos nervoso.

Para mim, além de Ramon, outros destaques do jogo foram Nino Paraíba, Bida, Ávine e Leandro. Além de Wilson Júnior e Vilson, que tiveram pouco tempo para mostrar futebol.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

E o ano começa na Bahia...

Geralmente se diz que na Bahia o ano só começa depois do carnaval. Para quem gosta de futebol, na verdade, 2010 começa cedo, já neste domingo, com o primeiro Ba-Vi. Ainda não deu nem para esquentar o Campeonato Baiano, mas a rivalidade deve fazer isso em Pituaçu.

O Bahia vem melhor, com duas goleadas, enquanto o Vitória uma partida sem convencer e perdeu a outra. Parece uma boa oportunidade para o tricolor conseguir vencer o clássico pela primeira vez no estádio de Pituaçu depois da sua reinauguração. Favoritismo, entretanto, nunca combina com clássico e, às vezes, é até ruim.

Os dois times ainda não tiveram muito tempo para testar e, por isso mesmo, seus técnicos devem ter muitas dúvidas. No Bahia, se puder contar com jogadores mais experientes como Nen, Rogerinho, Rodrigo Gral e Edilson, a grande dúvida é se vale a pena mexer no time que está vencendo com os garotos. Se eles não puderem jogar, acredito que a única mudança no time titular será a entrada de Wilson Júnior, que já parece mais pronto com três gols em três partidas no profissional, no lugar de Hélder, que mostrou talento, mas ainda não desencantou.

A entrada de Edilson pode ser boa para impor respeito aos defensores rubro-negros, que devem tomar todo cuidado com Vagner na área. Por outro lado, os beques e volantes tricolores deverão ter as atenções voltadas para Índio, que ainda não flechou em sua volta, mas, assim como Edilson, impõe respeito. O torcedor do Bahia pelo menos deverá ver um jogador do nível de Leandro o marcando, ao invés de Humberto, que foi pífio, como diria meu amigo Daniel Dórea, em todas as suas tentativas de parar o cacique rubro-negro.

Se o Bahia jogar apenas com os meninos, o rubro-negro poderá tentar levar vantagem na base da manha, da experiência, com jogadores como Ramon, que cresce absurdamente em todos os Ba-Vis, Vanderson, que gosta de intimidar os adversários, além de Schwenck, que pode estrear. Não comentei ainda, mas, para mim, o lateral-direito Marcos Pimentel, que ainda não jogará o clássico, foi a melhor contratação do ano no Vitória. Já o acompanho desde a época do Ferroviário, junto com Ewerton, hoje no Fluminense, e Fernandinho, hoje no São Paulo, naquele time que deu 7 no Bahia.

Emoção não deve faltar!!!

Jorge Henrique é o cara do Corinthians em 2010


Sabe quando você tem aqueles pensamentos e demora de externá-los e quando o vai fazer acontece em um momento em que aparece oportuno? Aconteceu exatamente isso comigo com relação a Jorge Henrique no Corinthians. Depois da brilhante atuação na vitória de 2 a 1 sobre o Bragantino fica fácil elogiá-lo. No entanto, já tinha falado com parentes e pensado em postar sobre o assunto no momento em que, destoando da euforia coletiva, achava que a formação do elenco corintiano para 2010, ano do centenário, carregava armadilhas.

E a principal delas, para mim, é que a chegada de muitos jogadores de meio campo pudessem tirar o espaço de Jorge Henrique, que para mim foi o melhor jogador do clube em 2009, no time titular, por ser menos badalado. Quando o chamam de voluntarioso, acabam por diminuir o seu talento nato, que me chamou a atenção quando enfrentou o Bahia umas duas vezes seguidas, atuando ainda pelo Náutico. Kuki era badalado, mas eu achava que o grande nome daquele Timbu era Jorge Henrique. A sorte é que Mano Menezes não parece seguir convicções que não sejam as dele. E ele deve brilhar muito no Corinthians em 2010. Hoje, o meu time teria: Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Marcelo Mattos, Edu, Elias; Jorge Henrique, Iarley e Ronaldo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Tudo certo na Bahia

Não. Esse post não fala sobre a música "Tudo certo na Bahia", gravada pela banda Eva e Ninha. Refere-se à primeira rodada do Campeonato Baiano sem zebras. O Bahia venceu o Colo-Colo, fora de casa, por 5 a 1, e o Vitória, em Salvador, levou um susto, mas derrotou o Camaçari por 2 a 1.

