domingo, 6 de abril de 2008

Folia nas quatro linhas

Leandro Silva

Eles não têm o prestígio nacional de artistas como Tatau, Daniela Mercury e Cidade Negra que estão agitando a Micareta de Conquista, que se encerra hoje, mas os jogadores de Bahia e Vitória da Conquista protagonizarão a atração mais esperada do final de semana para os amantes do futebol baiano.

Afinal, os dois clubes disputaram, ponto a ponto, a liderança da primeira fase do Baiano. O Bahia ficou com o posto de líder por dois pontos. Hoje, às 16 horas, os dois times iniciam uma nova disputa, agora pelo título Baiano.

O palco do duelo entre os melhores do campeonato é o Lomanto Júnior. Lá, o Bode não tomou conhecimento de dez dos 11 adversários. A única exceção foi justamente o Bahia que conseguiu derrotar o alvi-verde conquistense, por 2 a 1.

A coincidência é que naquela ocasião, o jogo também aconteceu durante festa popular: o carnaval. Boa semelhança para o torcedor tricolor, mas para o torcedor alviverde é melhor que o time consiga mudar a história para não dançar novamente diante do tricolor da capital.

Retrospecto– O Bahia leva vantagem no histórico dos embates entre os clubes, que ainda é pequeno. Esse é apenas o quinto confronto entre os dois clubes pelo Baiano.

No ano passado, na primeira vez em que se cruzaram, o Bode levou a melhor vencendo por 2 a 0, em Conquista. Na volta, na Fonte Nova, o tricolor venceu por 2 a 1. Mesmo placar das duas vitórias tricolores contra o Bode este ano, em Conquista e em Feira de Santana.

Os artilheiros da história do confronto são Rafael, com dois gols, pelo lado do Vitória da Conquista, e Elias, com dois gols, pelo Bahia. Juleone, Sílvio e Diogo, fizeram os outros gols conquistenses e Fábio Saci, Harley, Neinha e Daniel, do Bahia.

Base mantida– Apesar da chegada de alguns reforços nas últimas semanas como Cléverson, Everton, Ayrton e Ceará, o técnico Paulo Comelli deve manter a base que alcançou bons resultados na fase classificatória.
O atacante Cristiano é o único dos novos contratados que deve ser alçado à condição de titular.

O sergipano estreou com o pé direito no domingo passado, marcando o primeiro gol do Bahia contra o Juazeiro, na partida em que o tricolor garantiu a primeira colocação no Baiano.

A dupla de ataque deve ser formada por Cristiano e Didi. Em nome de uma maior preocupação com a defesa, que já é a melhor do campeonato, Comelli deve escalar Rivaldo no lugar do garoto Ananias.

Segundo o treinador, o time fica pouco resguardado quando atua com Ananias e Elias juntos no meio de campo ao lado de dois atacantes. A chave para a utilização dos dois meias juntos é a saída de um atacante, como aconteceu no jogo contra o Colo-Colo, em Ilhéus, quando os dois revezavam na aproximação com Didi.

Rivaldo, criticado pelas atuações como meia ofensivo teve uma melhora depois que passou a ser utilizado como volante.

Manutenção– No Bode, a tendência também é a manutenção da base da primeira fase.

Por causa do bom momento dos titulares, jogadores como os zagueiros Jeferson e Hebert, com passagens por Vitória e Bahia, respectivamente, o meia Rodrigo Mucarbel, que já atuou no futebol grego, e o atacante Maurício, pelo futebol pernambucano, seguem na reserva, esperando por uma oportunidade.


Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 6/4/2008

Vitória e Itabuna lutam por boa largada

Leandro Silva

O equilíbrio existente entre Bahia e Vitória da Conquista, atestado pelos números da primeira fase, dá uma boa oportunidade para que Itabuna ou Vitória possam largar na ponta da tabela.

O jogo será às 16 horas, no Luiz Viana Filho, em Itabuna. No primeiro turno, o grapiúna venceu o Leão por 2 a 1, mas na rodada seguinte, levou o troco, com juros e correção monetária, no Barradão, com uma goleada de 6 a 0.

O Vitória leva vantagem no confronto direto recente contra o azulino. Desde que o Itabuna retornou para a primeira divisão do Campeonato Baiano em 2003, os dois clubes já se enfrentaram oito vezes. E apenas no primeiro turno do atual campeonato, o grapiúna conseguiu levar a melhor.

No ano passado, o Itabuna também conseguiu arrancar um empate em 1 a 1 no Barradão. Mas nas outras seis vezes que os dois se encontraram foi o Leão quem venceu. Com 6 a 0, neste, ano, 2 a 0, em Itabuna, no ano passado, duas vitórias por 6 a 1 e 3 a 0, em 2006 e, em 2003, pelas semifinais, duas vitórias rubro-negras por 1 a 0 e 2 a 0.

Marca Histórica– O jogo de hoje marca a centésima partida do meia Ramon Menezes com a camisa do Vitória. Uma motivação a mais para um dos grandes ídolos do Leão na década de 90.

Pela Seleção Brasileira, Ramon chegou a disputar uma Copa das Confederações em 2001, quando marcou um golaço de falta contra a França. Mas o Brasil perdeu por 2 a 1, com gols de Pires e Desailly.

Defesa– Entre os finalistas, o Vitória só tem a defesa superior à do adversário de hoje. Em uma parte da competição, a responsabilidade pelo mau desempenho do setor defensivo era colocada no goleiro França, que deixou o time com uma média de 1,25 gols por partida. Sofreu 10 em 8 jogos - o jogo contra o Camaçari pelo primeiro turno foi colocado na conta de França porque ele substituiu Ney aos 9 minutos do primeiro tempo.

Naquele momento, Ney tinha uma média de 0,71 gols sofridos por jogo, muito superior à de França. Tinha levado cinco gols em sete jogos.Mas depois de retornar como salvador, Ney levou 13 gols em sete partidas do Campeonato Baiano, ficando com uma média pior que a de França, 1,85 por jogo. Ao todo, na primeira fase, Ney ficou com uma média de 1,28 gols por jogo. Pouco pior que a de França. O que mostra que o problema pode não estar no gol.

Dúvida– O Itabuna contratou nessa semana dois antigos conhecidos do técnico Ferreira para reforçar a equipe do Itabuna. O volante Sandro foi campeão baiano em 2006 pelo Colo-Colo e o meia Márcio Carioca se destacou no Baiano do ano passado pelo Atlético, também sob o comando do treinador.

Enquanto Márcio Carioca, que disputou a Série A-3 do Paulista pelo Votoraty, ainda está fora de forma e só deve estrear contra o Bahia na próxima semana, o volante Sandro já pode jogar hoje. Se for escalado, Leandro Ceará, que sentiu uma lesão na semana pode perder a vaga.

“O Vitória tem um jogador que merece uma atenção especial que é o Ramon. Eu precisaria de um jogador específico para ficar na marcação. E pode ser o Sandro”, explica Ferreira.

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 6/4/2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Vitória - Tentativa de recomeço

Leandro Silva

O Vitória apresentou, ontem, cinco contratados. Leonardo Silva, Ricardinho, Renan, Marco Aurélio e Diego. Todos eles têm uma coisa em comum: um passado não tão distante de relativo sucesso em âmbito nacional. Assim como o novo clube, buscam um recomeço.

O mais conhecido dos baianos é o zagueiro Leonardo Silva, sexto ex-jogador do Bahia contratado pelo Vitória em 2008, depois de Moré, Marcelo Silva, Carlos Alberto, Danilo Rios e Ramon. França já estava desde 2007.

Os ares de Salvador podem fazer com que o beque, de 28 anos, que foi rebaixado com o Juventude no Brasileiro do ano passado recupere o bom futebol que ele já demonstrou ter em 2004, na boa passagem pelo Bahia.

Ele ficou marcado por muitos torcedores por causa de uma falha, uma das poucas com a camisa tricolor, em uma partida contra o Avaí, pelo quadrangular decisivo da Série B, em que ele tentou dominar uma bola e deixou escapar para o adversário, que empatou o jogo e complicou o acesso tricolor. O primeiro gol daquele jogo foi de Leonardo.