Não assisti ao jogo do rubro-negro, por isso apenas irei comentar sobre o Bahia. Em uma partida com seis gols, para mim, o nome do jogo não fez nenhum. Foi o camisa 7, Bruno Silva, com desarmes e passes precisos foi fundamental para o bom resultado. Depois da sua saída, que coincidiu com a entrada de dois jogadores mais habilidosos no Colo-Colo, o time teve uma queda.

Destaque também para a estreia do beque Vagner Silva, que fez dois gols. O meia Maurício, da base, que fez um bonito gol, depois de tabela com Hélder, foi outro ponto positivo. Leandro foi muito bem, como sempre, na marcação, e ainda fez um gol. Abedi demonstrou toda a sua voluntariedade. Ávine pareceu mais centrado e mostrou um bom futebol. Ananias também foi bem.

O lateral Rafael foi discreto, mas demonstrou uma boa qualidade nos passes e ser bem consciente. Resta saber se ainda terá aquele poderio ofensivo, e o faro de gol, do tempo do Flamengo. O zagueiro Thiago e o atacante Hélder, que fizeram a estreia no profissional, foram discretos. Dos três suplentes, Mateus, Raphael Luz e Roberto, só gostei da atuação do terceiro. Os dois primeiros me deixaram uma má impressão.

Copa pra ele


Pode parecer oportunismo colocar um post como esse depois de uma atuação mágica como a de Ronaldinho contra o Siena, mas sou um defensor ferrenho dele mesmo nos períodos de vacas magras. Se eu já defendia que ele estivesse entre os convocados para a Copa de 2010 na época em que estava bem abaixo do seu nível (mas acima da maioria dos concorrentes, na minha opinião) posso dizer que agora não deve haver mais contestação. É Ronaldinho e mais 22.

Segue a minha lista atual:

Júlio Cesar - Internazionale - ITA
Daniel Alves - Barcelona - ESP
Lúcio - Internazionale - ITA
Juan - Roma - ITA
André Santos - Fenerbahçe - TUR
Cristhian - Fenerbahçe - TUR
Gilberto Silva - Panathinaikos - GRE
Kaká - Real Madrid - ESP
Ronaldinho Gaúcho - Milan - ITA
Adriano - Flamengo
Luis Fabiano - Sevilla - ESP
Bruno - Flamengo
Marcos - Palmeiras
Maicon - Internazionale - ITA
Thiago Silva - Milan - ITA
Alex - Chelsea - ING
Marcelo - Real Madrid - ESP
Willians - Flamengo
Elano - Galatasaray - TUR
Diego - Juventus - ITA
Robinho - Manchester City - ING
Nilmar - Villarreal - ESP
Alexandre Pato - Milan - ITA

Deu gosto de ver jogar


Assisti a muitas partidas (ou pedaços delas) neste final de semana. Por curiosidade por ver novas formações em ação e por saudade de ver os jogos. Ainda é cedo para avaliações sobre o futuro, mas o time do Santos, que goleou o Rio Branco por 4 a 0, deu gosto de se ver jogar.

Parei para ver o jogo do Santos esperando ver um dos meus ídolos, Giovanni, em campo. Se eu estava esperando o toque da experiência, foi a juventude que me animou. O quarteto de frente do Santos no primeiro tempo encantou. Paulo Henrique (20), Wesley (22), Neymar (17) e André (19) têm apenas 19,5 anos de média de idade e jogaram muito.

A qualidade de Paulo Henrique e Neymar já era conhecida, no entanto o meia parece que amadureceu vários anos entre o final da última temporada e hoje. Pode ser a hora de ser verdadeiramente protagonista. André, com cabelo moicano e chuteira amarela igual a Neymar, foi que mais me surpreendeu. As poucas partidas que tinha visto dele não tinham me deixado boa impressão, mas comecei a ver futuro nele pelo jogo de hoje. Não fez gol, mas participou das jogadas dos outros o que é um grande trunfo em um time que conta com grandes jogadores que chegam de trás.

O adversário não é parâmetro, mas o que me chamou a atenção foi a forma de jogar. Gosto muito quando começo a ter vontade de ver um time que eu não torço atuando. Era a sensação que eu tinha para ver aquela equipe do Santos em 2002, com Diego e Robinho. A entrada de Giovanni ainda serviu para coroar a partida santista, inclusive com um passe para o terceiro gol. E ainda falta Marquinhos entrar no time. Sem falar em Madson, que parece ter perdido espaço na equipe santista, mas que eu gosto de ver em ação.

sábado, 16 de janeiro de 2010

As melhores duplas de ataque do País

Resolvi listar um ranking das principais duplas de ataque pelo País neste início de ano:

1º Flamengo - Vagner Love e Adriano

O Imperador foi artilheiro do último Brasileiro e tem tudo para brilhar novamente este ano no Carioca e na Libertadores. E agora terá um companheiro para dividir a responsabilidade pelos gols. Vagner Love foi muito criticado em sua passagem pelo Palmeiras, mas teve que jogar isolado na frente, como foi na Seleção Brasileira. Agora, terá Adriano como referência e poderá se movimentar muito mais. Basta lembrar que em seus melhores momentos no Palmeiras, Love não era o atacante mais avançado, mesmo que fosse o artilheiro, como acontecia com Edmilson, na Série B de 2003. Ainda serão abastecidos por gente do nível de Leonardo Moura e Petkovic.

2º Grêmio - Leandro e Borges

A dupla em si, para mim, já é muito boa, pois une o faro de goleador e a movimentação de Borges, à entrega e à habilidade de Leandro. O setor ofensivo fica ainda mais forte por causa dos outros dois jogadores avançados, Souza e Hugo que deverão abastecer o ataque com muitos passes. Se Douglas também for para o tricolor gaúcho, o poderio ofensivo pode aumentar ainda mais. Jonas também é uma boa opção para outros momentos.

3º Corinthians - Jorge Henrique e Ronaldo

Se o escolhido para jogar ao lado de Ronaldo for Jorge Henrique e o Fenômeno jogar o que jogou no primeiro semestre do último ano, a dupla pode até rivalizar com a do Flamengo. Como o Corinthians está um pouco inchado de atacantes e eles podem até jogar separados muitas vezes, acaba tornando-se uma incógnita. Certo é que se Ronaldo estiver bem fisicamente, tanto Jorge Henrique, Dentinho ou Iarley, ou até dois deles, formarão um ataque letal para os adversários.

4º Fluminense - Maicon e Fred

Foi uma dupla que casou muito certo. Maicon Bolt, com toda a sua velocidade, e Fred, com o seu incrível faro de gol. Os dois se completam e se jogarem juntos durante muito tempo dessa temporada deverão dar muitas alegrias à torcida do Fluminense. Quando Maicon não jogar, o parceiro deve ser Kieza, que talvez seja até melhor do que Maicon, mas pode não completar Fred tão bem.

5º Atlético-MG - Muriqui e Diego Tardelli

Outra dupla muito promissora. Muriqui teve um ótimo Brasileiro no Avaí e agora terá o artilheiro do País no último ano para jogar ao lado. Outro caso em que as caraccterísticas dos dois parecem casar bem. Os dois, entretanto, já tiveram passagens muito ruins na carreira. Resta saber se conseguirão repetir a ótima fase do ano passado.