Como estava no futebol árabe, Leonardo pode não ser inscrito a tempo de atuar no Baiano. Como as outras transferências são internas, os outros quatro devem jogar as finais do Estadual.

Eternas promessas – O volante Renan, de 24 anos, foi revelado pelo São Paulo e era considerado como uma jóia descoberta pelo tricolor do Morumbi, mas o tempo foi passando e, sem conseguir um lugar no time, saiu para procurar novos ares.
No Cruzeiro, também não conseguiu confirmar a expectativa em torno dele e caiu no ostracismo. Ainda tem tempo de tentar provar que a primeira impressão sobre ele estava correta.

Situação diferente do meia Ricardinho, de 32 anos, do Paulista de Jundiaí. Homem de confiança do técnico Mancini, que o comandou no time do interior paulista, ele é inconstante. Não conseguiu repetir as boas atuações do Paulista nos times grandes por onde passou, como Botafogo, Palmeiras e Coritiba. No Inter de Porto Alegre, conseguiu um certo destaque.

Companheiro de Ricardinho no Paulista, o lateral-direito Marco Aurélio, de 30 anos, tem no currículo passagens por São Paulo, Santos e Cruzeiro. É mais lembrado, porém, por ser considerado sósia de Robinho na época do Peixe, quando eram companheiros. Comparação apenas física.

Por fim, na outra lateral, Diego, de 24 anos, foi revelado pelo Vasco e foi titular por praticamente dois anos. Em 2007, disputou o Brasileiro pelo Goiás.

Matéria publicada originalmente na edição do Jornal A Tarde do dia 3 de abril de 2008

terça-feira, 1 de abril de 2008

Bahia: Melhor defesa sustenta a liderança


Leandro Silva

Os números atestam que o Bahia deveria ser considerado o maior favorito para o título de Campeão Baiano de 2008. O que enfraquece a euforia da torcida é a trajetória do time nos últimos anos e a seca de títulos que deixa o torcedor sempre desconfiado.

Se desde o ano 2000 o Bahia não chegava à fase final com a melhor campanha no Estadual, conseguiu isso em competições nacionais como a Série B de 2004 e a Série C do ano passado e de 2006. Nas três ocasiões, o tricolor ficou sem o título.
A campanha do Bahia na primeira fase de 2008 supera a do ano anterior apenas em dois gols de saldo, ficando empatada nos critérios de desempate.

O ponto forte do tricolor é notoriamente o seu setor defensivo, que levou apenas 13 gols em 22 rodadas do campeonato. Durante nove partidas, o goleiro Darci saiu sem buscar uma bola sequer no fundo de suas redes. Ele levou 11 em 20 jogos. Fabiano sofreu dois gols em dois jogos.

Nenhum time conseguiu fazer mais de um tento na mesma partida contra o Bahia, que tem a segurança de Alison, Rogério e Marcone, e o apoio de Fausto, que formam a melhor defesa da primeira fase com uma folga de nove gols para a segunda.

Poder de fogo – Enquanto isso, o setor ofensivo só supera o do Itabuna entre os finalistas. São 38 gols marcados. E os atacantes com mais gols – Pantico e Didi – têm apenas quatro.

Abrindo espaço para o meia Elias. Ele teve que fazer as vezes de dublê de artilheiro e marcou nove na primeira fase. A esperança para acabar com os problemas ofensivos é o atacante Cristiano, que estreou marcando contra o Juazeiro.

Local de jogo – No Armandão, o Bahia se sentiu bem a vontade e venceu seis das sete partidas disputadas no local. Apenas um empate contra o Feirense impediu a condição de 100% de aproveitamento em Camaçari.

No Jóia da Princesa, em Feira de Santana, o Bahia venceu quatro vezes e empatou outras três. Invicto como mandante, o Bahia tem o segundo melhor retrospecto entre os finalistas. Como visitante, tem o melhor desempenho, ao lado do Vitória.

Time-base –Darci, Marcone, Alison e Rogério; Fábio, Fausto, Ananias, Elias e Adilson; Cristiano e Didi. (L.S.)

Matéria publicada originalmente na edição do Jornal A Tarde do dia 1º de abril de 2008

Bode audacioso busca o título

Leandro Silva

O Bode quer se juntar a Fluminense e Colo-Colo na galeria dos campeões baianos do interior do Estado. A campanha do time dá esperanças para que isso aconteça.
Em segundo lugar na classificação geral, o Vitória da Conquista chegou a tirar a liderança do Bahia em duas oportunidades e disputou até a última rodada o título simbólico de campeão da primeira fase encerrada domingo.

O atacante Diogo, com experiência de ter atuado no Bahia e no Vitória, utiliza o velho discurso de união do grupo para tentar explicar a força do Bode.

Há alguma rodadas, Diogo, hoje com 10 gols, era o artilheiro da equipe e esperava a chance de superar Souza e ficar com a artilharia do campeonato, que escapou em 2006, quando foi vice-artilheiro.

“Naquele ano, Ednei estava iluminado. Eu estava. E ele muito mais. Fazia gol de todo jeito”, lamenta o bem humorado atacante. Mas hoje, o artilheiro da equipe e jogador que tem mais chances de tirar a coroa de Souza é o companheiro Tatu, com 13 gols.
Ofensividade –O camisa 11 tem uma movimentação que impressiona e casa bem com as características de Diogo e com a qualidade de toque de bola do Bode.

A coragem do técnico Elias Borges de priorizar a qualidade técnica dos seus jogadores na hora de escalar o time também deve ser ressaltada. O time não se acanha diante dos adversários.

A ofensividade do time pode ser exemplificada pelos laterais Rafael e Carlinhos, meias de origem, e de qualidade de ataque. Rafael é o terceiro artilheiro, com 8 gols.

O ataque é bem assíduo e apenas uma vez passou em branco, quando levou 1 a 0 do Camaçari. O mau desempenho do ataque nessa partida deve ter ficado entalado na garganta já que, no segundo turno, o Bode deu 5 no Camaça.

Equílibrio – Mesmo com a ofensividade que lhe garante o segundo melhor ataque da competição, não se descuida completamente do setor defensivo e tem a segunda defesa menos vazada.

Um grande trunfo para o Bode é o mando de campo. O time é o melhor ao lado da sua torcida. De 11 partidas, venceu dez e perdeu apenas para o Bahia. Mas, fora de casa, o aproveitamento supera apenas o do Itabuna. Nos confrontos contra os finalistas, o Bode leva vantagem contra o Itabuna e o Vitória.

Time-base – Rodrigues, Rafael, Artur, Sílvio e Carlinhos; Eder Silva, Edmar, Narcízio e Kléber; Tatu e Diogo. (L.S.)

Matéria publicada originalmente na edição do Jornal A Tarde do dia 1º de abril de 2008

Vitória: Primeira fase para ser esquecida

Leandro Silva

O Vitória deve comemorar o fato de que tudo recomeça do zero na fase final, porque a primeira fase do Leão este ano deveria ser esquecida, justamente na temporada da volta para a Série A.

Está certo que desde o início foi dito que o Baiano serviria apenas de laboratório para o Brasileiro. O problema é que a impressão que se tem é de que a primeira fase não serviu nem como laboratório. Parece que o Vitória jogou três meses do ano fora.
Apesar de tudo isso, o Leão chega em igualdade de condições com o tricolor e tem todas as chances de ficar com o bicampeonato estadual.

O que o torcedor do Vitória pode se orgulhar é da artilharia da equipe, que fez 50 gols. Foi o time que mais balançou as redes adversárias. Inclusive, em nove jogos, o rubro-negro fez pelo menos três gols. Chegou a fazer até seis gols na mesma partida, contra o Itabuna, primeiro adversário da equipe no quadrangular.

Solidários – A impressão que se tem é de que, no Vitória, não tem fominha. Porque 18 jogadores foram responsáveis pelos 50 gols do time. O artilheiro entre o elenco que vai para o quadrangular é o zagueiro Marcelo Batatais, que fez cinco gols. O goleador do time ainda é o atacante Índio, que já deixou o clube.
A saída de um artilheiro seria preocupante se o atacante em questão não tivesse perdido a condição de titular e não estivesse com moral tão baixa assim com a torcida.

Outro ponto positivo a ser ressaltado no Vitória é o desempenho como visitante, que é o melhor entre os finalistas, empatado com o Bahia.

Fraquezas – Por outro lado, o outrora temido Barradão não funcionou como um caldeirão na primeira fase e a torcida saiu na bronca cinco vezes. Com três empates e duas derrotas. É o pior desempenho entre os quatro finalistas em seus domínios.

Outro motivo de preocupação é o retrospecto no confronto direto contra os finalistas. O Leão venceu apenas o Itabuna.

Time-base – Ney, Alex Santos (Leumir), Marcelo Batatais, Anderson Martins e Gustavo; Vanderson, Bida, Jackson e Ramon; Michel e Rodrigão. (L.S.)
Matéria publicada originalmente na edição do Jornal A Tarde do dia 1º de abril de 2008

Itabuna: Para fazer valer a arrancada

Leandro Silva

Enquanto Bahia, Vitória da Conquista e Vitória demonstravam favoritismo para chegar à fase final, o Itabuna só conseguiu ficar com a vaga depois de uma arrancada no segundo turno do certame e uma invencibilidade de nove jogos, interrompida com a derrota no último domingo, para o Conquista.

O Itabuna não consegue liderar nenhum dos quesitos avaliados pelo ATEC e, por isso mesmo, pode ser considerado o grande azarão entre os quatro finalistas.
Um dos trunfos dos grapiúnas é o treinador Ferreira que, pelo terceiro ano consecutivo, consegue classificar uma equipe do interior para a fase final do Estadual.

No ano passado, foi terceiro colocado com o Atlético de Alagoinhas e, em 2006, foi campeão com o Colo-Colo, de Ilhéus.

E o treinador está otimista. “Eu acredito que, dando continuidade ao que foi feito, tem tudo para continuar repetindo a boa campanha nas finais”, disse.

O time azulino foi o único dos finalistas que não perdeu para o Bahia. Conseguiu, até mesmo, superar o retrospecto do Vitória nos jogos somente contra os finalistas. Mas depois de vencer o rubro-negro no primeiro turno, acabou levando 6 do próprio Leão, no Barradão, pelo segundo turno, na maior goleada sofrida pelo time.

Recuperação – O Itabuna saiu de uma oitava colocação ao final do primeiro turno para uma classificação com uma rodada de antecipação para a fase final.

O artilheiro do time é o atacante Juca, que já balançou as redes adversárias dez vezes e vê, de longe, a chance de ser o goleador máximo da competição. Afinal, teria que fazer uma média de um gol por jogo no quadrangular final para se igualar a Souza, do Fluminense, que já se despediu do Baiano.

Outros destaques do time grapiúna são o lateral Wescley, o meia Leandro Ceará e o atacante Jânio. Mas segundo Ferreira, a força do time está mesmo é no conjunto.
O Itabuna perdeu menos que o Vitória na primeira fase. Outra vantagem do time grapiúna sobre o Leão é com relação ao desempenho dentro de casa e no retrospecto contra os adversários da fase final durante a primeira fase.

Time-base – Vandré, Diego Aragão, Edson, Emílio e Wescley; Rondinelli, Paulo Henrique, Lei e Leandro Ceará; Jânio e Juca. (L.S)

Matéria publicada originalmente na edição do Jornal A Tarde do dia 1º de abril de 2008

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Vira-folhas da dupla Ba-Vi

Leandro Silva

No ano passado, no dia 21 de abril,o jornal A Tarde publicou uma matéria minha sobre os jogadores da dupla Ba-Vi que já mudaram de lado. Nada mais atual depois que o Vitória nessa semana contratou Danilo Rios e Carlos Alberto. Por isso, resolvi colocar essa matéria aqui no blog. No próximo final de semana tem Ba-Vi.

A lista da matéria já está velha. Segue a lista nova:
Hoje, o Vitória conta com os serviços de Carlos Alberto, Marcelo Silva, Danilo Rios e Moré. Já o Bahia tem apenas Pantico.

Com a ajuda do Mestre Paulo Leandro, montamos uma seleção de vira-folhas: Joel Mendes, Rodrigo, João Marcelo, Roberto Rebouças e Paulo Robson; Bebeto Campos, Léo Oliveira e Sena; Osni, Beijoca e Mário Sérgio.

Segue a matéria, na íntegra:

Ser chamado de vira-folha é uma ofensa mortal para um torcedor de futebol. Mas, no meio dos jogadores, o pensamento não é o mesmo.

E os torcedores têm que se acostumar a ver os ídolos do seu clube vestindo a camisa do maior rival. O veterano Sorato foi ídolo do Bahia no ano passado, e nesta semana chegou ao Vitória. Existe uma longa lista de jogadores que pularam de um clube para seu maior rival. Sorato é só mais um.

Ao lado de Gil Sergipano, João Marcelo esteve presente no principal momento da história dos dois clubes. O título do Bahia em 88, e o vice do Vitória em 93."Estava no lugar certo, na hora certa".

Só nos elencos atuais da dupla Ba-Vi, pode-se ver Emerson, Guilherme, Capixaba, Paulo César e Sorato no Vitória. Além de Paulo Musse, Emerson, Jairo, Preto e Fábio Saci no Bahia. Danilo, Tiago Neiva e Gessé passaram pela base do Leão. Além do técnico Arturzinho, que defendeu os dois clubes como jogador e treinador.

Antes, quando os valores eram outros, era muito mais complicado virar a casaca. Como disse o ex-atacante Beijoca. “Quando apareceu a chance de jogar no Vitória eu não vi com naturalidade.afinal não era muito comum”.

ÍDOLOS – A atual troca freqüente mexe com os torcedores, principalmente os mais jovens. Matheus Silveira, 13 anos, entrou no campo da Fonte Nova, ano passado, ao lado de Spírito. Tentou comprar a camisa 7 do Bahia que era vestida pelo atacante. Mas tudo mudou.

"Não gosto mais dele. Mudou para o outro lado".

A pesquisadora de comunicação da Unicamp Vera Toledo Camargo fala da importância do ídolo. "O futebol é um importante fenômeno social de massa. O ídolo é um dos componentes mais importantes desse processo."

O ex-lateral Rodrigo era flamenguista e fã de Zico. "Como torcedor, jamais aceitaria Zico no Vasco. Mas com a cabeça de jogador, acho uma coisa muito normal”.

A verdade é que existe uma grande mudança no pensamento coletivo. Antes, podia-se trocar de tudo, menos de time. Hoje, essa restrição já não existe. As crianças que sonham em jogar futebol não fazem mais cara feia para possibilidade de ter uma chance no maior rival do time que torce.

PONTOS DE VISTA – A pesquisadora diz que existem dois modos para analisar essa situação. O lado da paixão pelo clube, em que vestir a camisa do rival representaria uma atitude indigna. “Mostra que o jogador não tem valor para vestir o manto sagrado que é o símbolo do clube". A outra visão seria comercial.

"É a lei do mercado que comanda. O jogador busca o clube que paga melhor". Os jogadores se reconhecem como profissionais mas os torcedores esperam que eles encarem o futebol como muito mais que uma profissão.

TROCA NEM SEMPRE É TRANQUILA– O meio-campista paranaense Preto Casagrande jogou no Vitória e no Bahia, mas conseguiu conquistar rubro-negros e tricolores O meio-campista Preto é um ícone desse troca-troca entre rivais. Chegou ao Vitória em 1995 e conquistou a torcida. Seu jeito polêmico e as confusões que arrumava em Ba-Vis irritavam os torcedores do Bahia.

Virou ídolo e arrumou as malas para Portugal. Depois apareceu a proposta para jogar no Bahia. "Eu estava desesperado, lá. Querendo voltar. E não tive dúvida". Ele chegou ao Bahia em 2001.