6º Dodô e Élton

Muito tempo parado, Dodô é visto com desconfiança. Acredito que ele poderá arrebentar em 2010. Basta lembrar que uma grande crítica ao atacante é que ele não parecia muito motivado em campo, mas agora motivação é o que não deve faltar ao artilheiro dos gols bonitos. Se Élton realmente acertar a volta ao Vasco, deverá formar uma grande dupla com Dodô. Se não vier, Rafael Coelho, artilheiro da última Série B também pode casar bem com o atacante.

7º Kléber e Thiago Ribeiro

Por Kléber, o ataque do Cruzeiro está bem classificado, mas, na minha opinião, Thiago Ribeiro não está próximo do seu nível.

8º Alecsandro e Giuliano

Alecsandro deve jogar isolado na frente, mas o meia Giuliano deve ser o mais próximo. Os dois, junto com D´Alessandro, devem dar muito trabalho às defesas adversárias.

9º Herrera e Loco Abreu

Foi uma das duplas mais badaladas neste início de ano. E pode dar muito certo, principalmente, por causa da sintonia com a torcida.

10º Diego Souza e Robert

O Palmeiras só tem Robert como atacante de nível. Diego Souza deve jogar ao seu lado, mas rende muito melhor no meio de campo. Uma ótima opção para o Palmeiras seria a contratação de Kléber Pereira, que está sobrando.

11º Fernandinho e Washington

Fernandinho está se recuperando de uma cirurgia, mas tem tudo para formar um grande ataque com Washington. Por enquanto, com Dagoberto, o ataque deve ser aquele mesmo do São Paulo, frustrante.

12º Neymar e Giovanni

O novo e o velho. Tinha tudo para dar certo, mas os dois extremos ainda são um mistério. Se Giovanni conseguir jogar o que sabe, o ataque santista pode melhorar muito no ranking.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Edilson e Uéslei podem ser grandes atrações para o Baianão


As críticas são grandes à contratação de Edilson pelo Bahia e à possível chegada de Uéslei ao Vitória. As motivações para a análise negativa das duas situações é a mesma: a idade avançada (Uéslei tem 37 e Edilson, 39) e uma última passagem frustrada pelo maior rival.

Nesse caso, Uéslei leva desvantagem. A queda do Bahia em 2005 para a Série C foi relacionada por muitos à chegada do Pitbull. Edilson também já foi responsabilizado por um rebaixamento rubro-negro, em 2004, para a Série B, apesar de ter jogado muito bem naquele Brasileiro, formando uma grande dupla de frente com Obina. O problema maior foi a suposição de que teria rachado o grupo, como Uéslei, em 2005. No entanto, Edilson participou do acesso para a Série A, em 2007. Se não foi decisivo, ao menos colaborou com o êxito.

Continuo achando que os dois podem ser utéis para seus times e que deverão ser grandes atrações para o Campeonato Baiano. Sempre parei para vê-los em ação em qualquer time em que estivessem. Aliás, estou mais ansioso para a nova temporada do futebol brasileiro não tanto pelos novos talentos mas por poder ver grandes ídolos atuando, como os dois já citados, Sávio no Avaí e Giovanni, no Santos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Qual opção seria melhor do que Ávine para o Bahia?

Estava acompanhando a indefinição sobre o aproveitamento, ou não, de Ávine na atual temporada pelo Bahia, sem compreender muito bem qual era a dúvida. Se fosse por opção do jogador ou por ter surgido alguma proposta irrecusável, daria para entender, mas por dúvida do Bahia? Tentei imaginar alguma opção disponível para o clube no mercado que fosse melhor que o capixaba.

Ávine é unanimidade? Claro que não. Longe disso. Acredito até que a maior parte da torcida não gosta do jogador, mas muito dessa rejeição eu atribuo ao momento em que o jogador foi lançado, em 2006, em um dos piores elencos do clube em todos os tempos, logo após a queda para a Série C. Acredito que ele será o dono da camisa 6 em 2010 e terá grande utilidade, principalmente após a boa experiência, dentro de campo, na Série A, pelo Santo André.