“Sabia que a aceitação da torcida iria ser difícil, mas os títulos e a minha produtividade e entrega me tornaram ídolo". Depois disso o meia já voltou a defender o Vitória, e está novamente no Bahia. "Graças a Deus sempre deixei as portas abertas nos dois clubes" Quem também tem boas lembranças dos dois times é o ex-zagueiro João Marcelo. Revelado pelo Bahia, o jogador fala que não teve como recusar a proposta do Vitória. "Eu estava recuperando o joelho no Grêmio, e não tive receio.

Sabia que a torcida do Bahia iria continuar a gostar de mim pelo título, e os rubro-negros me queriam no time". O ex-zagueiro diz que em Salvador é mais fácil mudar de time.

”Lá em Porto-Alegre a pressão é muito pior. Jogador que vai mal em Grenal, e que já jogou no rival, passa aperto“. Mas nem sempre essas trocas são tranqüilas. O atacante Osni teve uma chegada conturbada no Bahia. Os rubro-negros o acusavam de traição. “O Bahia acertou tudo com o Flamengo e depois comigo. O Vitória só foi fazer proposta depois que eu já tinha dado minha palavra”.

O atacante Uéslei teve receio da recepção da torcida do Vitória, depois de ser ídolo do Bahia. “Muitos ídolos de um clube acabam fracassando no rival. Por isso, duvidaram de mim”. O Pitbull se destacou no Vitória e voltou ao Bahia onde continuou ídolo.

Matéria publicada no Jornal A Tarde do dia 21 de abril de 2007

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Lista dos estrangeiros sul-americanos na Série A do Brasil

Leandro Silva

Por time:

Atlético Mineiro:

Ricardo Martinez - zagueiro - Paraguai - Libertad/PAR
Agustin Viana - Lateral-esquerdo - Uruguai - Nacional/URU nasceu em Chicago nos EUA mas é naturalizado uruguaio e já defendeu as seleções de base

Atlético Paranaense:

Viáfara - goleiro - Colômbia - América de Cáli
Edwin Valencia - volante - Colômbia - América de Cáli
David Ferreira - meia - Colômbia - América de Cáli

Botafogo:

Juan Castillo - goleiro - Uruguai - Peñarol
Ferrero - zagueiro - Argentina - Tigre /ARG
Escalada - atacante - Argentina - LDU/EQU

Coritiba:
Nenhum

Cruzeiro:

Giovanny Espinoza - zagueiro - Equador - LDU/Quito
Marcelo Moreno - atacante - Bolívia - Vitória

Figueirense:
Nenhum

Flamengo:

Hugo Colace - volante - Argentina - Estudiantes/ARG
Diego Gavilan - volante - Paraguai - Grêmio
Maxi Bianchucchi - atacante - Argentina - Sportivo Luqueño/PAR

Fluminense:

Dário Conca - meia - Argentina - Vasco

Goiás:
Nenhum

Grêmio:

Hidalgo - lateral-esquerdo - Peru - Internacional
Edixon Perea - atacante - Colômbia - Bordeaux

Internacional:

Ruben Bustos - Lateral-direito - Colômbia - Grêmio
Orozco - zagueiro - Colômbia - Independiente/COL
Sorondo - zagueiro - Uruguai - Defensor/URU
Guiñazu - meia - Argentina - Libertad/PAR

Ipatinga:
Nenhum

Náutico:

Ricardo Laborde - meia - Colômbia - Academia/COL

Palmeiras:

Jorge Valdívia - meia - Chile - Colo-Colo/CHI

Portuguesa:
Nenhum

Santos:
Nenhum

São Paulo:

Neicer Reasco - Lateral-direito - Equador - LDU/EQU

Sport:
Nenhum

Vasco:

Villanueva - atacante - Chile - Ulsan Jeonbuk Hyundai Motors-COR

Vitória:
Nenhum

POR PAÍS:

Colômbia (7)

Viáfara - goleiro - Atlético Paranaense
Edwin Valencia - volante - Atlético Paranaense
David Ferreira - meia - Atlético Paranaense
Edixon Perea - atacante - Grêmio
Ruben Bustos - Lateral-direito - Internacional
Orozco - zagueiro - Internacional
Ricardo Laborde - meia - Náutico

Argentina (6)

Ferrero - zagueiro - Botafogo
Escalada - atacante - Botafogo
Hugo Colace - volante - Flamengo
Maxi Bianchucchi - atacante - Flamengo
Dário Conca - meia - Fluminense
Guiñazu - meia - Internacional

Uruguai (3)

Juan Castillo - goleiro - Botafogo
Sorondo - zagueiro - Internacional
Agustin Viana - Lateral-esquerdo - Atlético Mineiro

Paraguai (2)

Ricardo Martinez - zagueiro - Atlético Mineiro
Diego Gavilan - volante - Flamengo

Equador (2)

Giovanny Espinoza - zagueiro - Cruzeiro
Neicer Reasco - Lateral-direito - São Paulo

Chile (2)

Jorge Valdívia - meia - Palmeiras
Villanueva - atacante - Vasco

Bolívia (1)

Marcelo Moreno - atacante - Cruzeiro

Peru (1)

Hidalgo - lateral-esquerdo - Grêmio

Venezuela* (0)
* Valdivia nasceu na Venezuela

A Invasão da América Espanhola no Brasil

Leandro Silva

A América Espanhola está invadindo o Brasil. Pelo menos no futebol. Os times que disputarão a Série A do Brasileirão deste ano contam com 24 jogadores estrangeiros de países sul-americanos em seus elencos.

O número ainda poderia ser maior se o Goiás tivesse sido rebaixado no lugar do Corinthians. Afinal, o time goiano não possui estrangeiros, enquanto o Corinthians tem três: o uruguaio Beto Acosta, o chileno Suarez e o argentino German Herrera.

O poder dessa invasão pôde ser visto desde o ano passado, quando dois dos três melhores jogadores do Campeonato Brasileiro eram estrangeiros, segundo o prêmio Craque do Brasileirão: o vice-artilheiro Acosta, que estava no Náutico, e o chileno Jorge Valdivia, do Palmeiras. Em 2005, um argentino já tinha conquistado o prêmio, Carlitos Tevez do Corinthians.

Salários – Isso tem acontecido porque os melhores jogadores nascidos no Brasil são seduzidos pelos altos salários na Europa e até na Ásia, abrindo espaço para atletas de destaque no cenário do continente.

É mais fácil e mais barato trazer um grande jogador no mercado sul-americano do que contratar um jogador do mesmo nível que seja brasileiro.

Por exemplo, o goleiro Juan Castillo, reserva da seleção uruguaia que foi contratado pelo Botafogo tinha um salário equivalente a 18 mil reais no Peñarol. Valor baixo para um jogador de seleção comparado aos salários dos brasileiros.

Dois destaques do último campeonato argentino, campeões pelo Lanús, o meia Valeri e o atacante Sand recebiam salários equivalentes a 8 mil e 500 reais. Pouco para a realidade dos grandes clubes brasileiros.

A concorrência por esses jogadores fica mais restrita ao futebol mexicano, que costuma levar muitos colombianos e argentinos que ainda não têm mercado no continente europeu.

Cada centro futebolístico se diferencia pelas condições econômicas nacionais, pelo peso dos patrocinadores, pelos investimentos dos proprietários dos clubes e pela capacidade de produzir jogadores.

Distribuição– Dos nove outros países filiados à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), até mesmo a Venezuela tem jogador em clube da Série A. Isso porque Valdivia, do Palmeiras, é naturalizado chileno. Mas na realidade, o Mago nasceu na Venezuela.

O país estrangeiro mais representado na primeira divisão é a Colômbia. São sete. E sua principal embaixada no Brasil é a Arena da Baixada, com três no Atlético Paranaense. David Ferreira e Edwin Valencia são destaques.

Entre os gringos da Série A, apenas o atacante nigeriano Abubakar não é sul-americano.

Além dele, o lateral-esquerdo Agustin Viana, do Atlético Mineiro, nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, mas é naturalizado uruguaio e até já defendeu a seleção celeste sub-20.

Partiram – Enquanto alguns chegam, outros que atuaram no ano passado já deixaram o País. Como o volante chileno Maldonado, do Santos, os atacantes colombianos Martin Garcia, do Vasco, e Dayro Moreno, do Atlético Paranaense, e os argentinos do Grêmio, o goleiro Saja e o zagueiro Schiavi. Além do boliviano Arce do Corinthians e o argentino Dudar do Vasco.

Não vingaram – A dupla Ba-Vi não aderiu à moda atual de se reforçar com atletas dos países vizinhos. O último estrangeiro sul-americano por aqui foi o atacante Marcelo Moreno, que no rubro-negro era conhecido também como Marcelo Boliviano.

Ele participou do acesso do Vitória da Série C para a Série B em 2006. Curioso é que ele já defendeu as seleções de base do Brasil e depois optou por vestir a camisa da seleção da Bolívia.

No Bahia, nenhum representante dos países vizinhos atuou desde a saída do uruguaio Rodolfo Rodriguez, em 1994.

No mês passado, dois compatriotas do goleirão estavam fazendo testes no Fazendão. O zagueiro Miguel Lavié e o atacante Gerardo Larrosa Bracesco. Mas os dois acabaram reprovados nos testes e não integrarão o elenco tricolor. Lavié já acertou com o Criciúma.

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 3/2/2008

Alguns foram ídolos, outros viraram motivo de piada

Leandro Silva e Eliano Jorge

No ano passado, o time do São Paulo bicampeão brasileiro tinha apenas um estrangeiro: o equatoriano Reasco, que praticamente não jogou, por causa de uma grave contusão.

Mas outros 23 estrangeiros sul-americanos já tiveram a honra de conquistar o principal título nacional do País.

O colombiano Freddy Rincón pode ser considerado especialista por já ter conquistado a taça três vezes. Em 1994, com o Palmeiras e em 1998 e 1999, com o rival Corinthians, clube pelo qual faturou o Mundial de Clubes da FIFA em 2000.

Falando de outra competição nacional, a Copa do Brasil, 11 estrangeiros do continente também já ficaram com o título.

O colombiano Aristizabal e os paraguaios “Gato” Fernandez, Arce e Rivarola foram os únicos que conseguiram unificar as conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

Aristizabal, que foi capitão do Vitória, é o maior artilheiro estrangeiro da história dos Campeonatos Brasileiros.

Muitos sul-americanos se deram bem no Brasil e deixaram saudades nas torcidas. Como os argentinos Carlitos Tevez, Sanfilippo, Fischer, Fillol, Valido, Andrada, Poy, Sastre, Ramos Delgado, Doval, Renganeschi, Cejas, Sorín, Perfumo e o raçudo volante Mancuso.

Alguns uruguaios também tiveram passagens marcantes pelo Brasil, entre eles Rodolfo Rodríguez, Pablo Forlán, Darío Pereyra, Pedro Rocha, Diego Lugano, Hugo de León, Ancheta e Mazurkiewsky.

Assim como os paraguaios Gamarra, Arce, Rivarola, Bria, Reyes, Benítez e Romerito e os colombianos Rincón, Asprilla e Aristizabal.

fiascos – Outros, porém, são lembrados geralmente pelo fiasco. Como os chilenos Sierra, Héctor Tapia e Nelson Tapia, o peruano Jorge Soto, e os centroavantes uruguaios “El Tanque” Santiago Silva e Sebastián “Loco” Abreu.
A maior piada foi a contratação por engano do Santos. Trouxe o paraguaio Edgar Baez, acreditando se tratar de Richard Báez, da seleção, em 1997.

Houve ainda o argentino Amelli e o goleiro Henao, da Colômbia. Amelli tinha o maior cartaz no River Plate, mas não se adaptou ao estilo de jogo brasileiro e foi mal no São Paulo.

Henao se destacou na conquista da Libertadores pelo pequeno Once Caldas, da Colômbia, eliminando Santos, mas fracassou no time da Vila Belmiro.

Matéria de Leandro Silva e Eliano Jorge publicada no Jornal A Tarde do dia 3/2/2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Para calar o Boca

Leandro Silva

Todos contra Riquelme e o Boca Juniors. Esse deve ser o pensamento dos outros 37 clubes que participam da 49ª Libertadores da América, que começa hoje.

Riquelme foi o grande maestro da conquista da última edição pelo Boca e retornou para defender o título de campeão e de craque do torneio.

A fase preliminar da competição começa hoje com o confronto entre Arsenal, de Sarandi, da Argentina, e Mineros, de Guayana, da Venezuela.

O time da casa, o Arsenal, é o atual campeão de outra competição do continente. A Copa Sul-americana. Esse é apenas um dos seis embates eliminatórios válidos pela fase preliminar. Os vencedores passam para a fase de grupos.

Brasileiros – O único time brasileiro que participará dessa fase é o Cruzeiro. A estréia da Raposa será amanhã, no Mineirão, contra o tradicional Cerro Porteño, do Paraguai.

Quem passar cairá no Grupo 1 e terá como adversário mais forte o San Lorenzo, da Argentina. São Paulo, Santos, Flamengo e Fluminense já estão garantidos na fase de grupos.

O Santos é o único que chega enfraquecido na competição depois das saídas de Luxemburgo, Maldonado, Marcos Aurélio, Pedrinho, entre outros.

A equipe santista, que ainda tem grande jogadores como Adailton, Kléber, Fábio Costa e Kléber Pereira, caiu no mesmo grupo da surpresa da última edição, o Cúcuta, da Colômbia. E ainda tem o forte Chivas Guadalajara, do México.

A principal atração do São Paulo, e da competição ao lado de Riquelme, do Boca, é o atacante Adriano, o Imperador.

Se for campeão e destaque, ele repetirá a trajetória do craque argentino no ano passado, quando saiu da Europa para resgatar o bom futebol e levar um clube local ao título continental.

Além dele, o São Paulo repatriou o meia Carlos Alberto e contratou dois destaques da equipe do Botafogo. O ala Joilson e o zagueiro Juninho.
O tricolor caiu no Grupo 7. O adversário mais tradicional será o Atlético Nacional, da Colômbia, campeão em 1989.

Cariocas – Os dois times cariocas fecharam o ano de 2007 embalados e também tiveram um acréscimo de qualidade.

O Flamengo manteve todos os destaques da arrancada do ano passado, como Ibson, Fábio Luciano, Bruno, Leonardo Moura, Juan e Souza. Ainda se reforçou com os meio-campistas Jonatas, Kleberson e Marcinho e o zagueiro Rodrigo. Além da incógnita Diego Tardelli.

No Grupo 4, o adversário mais complicado é o Nacional de Montevidéu.
O Fluminense, campeão da Copa do Brasil, chamou a atenção pelas contratações. Principalmente, para o ataque.
Juntou Dodô, Leandro Amaral e Washington. Resta saber se conseguirão dar certo juntos.

Para os outros setores, também trouxe jogadores como os meio-campistas Ygor e Conca. Mas o Flu também tem a sua aposta de risco. O lateral-esquerdo Gustavo Nery.
Ainda manteve peças fundamentais do time como os zagueiros Tiago Silva e Luis Alberto e o meia Thiago Neves.

O Grupo 8, do Fluminense, é complicado. Conta com Libertad, do Paraguai, e LDU, do Equador, duas surpresas em últimas edições. E pode ter o Arsenal, da Argentina, se passar pelo Mineros, da Venezuela.

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 29/01/2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Lateral revelado pelo Bahia na seleção da Europa

Leandro Silva

O lateral-direito Daniel Alves, revelado pelo Esquadrão, foi eleito para a seleção da Europa no ano de 2007. A pesquisa foi realizada no site uefa.com e 277.985 usuários escolheram os 11 jogadores preferidos. Daniel Alves, do Sevilla, recebeu 92.894 votos para melhor lateral-direito do Velho Continente.

Os outros finalistas da posição foram Javier Zanetti, da Internazionele de Milão, Massimo Oddo, do Milan, Sérgio Ramos, do Real Madrid, e Zambrotta, do Barcelona.

O time completo foi formado por Casillas, do Real Madrid, Daniel Alves, do Sevilla, Nesta, do Milan, John Terry, do Chelsea, e Abidal, do Barcelona; Gerrard, do Liverpool, Seedorf, do Milan, e Kaká, também do Milan; Cristiano Ronaldo, do Manchester United, Ibrahimovic, da Internazionale de Milão, e Drogba, do Chelsea.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Fidelidade a toda prova

Leandro Silva

E aí? Você prefere ir pro shopping, praia, show ou assistir o seu time do coração pela TV ou no estádio? Ninguém prefere mais a última opção em todo o Brasil que o torcedor soteropolitano.

Essa afirmação, que já é quase um senso comum na cidade, foi atestada por uma pesquisa realizada pela Datafolha em novembro e divulgada na Folha de São Paulo do último domingo. A pesquisa foi feita com 11.786 pessoas em 25 Estados.

“Isso é importantíssimo. É uma constatação. Principalmente para o torcedor do Bahia. Na terceira divisão dar uma média de quase 40 mil é demais. A gente fica muito feliz por esse reconhecimento”, diz o diretor de futebol do Bahia Ruy Accioly.

Entre os entrevistados de Salvador, 28% afirmaram que freqüentam os estádios. Logo depois, ficaram os torcedores cariocas, com 27%.

OUTROS CENTROS – “O Maracanã faz a diferença. O Flamengo, que tem uma torcida mais presente, também contribui. Mas acho que é muito mais em função da história doMaracanã, de tudo aquilo que representa para os cariocas”, opina o volante Preto Casagrande, que começou a carreira no Vasco.

Apenas 15% dos entrevistados paulistanos afirmaram ir para os estádios. A desculpa para essa baixa fidelidade é a violência e a falta de segurança nos estádios.

“O torcedor baiano é muito presente. Pra gente não é só esporte, é um momento de lazer, e pode levar também a família. Essa condição talvez contribua para o público”, diz o cantor Tatau, torcedor do Vitória.

RECONHECIMENTO – O presidente da Federação Baiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues, valoriza o resultado da pesquisa. “É importante porque agora tem o reconhecimento da mídia nacional”, afirma. “O torcedor soteropolitano coloca o futebol como primeira opção de lazer”.

O presidente da Torcida Organizada Povão, do Bahia, Rosalvo Castro, também comemora a comprovação da fidelidade. “É difícil reconhecerem alguns valores bons do Nordeste. Geralmente, exploram só os fatos ruins. Quando chegam ao ponto de reconhecerem é porque é muito evidente”.

“É apenas um referendo para aquilo que a gente já sabia. A Bahia é a terra do carnaval mas também é do futebol”, afirma Moisés Almeida, presidente da União dos torcedores do Vitória.

BAHIA– A mesma pesquisa apontou o torcedor do Bahia como o mais presente aos estádios no Brasil. Nada menos que 36% dos torcedores do Bahia entrevistados afirmam acompanhar o clube do coração in loco .

O segundo clube com a torcida mais fiel é o Flamengo, com 30% da torcida indo a campo.

Os torcedores dos dois clubes não falaram da boca para fora que preferem acompanhar o time do coração de perto. Afinal, Bahia e Flamengo tiveram bons resultados nas bilheterias durante o ano de 2007 e encantaram com as festas durante os jogos.

“O Flamengo tem um suporte muito grande da Rede Globo e, antigamente, da Rádio Globo.
Mas o Bahia consegue superar tudo isso, mesmo sem essa divulgação”, afirma Rosalvo Castro.

O cantor Tatau reconhece a força da torcida tricolor, mas espera que a torcida rubro-negra supere a rival. “Nós temos a consciência de que o Bahia tem uma torcida muito legal, muito boa, mas a torcida do Vitória nos últimos anos tem crescido demais e com certeza em muito pouco tempo, a gente vai chegar junto da torcida do Bahia”.

“Como é que um time jogando a 3ª divisão (em 2006) contra o Ananindeua, com todo respeito, consegue colocar mais de 50 mil pessoas?”, comenta Preto exaltando a fidelidade tricolor.

O diretor do Bahia, Ruy Acciolly, vê o resultado da pesquisa também como um aliado financeiro para o clube. “Você sabe que um time que consegue isso é porque tem muita torcida e isso é muito importante para o marketing. Na venda de produtos, exposição de símbolos. Mostra que tem consumidor e visibilidade”.

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 15/01/2008

A estréia sonhada de Pato

Leandro Silva

Se o atacante Alexandre Pato já teve algum sonho com a sua estréia no Milan, com certeza deve ter sido parecido com a goleada de domingo contra o Napoli por 5 a 2, com um gol dele. Kaká também fez um e Ronaldo, inspirado, fez dois e jogou muito.

Na década de 80, o jogo entre Napoli e Milan costumava parar a Itália. Era a oportunidade de ver reunidos craques do quilate de Rijkaard, Gullit e Van Basten, pelo time milanês, e Maradona e Careca, pelo time napolitano.

Ontem, foi a vez de Alexandre Pato ser a grande atração do confronto. Era a estréia da mais nova jóia do futebol brasileiro, com a camisa rubro-negra, depois de ter sido contratado em agosto.O trio ofensivo do time milanês era totalmente brazuca, Kaká, Ronaldo e Pato.

O JOGO – E a primeira participação da revelação colorada na Série A italiana foi logo aos 39 segundos, quando deu um carrinho no zagueiro Cannavaro.

Aos 14, tabelou com Ronaldo, que tocou para Pirlo. O volante deu um passe na frente e o próprio Ronaldo finalizou – a bola bateu no goleiro e subiu. Na queda, Pato ainda correu para tentar empurrar para as redes, mas a bola atravessou a linha antes que ele conseguisse tocar.

Um zagueiro ainda chegou para cortar chutando para cima, mas o gol já havia sido marcado. Era o primeiro gol de Ronaldo no Italiano dessa temporada.

Mas, aos 27 minutos, o ótimo argentino Lavezzi cruzou na pequena área e Roberto Carlos Sosa empatou o jogo.

Não deu nem para comemorar. Três minutos depois, Ronaldo deu dois presentes para o estreante Pato no mesmo lance. O goleiro Iezzo defendeu as duas, mas no rebote, Seedorf não perdoou, estufando a rede.

Aos 34, Pato teve mais uma boa chance, mas o goleiro Iezzo parecia determinado a evitar um gol do brasileiro e defendeu.

O Napoli não se dava por vencido e, aos 36, Lavezzi foi atropelado na área por Kaladze. Pênalti, que Domizzi bateu e converteu.

Aos 35 segundos da segunda etapa, Ronaldo fez um gol de cabeça, que definitivamente não é a sua especialidade. Kaká era quem ainda não estava brilhando, mas aos 22 minutos marcou um golaço chutando de fora da área depois de boa jogada de Seedorf e Jankulovski.

Aos 27, aconteceu o momento mais esperado do jogo. O estreante recebeu um lançamento longo de Jankulovski, se livrou do agarrão de um zagueiro e tocou por baixo de Iezzo que saltou esperando um chute por cima.

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 14/01/2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Batalhas longe da capital

Leandro Silva

Os dois únicos campeões baianos do interior do Estado se enfrentam hoje na primeira rodada do Campeonato Baiano.

O Colo-Colo, que joga em casa, foi o dono do pedaço em 2006, enquanto o visitante Fluminense de Feira foi o melhor da Bahia duas vezes, em 1963 e 1969.
Os dois times travam uma batalha pela contratação do ex-tricolor Ednei que pode dar um molho a mais para o jogo de hoje.

O Tigre de Ilhéus treinado por Almir Neto vai tentar fazer valer o mando de campo. O goleiro Ewerthon, o volante Juninho e o meia-atacante Gil, ex-Bahia, são os destaques do time.

O técnico Edu Lima, ex-jogador de Bahia e Vitória, teve problemas para escalar o Touro do Sertão para a partida de hoje.

Os principais contratados, entre eles Marquinhos ex-Vitória, Dudu, ex-Bahia, e Índio, ex-Flamengo, ainda terão que esperar um pouco mais para jogar com as cores do Flu.

O meia Gil Baiano, com passagens por Bahia e Vitória, pediu dispensa e não jogará o Baiano pelo Flu. Ele está sendo contratado por um time do Maranhão.

Edu Lima deve colocar em campo um time ofensivo com: Rafael, Nilmar, Uilton, Luciano e Deca; Germinio, Deive, Jânio e Geovane; Raul e Souza.

Embate de algozes – Ainda no sul do Estado, uma partida envolve os dois últimos algozes de estréias do Bahia (veja matéria na página 3), Itabuna e Vitória da Conquista.

Antes da estréia, o time conquistense dispensou dois zagueiros: Junior Baiano e Dias.
O técnico Elias Borges está confiante para uma boa largada no estadual. “Estamos tranqüilos porque pudemos avaliar as condições físicas e técnicas e já temos um time definido para encarar o Itabuna”, avaliou.

O Vitória da Conquista estréia com: Marcelo, Márcio, Artur, Sílvio e Claudemir; Éder, Edimar, Rafael e Cléber; Chulapa e Tatu.

O técnico do Itabuna Gélson Folgazzi deve escalar o Itabuna com Vandré, Leo Maceió, Emilio, Edson, Melke e Wescley; Rondinelli, Teo e Elisandro; Vagner e Juca.

Carcará x Tucano – No duelo de pássaros, o Atlético de Alagoinhas estréia fora de casa contra o Ipitanga. O time do treinador Antônio Dumas deverá começar com: Fábio Lima, Rogério, Edy, Tião e Tico; Diogo, Almir, Eduardo e Vaguinho; Preto e Nem.

O Ipitanga é treinado por Mastrillo, ex-volante do Vitória, e tentará uma boa estréia para embalar uma campanha melhor que a do ano passado.

Ainda reforçando – O Poções estréia hoje, em casa contra o Camaçari, e tenta pelo menos repetir a boa campanha do ano passado, quando chegou ao quadrangular final.

O time da estréia deverá ter: Marival, André, Dirley, Marivaldo e Marcos; Neguinho, Nenenzinho, Júnior e Givanildo; Nilton e Kafu (Deivid).

Nas próximas rodadas o “tricolor do sudoeste” deve anunciar dois meias com nomes que mais parecem de dupla sertaneja: Madson e Hudson.

Além do jovem meia-esquerda Júnior, de 16 anos, considerado pelo presidente Raimundão como o “Alexandre Pato do Nordeste”.

Colaboraram: Alean Rodrigues e Juscelino Souza (Das Sucursais)

Matéria publicada originalmente no Jornal A Tarde do dia 10/01/2008

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Kaká é o melhor do mundo

Leandro Silva

Deu a lógica, ontem, e o favorito Kaká conseguiu unificar os prêmios de melhor do mundo para a Fifa, France Football e FIFPRO, além de melhor jogador do Mundial de Clubes, que terminou com o título do Milan no domingo.

A cerimônia de entrega do prêmio da Fifa aconteceu em Zurique, na Suíça, e o brasileiro superou o argentino Messi, do Barcelona, que ficou em segundo, e o português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, terceiro colocado.

“Esta noite é especial para mim. Eu sonhava em me tornar um profissional no São Paulo e jogar na Seleção. Mas, graças a Deus, estou conquistando mais do que poderia imaginar. Muito obrigado”, disse Kaká no discurso.

Cada treinador e capitão das seleções escolheram três jogadores. O primeiro recebe 5 pontos, o segundo, 3, e o terceiro, 1. Kaká teve 1.047 pontos, mais que o dobro da pontuação de Messi, 504, e de Cristiano Ronaldo, 426.

O meia foi um dos cinco brasileiros premiados. Os outros foram Marta, melhor jogadora de futebol do mundo, Cristiane, terceira melhor do ano, e Buru, melhor jogador do Mundial de Futebol de Areia deste ano. Além do Rei Pelé, que recebeu de Bobby Chalton, um prêmio presidencial da Fifa por toda a contribuição ao futebol.

Marta conseguiu superar a alemã Prinz, campeã do mundo com a Alemanha neste ano, vencendo as brasileiras na final. Marta esteve presente nas quatro últimas edições da cerimônia. Foi a melhor no ano passado, vice em 2005 e terceira em 2004.

O alemão Toni Kroos, do Bayern de Munique, recebeu o prêmio de melhor jogador do Mundial Sub-17 realizado este ano, e o argentino Sérgio Agüero foi premiado como melhor jogador do Mundial Sub-20.

O Barcelona ganhou o prêmio de fair play (jogo limpo) do ano por ter estampado a marca do Unicef em sua camisa neste ano.

Carreira – Kaká surgiu para o futebol profissional no Torneio Rio-São Paulo de 2001, mais especificamente no dia 7 de março daquele ano, quando, com a camisa 30, saiu do banco de reservas para empatar e virar a final do São Paulo contra o Botafogo com dois gols.

Ele ainda era Cacá, com C em vez de K, e reserva de Harisson no time sub-20 do clube que disputou a Copa São Paulo daquele ano. Esta foi a sua sorte.

O técnico Vadão, hoje no Vitória, precisava de alguém da base para completar o elenco no Rio-São Paulo. Como os “melhores” estavam disputando a Copa São Paulo, o treinador deu chance a Kaká, que chamou a atenção.

A partir dali, Kaká foi ganhando espaço no Morumbi e, no ano seguinte, já ganhava a Bola de Ouro, prêmio dado pela revista Placar para o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. E também foi convocado para a Copa do Mundo, conquistada pelo Brasil.

Em 2003, passou a ser vaiado pela torcida do São Paulo que o chamava de pipoqueiro.
Mas, no mesmo ano, ele foi para o Milan. A idéia inicial do clube italiano era emprestar o brasileiro a um clube menor para dar experiência, mas o camisa 22 se destacou e ficou na equipe principal, cavando uma vaga de titular.

Prêmios – Aí a carreira deslanchou de vez, foi escolhido como melhor jogador do Campeonato Italiano em 2004 e 2006 e melhor meia da Liga dos Campeões de 2005. Em 2007, foi artilheiro, melhor jogador e campeão da Liga dos Campeões. Venceu a Bola de Ouro, de melhor jogador do mundo, da France Football, melhor do mundo da Fifa e foi campeão e melhor do Mundial de Clubes.

Texto publicado originalmente no A Tarde do dia 18/12/2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Dia de coroação no reino do futebol

Leandro Silva

Hoje é dia de coroar o novo rei do futebol mundial da atualidade e o brasileiro Kaká é o principal favorito para chegar ao trono e colocar a ‘dinastia do R’ de volta ao poder no Planeta Bola.

Não entendeu? É que todos os brasileiros que já chegaram a esse status tinham a letra ‘R’ como inicial do nome: Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. Além de Roberto Carlos que foi vice.

E Kaká começa com R? Não. Mas Ricardo, seu nome de batismo, começa com a letra que parece mágica para os brasileiros.

A FIFA entrega hoje, em cerimônia realizada em Zurique, na Suíça, o prêmio de melhor jogador do ano de 2007.

Vale lembrar que o vencedor já está definido. A votação para eleger o melhor do mundo acontece em turno único, a FIFA divulga os três melhores e mantém o mistério. Portanto, não há uma eleição apenas entre os três melhores.

Além do camisa 22 do Milan, outros dois se candidatam ao trono ocupado pelo zagueiro italiano Fabio Cannavaro. O argentino Lionel Messi, que vai desfalcar o Barcelona por pelo menos cinco semanas por causa de um problema muscular (nem vai à cerimônia de hoje) e o português Cristiano Ronaldo, do Manchester United. Os três são meias-atacantes. Outra coincidência é que eles são estreantes nessa premiação.

Favoritismo– Kaká já ganhou nesse ano os prêmios da FIFPRO, Federação Internacional dos jogadores profissionais, e também a Bola de Ouro da revista France Football. Só falta o prêmio oficial da FIFA para fechar a tríplice coroa.

O favoritismo de Kaká se deve ao fato de ter sido o melhor jogador, e artilheiro, da principal competição do ano, a Liga dos Campeões, que também foi conquistada pelo Milan.

Geralmente, o premiado é destaque da seleção campeã do mundo ou, nos anos sem Copa, do time campeão da Liga dos Campeões.

Essa é a 17ª edição do prêmio e o Brasil já teve o melhor jogador do mundo por 7 vezes. Apenas em quatro anos o País não teve nenhum jogador entre os três finalistas. Foi em 1991,1992, 1995, 2001.

Mulheres – Se o Brasil tem Kaká como favorito para ser o Rei, tem ainda duas opções de Rainha do Futebol Feminino em 2007: Marta e Cristiane.

Apenas uma estrangeira ameaça o reinado. É a alemã Birgit Prinz que ficou com o título da Copa do Mundo desse ano.

Apesar de jogar mal e perder um pênalti na final da Copa contra a Alemanha, Marta teve um grande ano, com as brilhantes atuações no Pan e na Copa, principalmente na semifinal contra os Estados Unidos, e tem boas chances de receber o prêmio de melhor jogadora do ano. Prêmio que já levou em 2006.

Outros prêmios – O brasileiro Buru já tem o seu prêmio garantido. Ele foi o melhor jogador do Mundial de Futebol de Areia e receberá o prêmio na cerimônia.

O alemão Kroos e o argentino Agüero também receberão os prêmios de melhor jogador dos Mundiais Sub-17 e Sub-20, respectivamente.

Texto publicado originalmente no Jornal A Tarde do dia 17/12/2007

Conheça os adversários de Kaká na luta pelo prêmio de Melhor do Mundo

Leandro Silva

Os dois outros finalistas do prêmio de Melhor do Mundo são jovens, mas já não são promessas. São realidades desse esporte que está cada vez mais precoce.

O português Cristiano Ronaldo chegou ao Manchester United em 2003. Ainda era um desconhecido de 18 anos e se tratava de uma aposta ousada do clube inglês e do técnico Alex Ferguson.

O menino português recebeu, logo de cara, a camisa 7, justo a que tinha acabado de ficar vaga após a saída do grande ídolo recente do clube, o meia David Beckham.
Mas a responsabilidade não assustou o meia-atacante que já chamava atenção por causa do nome pomposo que lembrava o sucesso dos brasileiros Ronaldo e Ronaldinho.

Mas o Ronaldo de Cristiano foi uma homenagem do pai do craque ao ex-presidente norte americano Ronald Reagan.

Antes do Manchester, Cristiano já se destacava nas seleções de base do seu país, e aumentava a auto-estima dos moradores da Ilha da Madeira. Ele também já chamou a atenção na primeira, e única temporada no time profissional do Sporting Lisboa.

Na temporada 2006/2007, o português foi, disparado, o principal nome do Campeonato Inglês e também era o melhor jogador da Liga dos Campeões até o confronto direto com Kaká na semifinal.

Hermano – Lionel Messi é o caçula da turma, tem 20 anos, e está no Barcelona desde os 13 anos, quando saiu da Argentina para a Espanha atrás de um tratamento hormonal para poder crescer normalmente.

O Barcelona pagou o tratamento e ficou com uma jóia rara em troca, o promissor argentino. Ele chegou ao time principal na temporada 2003/2004.

De todos os “Novos Maradonas” rotulados pela imprensa argentina e mundial, Messi talvez seja o que mais se aproxima da genialidade e das características de Dom Diego.
Na temporada 2006/2007, Messi imitou duas obras que o mestre eternizou contra a Inglaterra na Copa de 86.

Fez um gol driblando vários adversários contra o Getafe e outro de mão no clássico local contra o Espanyol.

Teve contra si o fato de o Barcelona não ter ganho nada no ano. Na atual temporada, está saindo da condição de coadjuvante de luxo para ser a principal estrela da constelação do Barcelona. (L.S.)

Texto publicado originalmente no A Tarde do dia 17/12/2007

Novo Alberoni ou Sorato segundo?

Leandro Silva

O torcedor do Bahia que já viu os gols do novo contratado do clube Anderson Costa no youtube e sabe que ele já defendeu o Brasil em um Mundial Sub-17 deve estar empolgado com a chegada do novo matador do clube.

O que pode deixá-lo com uma pulga atrás da orelha são as semelhanças com uma das contratações mais malfadadas da história recente do clube: Alberoni.

O meia foi revelado junto com Anderson, no Vasco, e os dois disputaram o Mundial Sub-17 de 2001, ao lado do meia Diego, do Werder Bremen e da Seleção, e do goleiro Felipe, do Corinthians, ex-Vitória.

Alberoni se transferiu para a Internazionale de Milão antes de se tornar profissional no Vasco. Nesse ponto, a história de Anderson se diferencia. Ele só foi para a Europa depois de chamar a atenção com seus gols no profissional.

Anderson marcou até contra o Vitória, no Brasileiro de 2004, mas o rubro-negro goleou o Vasco por 4 a 1, no Barradão.

Naquele mesmo ano, Alberoni foi contratado pelo Bahia cercado de muita expectativa por causa da sua passagem pela seleção e por estar na Internazionale.

Mas não convenceu a torcida nem ao técnico Vadão e não conseguiu se firmar em nenhum dos clubes que atuou depois, incluindo Vasco, Paraná e Botafogo.

Referência melhor – Espera-se que o desfecho da história de Anderson tenha um enredo completamente diferente do seu ex-companheiro.

Se ele mostrar no Bahia o mesmo faro de gol da última prata da casa do Vasco que comandou o ataque tricolor, o veterano Sorato, o clube estará bem servido.
Revelado pelo Vasco na década de 80, Sorato foi artilheiro da Série C de 2006 pelo Bahia.

Mas ele foi a exceção que confirma a regra. Pelo menos nos últimos dez anos, o Bahia já contou com três atacantes revelados pelo Vasco da Gama e os outros dois não deixaram saudade.

Foram Luís Cláudio, em 99, que era considerado o novo Jardel, e teve passagem apagadíssima na Série B daquele ano. Não fosse o seu famoso gol anulado, injustamente, contra o Vila Nova no início do quadrangular final, e muitos torcedores do Bahia nem lembrariam do grandalhão.

No ano seguinte, o Bahia voltou a apostar em uma cria do clube cruzmaltino, o jovem Dedé, que chegou ao clube junto com o lateral Filipe Alvim trocados pelo lateral Clébson. Dedé formou a dupla de ataque com Jajá, mas quem fazia os gols era o meia prata-da-casa Jorge Wagner.

Dados – Anderson marcou um gol no Mundial Sub-17, mas o Brasil parou nas quartas-de-final diante da França. Antes, ele tinha sido vice-artilheiro do Sul-Americano da categoria, no mesmo ano, com 6 gols. Ele tem 23 anos e se destaca pela altura, 1,88 m. O estilo de jogo lembra o do centroavante Washington, ex-Atlético Paranaense e, atualmente, no Urawa Red Diamonds, do Japão.

Opções – Anderson foi a segunda contratação do Bahia. Antes dele, apenas o goleiro Darci acertou o seu retorno à equipe. No Brasileiro da Série C, o Bahia tinha sete atacantes no elenco: Nonato, Moré, Neto Potiguar, Charles, Harley, Ednei e Amauri. Até o momento, para a próxima temporada, o Bahia tem apenas Neto Potiguar, Anderson e Charles.

Para ver os gols do atacante, procure no www.youtube.com por Anderson Costa. Tem gols no Vasco, na seleção e em clubes do exterior

Texto publicado originalmente no A Tarde do dia 16/12/2007